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Ancião - o mesmo que Presbítero [ em gr. presbýtero ], isto é, um "homem mais velho", um idoso, um ancião. Desde os tempos antigos, o homem idoso ou ancião era tido em alta estima, sendo muito respeitado por sua experiência de vida, sua sabedoria e ter bom senso para resolver problemas mais difíceis. O termo não se limita a um critério de idade. Inclui homens com posição de autoridade e liderança num clã, sociedade tribal, comunidade ou nação. 

Por exemplo, a expressão “os anciãos de Israel” e similares, não se aplicam a cada homem idoso das 12 tribos de Israel de Israel. Refere-se aos "anciãos" que representam as 12 tribos de Israel. (Números 16:25; Levítico 4:15; 1 Samuel 15:30; 1 Reis 20:7-8) Foi ainda selecionados "70 homens dos anciãos de Israel" para ajudarem Moisés. (Êxodo 18:17-26; Números 11:24-25; Deuteronómio 16:18-20) Após a divisão do Reino de Israel, usou-se a expressão “anciãos de Judá e de Jerusalém” para o Reino meridional. (2 Reis 23:1)

Em sentido religioso, é um cristão ordenado Ministro de Culto numa igreja local [ em gr. ekklesia ]. São superintendentes [ em gr. episkopos, "vigilantes"; "bispos", na ACF], no sentido de serem guardiões da Verdadeira doutrina, da disciplina religiosa e pastores de almas. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 1 pág. 128-131) Ancião é uma qualificação religiosa que lhe é reconhecida, e superintendente, o cargo que o Ancião exerce. A Comissão de Tradução da Tradução do Novo Mundo não usa os termos bíblicos clássicos Presbítero e Presbitério, substituindo por Ancião e Corpo de Anciãos, respetivamente. Não são usados nas publicações da Torre de Vigia.

Em outubro de 1972, cada Escritório da Filial - mediante o Departamento do Serviço - começou a fazer designações em cada congregação de Anciãos (Presbíteros), e dos seus ministros ajudantes, os Servos ministeriais (Diáconos). A supervisão de cada congregação é entregue a um Corpo de Anciãos (ou Presbitério), e um dos Anciãos, serve como presidente do Corpo de Anciãos e coordenador da Comissão de Serviço da Congregação. Ele é o representante local do Escritório da Filial. Os Anciãos congregacionais dum determinado Circuito tem como superior hierárquico imediato - o respetivo Superintendente do Circuito.

Antes de outubro de 1972, as congregações locais eram cuidadas por um Superintendente de Congregação, auxiliado pelo Superintendente ajudante de Congregação. Eles, juntamente com os demais servos congregacionais designados, formavam a Comissão de Serviço da Congregação.

Desde setembro de 2014, os Anciãos e Servos ministeriais são designados pelo Superintendente do Circuito, segundo as instruções recebidas do Escritório da Filial. (Carta 13/7/2014) Apenas o cargo de Coordenador do Corpo de Anciãos é uma designação do Escritório da Filial, com a recomendação favorável do Superintendente do Circuito.

Seus requisitos

Se um Servo ministerial [ em gr. diakonous, "servo", "servidor"; alguém que ministra outrem; numa Igreja, é o ministro ajudante dos Presbíteros ] "está esforçando-se para ser superintendente [ ou ter o cargo de superintendência, isto é, ser um Ancião ], está desejando duma obra excelente." Não deve ser recém convertido. A designação não deve ser precipitada. (1 Timóteo 3:1, 6; 5:22) A idade mínima para ordenação é de 25 anos. Duas vezes por ano, o Corpo de Anciãos se reúne com o Superintendente do Circuito para examinar as recomendações. Toda a consideração é iniciada e concluída com oração. Todo o processo deve ser mantido em absoluta confidencialidade.

Sua motivação deve ser servir a congregação local e colaborar nas atividades no seu Circuito. Tem de ser uma pessoa submissa e fiel à liderança da religião. Deve estar profundamente convicto da veracidade do inteiro sistema doutrinário conforme publicado pela Torre de Vigia, em especial, da sua escatologia singular. Não deve procurar obter destaque, domínio ou poder na congregação ou sobre os demais Anciãos. Não deve procurar ser amo da Fé de seus concrentes. (A Sentinela de 1/8/1999 pág. 14 § 15-16) Tampouco deve encarar os Servos ministeriais como seus serviçais.

