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Enciclopédia das Testemunhas de Jeová

Ancião

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Comentário1

Em outubro de 1972, cada congregação das Testemunhas de Jeová deixou de ter um único Superintendente de Congregação. Desde então, são feitas designações de Anciãos - o mesmo que Presbíteros [ gr. presbýteros; hebr. zaqén, "homens mais velhos", isto é, cristãos com mais madureza e experiencia de vida ] para servir como superintendentes [ gr. episkopon, "vigilantes"; "bispos" na VUL ] na congregação local. Os termos bíblicos clássicos - Presbíteros e Diáconos, não são usados. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 1 pág. 128-131)

Até setembro de 2014, os Anciãos congregacionais eram designados [ ordenados ] pelo Escritório da Filial. Desde então, todas as designações ou remoções são decididas pelo Superintendente do Circuito, de acordo com as novas orientações. (CCTJ 13/7/2014) Apenas o cargo de Coordenador do Corpo de Anciãos é designado pelo Escritório da Filial com a recomendação favorável do Superintendente do Circuito. Continua a ser o representante local do Escritório da Filial e presidente do Corpo de Anciãos [ o mesmo que Presbitério ].

Seus requisitos

Se um Servo ministerial [ o mesmo que Diácono, em gr. diakonous, "servo", "servidor", alguém que ministra outrem, um ministro ajudante ] "está esforçando-se para ser superintendente [ ou ter o cargo de superintendência; em gr. episkopees ], está desejando duma obra excelente." Sua motivação deve ser desejo de tomar a dianteira para servir a congregação. Não deve ser recém convertido. (I Timóteo 3:1, 6) A idade mínima é 25 anos. Duas vezes por ano, cada Corpo de Anciãos se reúne com o Superintendente do Circuito para fazer recomendações de candidatos que preencham satisfatoriamente os pré-requisitos. Toda a consideração é iniciada e concluída com oração.

Deve ser uma pessoa irrepreensível [ exemplar, livre de acusações fundadas ], marido de uma só esposa [ têm de estar legal e biblicamente casado ], moderado nos hábitos, sensato [ ter bom critério ], ordeiro, hospitaleiro, qualificado para ensinar [ ser bom instrutor, capaz de exortar e repreender ], não deve ser beberão [ ter moderação no beber ], nem violento [ espancador, agressor ], mas razoável [ não ser inflexível ou obstinado ], não briguento [ conflituoso ] e não amar o dinheiro [ ser ganancioso ou materialista ]. Tem de presidir [ ou administrar ] de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição. Deve ter uma boa reputação na comunidade local. (I Timóteo 3:2-4, 7; Tito 1:5-9)

Deve ter humildade mental. Não deve procurar obter destaque, domínio ou poder na congregação ou sobre os outros Anciãos. Ele deve ser um servo, não um amo da Fé dos seus concrentes. (A Sentinela de 1/8/1999 pág. 14 § 15-16) Não deve encarar os Servos ministeriais como os seus serviçais.

Se for casado, sua esposa deve ser séria, não caluniadora, moderada nos hábitos, fiel em todas as coisas. (I Timóteo 3:11; Tito 2:3-5) Deve ser exemplo na vestimenta e no adorno pessoal. Deve estar sujeita à direção do seu marido. Não deve se intrometer nos assuntos congregacionais cuidados pelo seu marido ou pelos Anciãos locais.

Se for pai, deve ter os filhos menores de idade "em sujeição com toda a seriedade". Devem ser "crentes, não acusados de devassidão e nem indisciplinados”. Não é necessário serem batizados. Mas devem ser educados na Fé da religião e ter uma conduta pessoal exemplar. (Efésios 6:4; Êxodo 20:12) Má conduta dos filhos ou de sua esposa pode ser motivo para o Ancião pedir a sua remoção ou ser removido do cargo.

Se um filho abandonar a religião [ se dissociar ] ou cometer uma transgressão, deve ficar evidente na congregação que o Ancião fez o melhor que pode para os ajudar e os corrigir. (I Timóteo 3:4; Tito 1:6; A Sentinela de 15/10/1996 pág. 21) Se não souber cuidar de sua própria família, "não pode tomar conta da congregação de Deus." (I Timóteo 3:5) Não deve ficar tão ocupado nos seus deveres, que deixe de ter tempo para "a sua própria família". (A Sentinela de 15/10/1996 pág. 23)

Ele, sua esposa ou seus filhos, não estão impedidos de cursar o Ensino Superior. Mas será avaliado as circunstâncias, a motivação, a atitude pessoal - e como isso é encarado na congregação. Se existem objeções, sua qualificação como Ancião será reavaliada. (Orientações para os Superintendentes de Circuito, 20 § 34) Não deve ser recomendado para Superintendente de Circuito, mesmo que ele reúna todos os requisitos exigidos.

