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John Brown, Diretor do Escritório de Informação Pública da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias & Tratados (dos EUA), afirmou que as Testemunhas de Jeová possuem políticas exemplares para lidar com o abuso sexual de menores, as quais se baseiam em normas bíblicas, tendo sido amplamente difundidas nas suas publicações. Na Carta da Sociedade do Escritório de Informação Pública de 7/2/2002, John Brown ao declinar o convite para participar no programa da NBC Dataline, afirmou: "Nosso Corpo Governante está desejoso de resolver as diferenças de opinião [ isto é, a existência de Abuso sexual de menores ] no âmbito interno da congregação e conforme os princípios das Escrituras." Afirmou ainda: "Não estamos a tentar dizer que lidamos da maneira correta com todas as pessoas ou que os nossos anciãos são Todo-sábios ou Todo-perfeitos", disse o Sr. Brown, que declinou comentar casos individuais. "Mas dizemos que se considerar os nossos procedimentos para manter a nossa Organização moralmente limpa, verá que ela ultrapassa em muito qualquer outra." (Nova Iorque Times de 11/8/2002 pág. 20-1) Note os conselhos dados por especialistas no artigo "Se seu filho for sexualmente molestado", na Seleções do Readers Digest de 5/1982, nas pág. 27-30.

Notas de Impressa sobre o assunto Editar

I Nota de Imprensa Editar

"As Testemunhas de Jeová e a Proteção das Crianças" - Nota de Imprensa de 2003, publicada no website do EsDIP da religião. Neste comunicado, o Corpo Governante reconhece públicamente que teve necessidade de revisar os seus procedimentos para lidar com este tipo de crime. "Os nossos procedimentos têm sido refinados com o passar do tempo. Ao longo dos anos, ao verificarmos que, em certas áreas, os nossos procedimentos podem ser fortalecidos, nós temos feito isso. E ainda continuamos a refiná-los. Não acreditamos que os nossos métodos sejam perfeitos. Nenhuma organização humana é perfeita. Mas acreditamos que possuímos fortes regras sobre o abuso de crianças, solidamente baseadas na Bíblia. Qualquer pessoa numa posição de responsabilidade que seja culpado de pedofilia, será removido das suas responsabilidades sem hesitação. Certamente, não permitiremos que tal pessoa sirva noutro local, seja através de uma transferência ou por mudança pessoal."

"Se o acusado nega a acusação, os anciãos farão arranjos para que ele e a vítima [ isso já não é aconselhado se for um criança ] reavaliem as suas posições na presença um do outro, estando os anciãos também presentes. Se durante essa reunião, o acusado continuar a negar as acusações e não existirem outros que possam apresentar provas, os anciãos não poderão tomar ação a nível congregacional nessa ocasião. ... "o assunto deve ficar de pé pela boca de duas testemunhas ou pela boca de três testemunhas." (Deuteronómio 19:15) Jesus reafirmou este princípio, conforme registado em Mateus 18:15-17. No entanto, se duas pessoas são testemunhas de incidentes separados do mesmo tipo de proceder errado, o seu testemunho poderá ser suficiente para tomar ação [ judicativa congregacioal ]." (Faz-se aqui citação das orientações do manual Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, 1991, nas pág. 110-1)

"No entanto, mesmo quando os anciãos não podem tomar ação congregacional, espera-se que eles [ isto é, devem imediatamente ] relatem tais alegações ao Escritório das Testemunhas de Jeová no seu país [ ao cuidado do Departamento Legal no envelope de traja verde ], isto se as leis nacionais sobre privacidade o permitirem. Adicionalmente, os anciãos poderão estar sobre obrigação legal de relatar tais alegações às autoridades [ isto é, não estão obrigados, veja Segredo religioso ], mesmo que não tenham provas substanciais das mesmas. Se esse for o caso, esperamos que os anciãos cumpram tal obrigação [ isto é, sigam as orientações do Departamento Legal ].