Os requisitos exigidos são bem claros. Deve ser uma pessoa irrepreensível [ exemplar, livre de acusações fundadas ], marido de uma só esposa [ têm de estar legal e biblicamente casado ], moderado nos hábitos, sensato [ ter bom critério ], ordeiro, hospitaleiro, qualificado para ensinar [ ser bom instrutor, capaz de exortar e repreender ], não deve ser beberão [ ter moderação no beber ], nem violento [ espancador, agressor ], mas razoável [ não ser inflexível ou obstinado ], não briguento [ conflituoso ] e não amar o dinheiro [ ser ganancioso ou materialista ]. Tem de presidir [ ou administrar ] de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição. Deve ter e manter uma boa reputação na sua congregação e na comunidade local. (I Timóteo 3:2-4, 7; Tito 1:5-9)

Se não souber cuidar de sua própria família, "não pode tomar conta da congregação". (1 Timóteo 3:5) Não deverá ficar tão ocupado nos seus deveres, que deixe de ter tempo para "a sua própria família". (A Sentinela de 15/10/1996 pág. 23) Se for casado, sua esposa deve ser séria, não caluniadora, moderada nos hábitos, fiel em todas as coisas. (I Timóteo 3:11; Tito 2:3-5) Deve estar sujeita à direção do seu marido. Não deve se intrometer nos assuntos congregacionais cuidados pelo seu marido ou pelos Anciãos locais.

Se for pai, deve ter os filhos menores de idade "em sujeição com toda a seriedade". Devem ser "crentes, não acusados de devassidão e nem indisciplinados”. Não é necessário que sejam batizados. Devem ser educados na religião e ter uma conduta pessoal exemplar. (Efésios 6:4; Êxodo 20:12) Má conduta dos filhos ou de sua esposa pode desqualificar o Ancião. Se um filho decidir abandonar a religião [ dissociar-se ] ou cometer uma transgressão séria, deve ficar evidente o Ancião que fez o melhor que pode para o corrigir e ajudar-lo. (1 Timóteo 3:4; Tito 1:6; A Sentinela de 15/10/1996 pág. 21)

Ele, sua esposa ou seus filhos, não estão proibidos de cursar o Ensino Superior. Mas, isso é desencorajado por ser uma ameaça à doutrinação religiosa. Deve ser avaliada as circunstâncias, a motivação, a atitude pessoal e como isso é encarado pela congregação. Se existir objeções no Corpo de Anciãos, suas qualificações terão de ser reavaliadas. Não deve ser recomendado para Superintendente de Circuito, mesmo que reúna todos os requisitos exigidos. (Carta 27/2/2012 aos Sup. Distrito)

Seu treinamento

Todos os Anciãos de Congregação são convidados para treinamento periódico na Escola do Ministério do Reino (EMR). Seu currículo incluí uma análise pormenorizada de doutrinas, dos deveres dos Anciãos, do funcionamento do Corpo de Anciãos, conselhos sobre oratória e arte de ensino, como devem realizar a obra de proselitismo e pastoral, como cuidar de assuntos judicativos e as recomendações de designação e remoção de Anciãos, Servos ministeriais e Pioneiros. Em 2008, foi fundada uma escola complementar - a Escola para Anciãos de Congregação (EAC). Se serve como Pioneiro por Tempo integral por 2 ou mais anos, pode cursar a Escola para Evangelizadores do Reino (EER).

Cada Ancião recebe um exemplar do livro Pastoreiem o Rebanho de Deus (publicado em 2010, atualiz. 2016). Os procedimentos organizacionais atualizados e esclarecimentos adicionais são dados em cartas do Escritório da Filial, e em outros manuais específicos. (Introdução do Pastoreiem o Rebanho de Deus; Carta 10/1/2011 e 16/3/2015; Orientações para os Sup. de Circuito, 2015) Recebem ainda a permissão de acesso como Anciãos no Domínio local na Intranet JW.ORG. (S-125)

Nenhum Ancião congregacional recebe remuneração ou compensação financeira pelo seu cargo ou pelas muitas horas dedicadas às suas tarefas. Podem ter responsabilidades adicionais tais como: na pré-preparação de assembleias e congressos, na equipa do Salão de Assembleia, como Superintendente do Salão de Assembleia do Circuito, servir no Escritório da Comissão do Congresso ou nos departamentos no Congresso, como Voluntário de Construção de Salões, como voluntário em Betel, servir na Comissão de Ligação com os Hospitais regional, servir na Associação Jurídica regional, numa Comissão de Socorro / Ajuda humanitária, etc.