Seu envolvimento com pornografia [ nomeadamente quando envolve pornografia de conteúdo homossexual ou infantil ] ou alegado abuso sexual de menores, exige ação judicativa e a remoção do cargo.

Obedientes e leais

Espera-se que todos os Anciãos congregacionais sejam obedientes e leais ao Corpo Governante e seus representantes viajantes. Devem estar profundamente convictos da veracidade do inteiro sistema doutrinário, em especial, da sua escatologia singular.

Em 1927, o “Escravo fiel e discreto” da parábola de Mateus 24:45-47 (TNM 1984) passou a ser uma classe ou pessoa coletiva. Não é mais uma pessoa física - Charles Traze Russell. Eram todos os cristãos fieis - homens e mulheres consagrados - que professam ser Ungidos pelo Espírito santo. Eles administradores domésticos na Igreja Cristã. (A Sentinela de 1/2/1995 pág. 13 § 15)

Este “escravo fiel” teria um Corpo Governante que o representa, que dirige os assuntos administrativos da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) e atua como Porta-voz de Jeová Deus, e de Cristo, o Filho de Deus. Em 2013, o “escravo fiel” foi identificado como sendo o próprio Corpo Governante. (A Sentinela de 15/7/2013 pág. 29)

Seu treinamento

Todos os Anciãos congregacionais recebem treinamento periódico na Escola do Ministério do Reino (EMR). Em 9 de março de 1959, um grupo de 25 Superintendentes de Circuito nos EUA, que não erem graduados na Escola Bíblica de Gileade, foram treinados. Um segundo grupo foi formado. Seguiu-se o treinamento dos Superintendentes de Congregação. O currículo incluía análise de doutrinas, oratória e arte de ensino, como fazer a obra de proselitismo e deveres e responsabilidades dos Superintendentes. De seguida, começou a se realizar esta Escola em outros países. A partir de outubro de 1972, todos os Anciãos congregacionais recebem este treinamento especializado e atualizado.

Em 2008, foi fundada uma escola adicional para aumentar a sua espiritualidade ["doutrinação"] - a Escola para Anciãos de Congregação (EAC). Se servirem como Pioneiros por Tempo integral por 2 ou mais anos, podem vir a cursar a Escola para Evangelizadores do Reino (EER).

Cada Ancião designado recebe um exemplar do manual Pastoreiem o rebanho de Deus (2010) para saber como deve cuidar das suas responsabilidades. Já existe esta publicação no formato digital, bem como um Índice de Cartas aos Corpo de Anciãos (S-22) online. Atualizações dos procedimentos organizacionais e esclarecimentos são feitos por cartas do Escritório da Filial. Ordena-se a remoção e destruição das cartas desatualizadas. Todos os documentos internos são confidenciais e devem ser mantidos confidenciais. (Introdução ao Pastoreiem o Rebanho de Deus; CCTJ 10/1/2011 e 16/3/2015; Orientações para os Superintendentes Viajantes, 16 § 1-4)

Nenhum Ancião congregacional recebe remuneração ou compensação financeira pelo seu cargo ou pelas muitas horas dedicadas às suas tarefas. Podem ainda ter responsabilidades adicionais tais como: na pré-preparação das Assembleias e Congressos, servir na equipa de Salões de Assembleias, membro da Comissão do Salão de Assembleias, membro da Comissão do Congresso Regional, servir em departamentos das Assembleias e Congressos, voluntários em Grupos de Construção de Salões, na Comissão de Ligação com Hospitais (COLIH) regional, na Associação Jurídica regional, ser Servo de Associações jurídicas (SAJ), servir em Equipas de Socorro / Ajuda Humanitária, voluntários temporários de Betel, voluntários externos de Betel (ou betelitas) por Tempo parcial, como voluntários de Betel (ou betelitas) por Tempo integral, etc.