Além disso, a vítima [ ou seus representantes legais ] poderá desejar informar as autoridades de tal caso [ isto é, dessa forma os anciãos já não violam o Segredo religioso ], estando no seu pleno direito fazê-lo [ mas, se fizessem isso antes, sofriam ação judicativa ]. Se o acusado está arrependido, aplica-se o declarado no artigo de 1/1/1997 da revista A Sentinela." O artigo declarava: "não está habilitado para um cargo de responsabilidade na congregação [ ser um Ministro de Culto como Ancião ou Servo ministerial ]. Além disso, ele nem pode ser pioneiro [ isto é, evangelizador de Tempo integral ] ou ter outro serviço especial de tempo integral [ por exemplo, ingressar ou permanecer no Serviço de Betel, ... ]."

Fica evidente que a preocupação primária é que nenhum acusado de abuso sexual de crianças / pedófilo sirva numa posição de responsabilidade nas congregações. Compare a Nota de Impressa mencionada acima com as Carta da Sociedade do Brasil de 3/10/1995; de 23/4/1997; de 25/9/1998 e A Sentinela de 1/1/1997, pág. 29. Veja ainda a Carta da Sociedade da Grã-Bertanha de 1/12/2000, em inglês, e s Carta das TCJ de Espanha de 14/3/1997.)

II Nota de Imprensa Editar

"As Testemunhas de Jeová importam-se com vítimas do abuso de crianças" - Nota de Imprensa de 21/11/2007, traduzida do inglês do Website do Escritório de Informação Pública, reafirma: "Nós não desculpamos e nem protegemos molestadores de crianças. Nossos anciãos expulsem os pecadores não arrependidos que cometem este crime. Durante os últimos 100 anos, apenas onze (11) anciãos foram processados por abusos de crianças em treze processos judiciais julgados nos Estados Unidos. Em sete (7) destes processos contra os anciãos, foram retiradas dos tribunais as acusações levantadas contra a própria Sociedade Torre de Vigia. Evidentemente, que uma só vítima é já uma vítima a mais." (Nota: Seus critérios estatísticos não são precisos, não sendo possível a sua verificação.)

Após usar uma estatística manipulada com critérios imprecisos e vagos, a liderança da religião conclui no lugar do leitor que a incidência deste crime entre as Testemunhas de Jeová "é rara". Esta conclusão parece uma imitação do jornal La Stampa. Este noticia que dos 150 mil sacerdotes e religiosos que serviram à Igreja Católica norte-americana durante as décadas de 1970 e 1980, cerca de 500 foram acusados por pedofilia, o que representa 0,3% do clero do país. (Agência Reuters, por Philip Pullella, em 17/7/2007)

Esta Nota de Impressa garante que os anciãos congregacionais "relatam o abuso de crianças quando a Lei a isso obriga [ regra geral, os anciãos não estão obrigados a fazer isso ] e que não silenciam as vítimas [ de apresentarem queixa às autoridades ]." Garante ainda que as vítimas e seus representantes legais "têm o absoluto direito do relatar este crime horrendo às autoridades [ agindo dessa forma cuidadosa, os anciãos ficam desobrigados de fazer a denúncia ]. A introdução de Outubro de 2007 de nossa revista mensal Despertai! carateriza a série de capa, "Mantenha suas crianças seguras!". Estes artigos mostram claramente nosso interesse para com crianças protegidas do abuso sexual."

Despertai! de 10/2007 - o que Não Diz Editar

Os artigos da Despertai! de 10/2007 não explicou aos seus leitores: 1.º ) se o acusado nega a acusação, o testemunho da vítima por si só não é considerado suficiente, para que os anciãos possam tomar alguma medida dispiclinar. Justificam isso usando o seu entendimento de Deuteronómio 19:15. 2.º ) Se o alegado abusador confesar e convencer a Comissão Judicativa de seu arrependimento, não será desassociado da congregação. 3.º ) Que os anciãos congregacionais não estão legalmente obrigados a colaborar com as autoridades numa investigação criminal. 4.º ) Podem legalmente se escusar usando o Segredo Religioso, limitando-se a sugerir à vítima ou seus representantes legais, como sua a obrigação de informar as autoridades competentes. 5.º ) Se o abusador não poder ser punido religiosamente nesse momento, a vítima deverá deixar o caso "nas mãos de Jeová Deus".