Anciãos não são Ungidos

Não são ungidos pelo Espírito santo de Deus para serem Anciãos das Testemunhas de Jeová. (Atos 20:28 - "o Espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus") Eles devem estar profundamente convictos de que foi o Espírito santo que orientou a sua designação ou remoção. (1 Timóteo 3:2-6; Gálatas 5:22-23) "Ter o Espírito santo não é o mesmo que ser Ungido com o Espírito. A Unção depende da escolha de Deus". (A Sentinela de 15/12/2011 pág. 25 § 14) Tomar dos emblemas não prova que a alegação de ser Ungido seja verdadeira. Por outro lado, existe nesta avaliação muita subjetividade e pressupostos. Anciãos que alegam ser Ungidos com Espírito santo não devem esperar ser tratados de modo especialNão têm por esse facto um estatuto superior ou privilégios especiais na hierarquia organizacional. Não são superiores aos Anciãos não Ungidos. (A Sentinela de 15/6/1996 pág. 31; de 15/6/2009 pág. 23 § 15)

Arranjo dos Anciãos eleitos

Em 1880, Charles Russell começou por viajar pelo nordeste dos EUA para formar os primeiros Grupos de Estudo bíblico. A partir de abril de 1881, principia o Serviço de Colportor, precursores dos atuais Pioneiros de Tempo integral. Alguns foram enviados ao estrangeiro como missionários da Torre de Vigia. Durante a década de 1880, Russell e seus associados, programavam visitas aos grupos e fazendo discursos para edificá-los na sua fé. Russell instou com os leitores da revista A Torre de Vigia que cada grupo realizasse regularmente reuniões com familiares e pessoas interessadas e o informassem disso. 

Em 1881, a revista A Torre de Vigia convidou os leitores a participar na Celebração da Morte de Cristo (14 de nisã). De início, os primeiros congressos dos Estudantes da Bíblia eram realizados em Allegheny, Pittsburgo, e associados com a celebração da Comemoração. Em 1886, realizou-se o primeiro congresso anual, de 3 dias, após a Celebração - no domingo 18 de abril. (A Torre de Vigia de 3/1886) Em 1894, são enviados representantes da Torre de Vigia às congregações como oradores públicos - que eram chamados de PeregrinosOs Peregrinos que estivessem na região proferiam discursos nos congressos. Russell procurava estar presente e participar no programa.

Após o lançamento de vários volumes de Aurora do Milénio, incentivou-se a realização de Grupos de Estudo bíblico chamados de “Círculos da Aurora”. Esta reunião foi precursora do Estudo Bíblico de Congregação. Outra reunião era a “Reunião de Chalé”, porque era realizada em casas particulares. Incluía orações, cânticos de louvor e testemunhos relatados pela assistência. A revista A Torre de Vigia dava sugestões úteis. Esta reunião foi precursora da Reunião do Serviço. (Proclamadores do Reino de Deus, pág. 237-238). 

Perante a ameaça de divisões e de dissidências nos Estudantes da Bíblia, Russell escreveu: "Não hesitamos em recomendar às Igrejas em toda a parte, quer seus números sejam grandes, quer pequenos, o conselho apostólico de que em todas as congregações os Anciãos sejam escolhidos entre seu número para apascentar e supervisionar o rebanho." (Anuário das TJs 1976 pág. 164-166; artigo "Decentemente e em Ordem" publicado na A Torre de Vigia de Sião de 15/11/1895) Na eleição de Anciãos "não se deve lançar nenhum voto sem uma consideração meticulosa da vontade Divina e a oração pedindo orientação Divina." O artigo salientou que devem ser hábeis no ensino, ensinar a Verdade, e não o erro, e a humildade e a piedade devem ser as qualificações principais. (A Torre de Vigia de Sião de 1/11/1909 pág. 325, em inglês; A Nova Criação, vol. 6 de Estudos das Escrituras, 1904, em inglês; Proclamadores do Reino de Deus, pág. 205-209)

Houve alguns Anciãos com atitudes e motivações erradas, até mesmo existindo campanhas eleitorais. (A Torre de Vigia de Sião de 15/3/1906, pág. 90, em inglês) Em outros casos, eram Anciãos que se opuseram à ascensão de Rutherford à presidência da Torre de Vigia, às expetativas religiosas falhadas para 1925, o abandono gradual dos ensinos de Russell e à eliminação do arranjo dos Anciãos eleitos, em 1932. Entre 1926 e 1931, estima-se que 2/3 dos Estudantes da Bíblia originais abandonaram a Torre de Vigia. Os que permaneceram fieis à Torre de Vigia e ao presidente Rutherford, foram chamados de Testemunhas de Jeová. Nesse tempo, todos os consagrados eram membros da "classe do Templo".

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Ligações externas

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