Comissão de Serviço

A Comissão de Serviço da Congregação é formada pelos Anciãos que servem nos cargos de Coordenador do Corpo de Anciãos (CAA), Secretário da Congregação (SEC) e Superintendente do Serviço (SS). O Corpo de Anciãos delega na Comissão de Serviço a execução das tarefas rotineiras ou que exigem uma atenção imediata. Está subordinada às decisões do inteiro Corpo de Anciãos e às instruções recebidas do Corpo Governante (agora o "Escravo fiel e prudente", TNM 2013) através das cartas do Escritório de Filial e do Superintendente do Circuito. (Pastoreiem o rebanho de Deus, 2010 pág. 22-23; Organizados para fazer a Vontade de Deus, 2005, pág. 42)

Este arranjo foi instituído em outubro de 1932, para substituir o arranjo de Anciãos e Diáconos eleitos. Posteriormente, teve arranjo muitas modificações. Em 1936, o Diretor de Serviço local passou a ser chamado de Servo de Companhia - o mesmo que Superintendente de Congregação. Os que não estivessem dispostos a participar na pregação pública em associação com a Sociedade Torre de Vigia. (Informante de 7/1936, em inglês) Desde 1937, os não Ungidos, chamados "classe dos Jonadabes", já podem ser eleitos para servir na Comissão de Serviço da Congregação, como ajudantes do Superintendente de Congregação. Até mesmo podem ser designados Superintendentes de Congregação, se não houver Ungidos habilitados. (Proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 216; A Sentinela de 1/5/1937 e 1/8/1937, em inglês) A partir de outubro de 1938, todos os membros da Comissão de Serviço são nomeados mediante a Sociedade Torre de Vigia.


Era formada pelo Superintendente de Congregação, o representante local da Sociedade Torre de Vigia, e pelos "servos eleitos" para auxiliar-lho na congregação. Mais tarde, era formada pelo Superintendente de Congregação (depois Superintendente presidente), o Superintendente de Estudos Bíblicos e o Superintendente do Serviço de Campo. Regra geral, eles serviram como Comissão Judicativa congregacional.

Mais tarde, seu funcionamento foi reestruturado. Existiu por alguns anos um regime de rotatividade nos cargos congregacionais de anciãos até serem descontinuados gradualmente. Foi criado o cargo de Superintendente presidente e o cargo de Superintendente de Estudos Bíblicos é descontinuado. Surge em seu lugar o cargo de Secretário da Congregação, e é reforçado as responsabilidades atribuídas ao Superintendente do Serviço [de Campo].

Coordenador do Corpo de Anciãos

Este cargo é confiado ao Ancião na congregação mais experiente e que serve lealmente já por muitos anos. É designado pelo Escritório da Filial por recomendação favorável do Superintendente do CircuitoEle é quem preside as reuniões do Corpo de Anciãos e da Comissão de Serviço da congregação. Embora não possua mais autoridade do que os demais Anciãos, ele é o representante local do Escritório da Filial. Ele é o responsável pelos arranjos locais durante a semana da Visita o Superintendente do Circuito. Ele é o administrador principal do domínio local do JW.ORG. (S-135 - Funções JW.ORG; CCTJ 12/7/2014 e 31/3/2015)

Na sua falta ou impedimento, o Corpo de Anciãos pode indicar um Ancião habilitado que o substitua. Se for preciso substituir o Coordenador entre as visitas do Superintendente do Circuito, o Corpo de Anciãos pode aprovar um ajuste temporário. Têm de notificar de imediato o Escritório da Filial e o Superintendente do Circuito. A designação definitiva é decidida na visita regular do Superintendente do Circuito. (Pastoreiem o rebanho de Deus, 2010, pág. 14-18; Orientações para os Superintendentes Viajantes, 20 § 21-24; CCTJ 13/7/2014) 

Até outubro de 1972, cada congregação tinha um Superintendente de Congregação, que servia por tempo indefinido. Desde outubro, foi estabelecido o arranjo do Superintendente presidente da congregação. Existia um rodízio anual da presidência do Corpo de Anciãos. Em 1983, o Superintendente presidente passou a ser designado por tempo indefinido. (Proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 106)

Em janeiro de 2009, passou a ser chamado de Coordenador do Corpo de Anciãos. (CCTJ 2/9/2008; Nosso ministério do Reino 11/2008 pág. 3) Foi imposto o limite máximo de 79 anos para continuar como Coordenador. (CCTJ 1/6/2014) Se um ex-superintendente viajante for designado a servir numa congregação, ele têm preferência para servir como Coordenador. (CCTJ 27/2/2012 aos Superintendente de Distrito)