Religião perde processo judicial Editar

Os artigos também não mencionam que em fevereiro e março de 2007, nos EUA, a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) pagou um acordo milionário para 16 vítimas de Abuso sexual de menores / pedofilia nas suas congregações desistissem dos processos civis contra a Sociedade - processos envolvendo vítimas da Califórnia e Texas, noticiado pela agência Associated Press.

O jornal Ekstra Bladet da Dinamarca, foi absolvido num grande processo judicial relativo à pervertida visão das seitas com respeito a pedofilia. No seu veredito, em dezembro de 2006, a juíza Anne Grethe Stokholm absolveu o Editor-chefe, Bent Falbert, em todas as 18 acusações num processo judicial movido contra ele pela Sociedade Torre de Vigia de Biblias & Tatados na Dinamarca. Por sua vez, condenou a Comissão da Filial - representantes diretos do Corpo Governante - a pagar as custas do processo em torno de $50 mil Coroas ( 50 mil Reais ). A Comissão da Filial reclamava $350 mil Coroas ( 125 mil Reais ) como compensação por danos morais e que o Editor-chefe do jornal fosse condenado pelo crime de difamação calúniosa. Todas as ações legais da STV são autorizadas pela Comissão do Presidente do Corpo Governante.

O processso judicial teve início após uma longa série de artigos que foram publicados pelo jornal Ekstra Bladet durante o outono de 2004, onde a atitude bastante peculiar da religião para com pedofilia dentro da Sua Organização era exposta durante várias semanas. Alguns dos artigos do jornal foram intitulados: "Jeová - líderes escondem molestamento de crianças" e "Mantenha-se quieto sobre molestamento sexual", "Ordem de Jeová: Mantenha-se quieto sobre molestamento de crianças", "A vida obscena por detrás da fachada santimoniosa". Os artigos descreveram como as crianças, depois de terem sido molestadas sexualmente, eram obrigadas a não falar sobre o que tinha acontecido. A religião considerou tais casos como “memórias reprimidas”, isto é, adultos que têm recordações reprimidas sobre serem molestados durante infância.

Durante o julgamento foi mostrado que a Sede mundial das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque, mantém registros estritamente confidenciais de 23 mil casos de pedofilia que a liderança preferiu tratar internamente. Em três editoriais debaixo do título “Testemunhas de Satanás”- parte I, parte II e parte III, a história de seitas que permitem o molestamento sexual de milhares de crianças e destruição de famílias foi atacada completamente. Erik Jorgensen, 79 anos, Coordenador da Comissão da Filial, admitiu em Tribunal que é possível [ isto é, não têm a certeza ] pedófilos confessos e arrependidos podem continuar como membros da religião. Veja Abuso sexual - política interna e Abuso sexual - procedimentos internos.

A questão central durante o julgamento era: Se quaisquer dos sete membros da Comissão da Filial pessoalmente sofreram danos ou agravos pelos ataques severos e exposições do jornal Ekstra Bladet? O advogado da STV da Dinamarca, Palle Melchior Jensen, uma Testemunha, desenhou obviamente um retrato brilhante dos sete membros da Comissão da Filial que, junto com outros setenta membros da Filial da STV, regem as congregações na Dinamarca. Mas este argumento foi demolido através do advogado de defesa do Ekstra Bladet, Dr. Ulrik Ibenfelt. Ele mostrou que a crítica acentuada dos artigos é relativo a um importante interesse público, e não um ataque contra a religião e seus religiosos.

Todas as declarações feitas pelo jornal eram justificáveis como parte de um artigo notícioso e como uma crítica jurídica da religião. As críticas foram dirigidas a todas as Testemunhas de Jeová e não aos sete membros da Comissão de Filial. Nestes casos, o Escritório de Informação Pública da religião se mantém silêncioso. Nenhuma referencia a este processo apareceu nas publicações da Torre de Vigia.

Saiba MaisEditar

Ligações ExternasEditar

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