Segredo religioso

Os Anciãos são instruídos a manter absoluta confidência sobre qualquer assunto judicativo, documentos produzidos pela Comissão Judicativa ou pela Comissão de Apelação, sobre os formulários usados, o manual para uso dos Anciãos e as cartas orientadoras do Escritório da Filial. Inclui os registos e correspondência na área restrita da Intranet JW.ORG. (CCTJ 6/11/2014 § 5-12)

Se não o fizerem, a sanção é a remoção do cargo. São cuidadosamente instruídos a usar o Segredo religioso de modo a proteger a principal entidade jurídica usada pela religião no País de eventuais responsabilidades legais e de existir uma base para processos judiciais. Os Anciãos, especialmente os membros das Comissões Judicativas congregacionais, não devem deixar a impressão as autoridades como estando a causar obstrução à atuação da Justiça.

Está garantido na Constituição que os ministros do Culto "não podem ser questionados pelos magistrados ou outras autoridades sobre fatos e coisas de que tenham tido conhecimento por motivo do seu ministério." (art.º 16 da Lei 16/2001 de 22 de junho; art.º 5 da Concordata com a Santa Sé) Isto exclui a obrigação de cooperarem com a Justiça. Podem pedir escusa de prestar depoimento e de serem jurados, de se escusar a responder sobre os fatos abrangidos [ ou por eles entendidos como estando abrangidos ] por esse segredo. (art.º 18 da Lei n.º 16/2001 de 22 de junho; art.º 135 do Código Proc. Penal Português; art.º 6 da Concordata com a Santa Sé)

Havendo dúvidas fundadas sobre a legitimidade da escusa, a autoridade judiciária procede às averiguações necessárias. "Se, após estas, concluir pela ilegitimidade da escusa, ordenar ou requer ao Tribunal que ordene, a prestação do depoimento. A decisão final é tomada [após] ouvindo o organismo representativo da profissão relacionada com o Segredo profissional em causa [ neste caso, diretores da principal associação jurídica no País e sua assessoria jurídica, membros da Comissão da Filial e o respetivo Superintendente do Circuito, o superior hierárquico imediato dos Anciãos ]".

Não são Ungidos

Não são Ungidos pelo Espírito santo para serem Anciãos das Testemunhas de Jeová. Os requisitos são "inspirados por Deus". (I Timóteo 3:16) Afirmam que é o Espírito santo de Deus que orienta a sua designação ou remoção. (Gálatas 5:22-23) "Essencialmente, as Testemunhas não Ungidas recebem o Espírito santo na mesma medida que as Ungidas." (A Sentinela de 15/6/1996 pág. 31) Devem seguir as instruções recebidas do Corpo Governante - desde 2013, o "Escravo fiel e prudente".

Ter o Espírito santo não é o mesmo que ser Ungido com o Espírito. "A unção depende da escolha de Deus". (A Sentinela de 15/12/2011 pág. 25 § 14) Os verdadeiros Ungidos não devem esperar ser tratados de modo especial. Sua participação na Refeição Noturna do Senhor ( ou Santa Ceia ) não lhes dá um estatuto superior aos Anciãos não Ungidos e nem privilégios na hierarquia organizacional. (A Sentinela de 15/6/1996 pág. 31; de 15/6/2009 pág. 23 § 15)

Em 1994, com o fim do ensino da "geração" [ gr. geneá ] de 1914 "que não passará", surgiu o ensino de uma nova geração de Anciãos Ungidos, contemporâneos dos Ungidos que presenciaram os acontecimentos de 1914-1919. Eles são agora "a geração que não passará" de Mateus 24:34. (A Sentinela de 15/4/2010 pág. 10) Antes de 1966, pensavam que o fim da chamada tinha terminado em 1931. Depois, o ensino foi reajustado para 1935. [ Regra geral, seu número deveria decrescer, mas registou-se alguns aumentos. Estes são por vezes chamados de "novos Ungidos".]

Em 1994, abandonam em definitivo a crença de que "a geração [ de 1914 ] que não passará". A religião justificou isso por dizer "parece que não podemos especificar uma data para o fim dessa chamada". (A Sentinela de 1/5/2007 pág. 30-31) E que "não temos como saber o número exato de Ungidos na Terra, nem precisamos saber." (A Sentinela de 15/8/2011 pág. 22)

Antes era só Anciãos Ungidos habilitados que deviam servir nas diretorias da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Em 1 de maio de 1992, alguns Anciãos que alegaram ser Ungidos foram designados como ajudantes das comissões do Corpo Governante - membros sem direito de voto. Deste grupo seleto, saíram os atuais membros do Corpo Governante. Desde outubro de 2000, Anciãos não Ungidos habilitados da Sede Mundial foram eleitos para cargos nas diretorias da Sociedade Torre de Vigia (nos EUA).

Arranjo dos Anciãos eleitos

Desde 1879 até 1932, Anciãos e Diáconos dos Estudantes da Bíblia eram eleitos em cada congregação [ gr. eclésia ], pelo erguer das mãos dos Estudantes da Bíblia batizados. Charles Russell afirmou: "Não hesitamos em recomendar às Igrejas em toda a parte, quer seus números sejam grandes, quer pequenos, o conselho apostólico de que em todas as congregações os Anciãos sejam escolhidos entre seu número para apascentarem e supervisionarem o rebanho." (A Torre de Vigia de Sião de 15/11/1895, no artigo "Decentemente e em Ordem"; Anuário das TJs 1976 pág. 164-166)

Em 1904, Russell escreveu: "Na seleção de Anciãos, os batizados se devem lembrar de que a responsabilidade recai sobre eles; e não se deve lançar nenhum voto sem uma consideração meticulosa da Vontade Divina e a oração pedindo Orientação Divina." Neste ponto, Russell examinou Atos 14:23. Algumas traduções rezam: "elegeram-nos pelo levantamento de mãos", "eram nomeados pelo voto". Na NVUL diz: "os havia ordenado", lit. "escolhido por levantamento da mão".

O artigo salientou que o Ancião deve (1º) ser hábil no ensino (2º) ensinar a Verdade e não o erro; e (3.º) a humildade e a piedade devem ser qualificações supremas e primárias. (A Torre de Vigia de Sião de 1/11/1909 pág. 325, em inglês; A Nova Criação, vol. 6 de Estudos das Escrituras, 1904, em inglês; Proclamadores do Reino de Deus, pág. 205-209)

Algumas congregações tiveram sérios problemas com Anciãos com atitudes e motivações erradas, com sectarismo, até mesmo, existindo puras campanhas eleitorais. (A Torre de Vigia de Sião de 15/3/1906 pág. 90, em inglês) Em outros casos, eram Anciãos que se opuseram a Rutherford devido ao abandono gradual dos ensinos de Russell, às expetativas religiosas falhadas para 1925, por causa das mudanças organizacionais e congregacionais impostas por Rutherford.

Entre 1926 a 1931, estima-se que 2/3 dos Estudantes da Bíblia originais abandonaram a Sociedade Torre de Vigia. Os que permaneceram fieis foram chamados de Testemunhas de Jeová e eram "a Classe do Tempo" (sinónimo usado então para Ungidos).

Em 1919, Rutherford toma as primeiras medidas para obter controlo sobre as congregações dos Estudantes da Bíblia, para manter a unidade e coesão. A Sociedade Torre de Vigia começou por designar em cada congregação um dos Anciãos como Diretor local de Serviço. Ele não estava sujeito a eleição local. Atuava como representante local da Torre de Vigia e tomava a dianteira na pregação pública.

Em 1926, Rutherford modificou o serviço dos Peregrinos. Deixaram de ser oradores viajantes e representantes da Torre de Vigia para serem Superintendentes viajantes e promotores da pregação pública nas congregações. Foram chamados de Servos regionais, entre 1926 e 1938. (Proclamadores do Reino de Deus, pág. 564) Os Anciãos e Diáconos que não queriam fazer pregação pública em associação com a Torre de Vigia eram demitidos.

Em outubro de 1932, o arranjo dos Anciãos e Diáconos eleitos foi substituído por uma Comissão de Serviço da Congregação, cujos membros ainda eram eleitos pela congregação, para auxiliar o Superintendente de Congregação. [ Em 1936, o Diretor local de Serviço passou a ser chamado de Servo de Companhia. (Informante de 7/1936) Em 1953, ele passou a ser chamado de Servo de Congregação. (Informante de 5/1953, em inglês) ]

Em outubro de 1938, todos os membros da Comissão de Serviço passaram a ser nomeados mediante a Sociedade Torre de Vigia, no decurso da visita regular do Superintendente do Circuito. Durante muitos anos, sobretudo entre 1952 e 1977, os membros da Comissão de Serviço também serviram de Comissão Judicativa.

Referências

Saiba mais

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