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Ancião

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Ancião - o mesmo que Presbítero [ gr. presbýtero, "homem mais velho", "ancião" ], isto é, um cristão com mais madureza e experiência de vida que foi ordenado líder na Igreja local. Eles servem em cada congregação [ ou igreja, eclesia, em gr. ekklesia ] como superintendentes [ gr. episkopos, "vigilantes" no sentido de serem guardiões da verdadeira doutrina e da disciplina religiosa ] e pastores de almas. (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 1 pág. 128-131) A Tradução do Novo Mundo (TNM) substituiu os termos bíblicos clássicos Presbítero e Presbitério, por Ancião e Corpo de Anciãos, respetivamente. Não são usados nas publicações da Torre de Vigia.

Em outubro de 1972, o Escritório da Filial designou Anciãos em cada congregação. A supervisão da congregação foi entregue a um Corpo de Anciãos - o mesmo que Presbitério. Inicialmente, existiu um rodízio anual na presidência do Corpo de Anciãos. O presidente do Corpo de Anciãos foi chamado de Superintendente presidente. Desde 1983, o Superintendente presidente é designado pelo Escritório da Filial para servir por tempo indefinido. (Proclamadores do Reino de Deus, pág. 106) Em janeiro de 2009, foi chamado de Coordenador do Corpo de Anciãos. (CCTJ 2/9/2008; Nosso Ministério do Reino 11/2008 pág. 3)

Desde setembro de 2014, os Anciãos congregacionais são designados pelo Superintendente do Circuito, segundo as instruções recebidas do Escritório da Filial. (CCTJ 13/7/2014) Apenas o cargo de Coordenador do Corpo de Anciãos é uma designação do Escritório da Filial, com a recomendação favorável do Superintendente do Circuito. Ele é o representante local do Escritório da Filial, preside as reuniões do Corpo de Anciãos e da Comissão de Serviço da Congregação.

Seus requisitos

Duas vezes por ano, o Corpo de Anciãos se reúne com o Superintendente do Circuito para examinar as recomendações. Toda a consideração é iniciada e concluída com oração. Todo o processo deve ser mantido em absoluta confidencialidade.

Se um Servo ministerialo mesmo que Diácono [ gr. diakonous, "servo", "servidor"; alguém que ministra outrem; na Igreja, um ministro ajudante dos Presbíteros ] "está esforçando-se para ser superintendente [ ou ter o cargo de superintendência, ou seja, ser Ancião ], está desejando duma obra excelente." Não deve ser recém convertido. Não se deve precipitar na designação de anciãos. (1 Timóteo 3:1, 6; 5:22) A idade mínima para ordenação é de 25 anos.

Sua real motivação deve ser para servir a congregação. Deve ter humildade mental. Não deve procurar obter destaque, domínio ou poder na congregação ou sobre os demais Anciãos. Não deve ser amo da Fé de seus concrentes. (A Sentinela de 1/8/1999 pág. 14 § 15-16) Tampouco deve encarar os Servos ministeriais como seus serviçais.

Deve ser uma pessoa irrepreensível [ exemplar, livre de acusações fundadas ], marido de uma só esposa [ têm de estar legal e biblicamente casado ], moderado nos hábitos, sensato [ ter bom critério ], ordeiro, hospitaleiro, qualificado para ensinar [ ser bom instrutor, capaz de exortar e repreender ], não deve ser beberão [ ter moderação no beber ], nem violento [ espancador, agressor ], mas razoável [ não ser inflexível ou obstinado ], não briguento [ conflituoso ] e não amar o dinheiro [ ser ganancioso ou materialista ]. Tem de presidir [ ou administrar ] de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição. Deve ter uma boa reputação na comunidade local. (I Timóteo 3:2-4, 7; Tito 1:5-9)

Se não souber cuidar de sua própria família, "não pode tomar conta da congregação". (1 Timóteo 3:5) Não deverá ficar tão ocupado nos seus deveres, que deixe de ter tempo para "a sua própria família". (A Sentinela de 15/10/1996 pág. 23) Se for casado, sua esposa deve ser séria, não caluniadora, moderada nos hábitos, fiel em todas as coisas. (I Timóteo 3:11; Tito 2:3-5) Deve estar sujeita à direção do seu marido. Não deve se intrometer nos assuntos congregacionais cuidados pelo seu marido ou pelos Anciãos locais.

Se for pai, deve ter os filhos menores de idade "em sujeição com toda a seriedade". Devem ser "crentes, não acusados de devassidão e nem indisciplinados”. Não é necessário que sejam batizados. Devem ser educados na religião e ter uma conduta pessoal exemplar. (Efésios 6:4; Êxodo 20:12) Má conduta dos filhos ou de sua esposa pode desqualificar o Ancião. Se um filho abandonar a religião [ se dissociar ] ou cometer uma transgressão séria, deve ficar evidente que fez o melhor que pode para o corrigir e ajudar-lo. (1 Timóteo 3:4; Tito 1:6; A Sentinela de 15/10/1996 pág. 21)

Ele, sua esposa ou seus filhos, não estão proibidos de cursar o Ensino Superior. Mas isso é desencorajado por ser uma ameaça à doutrinação religiosa. Deverá ser avaliada as circunstâncias, a motivação, a atitude pessoal - e como isso é encarado pela congregação. Se existir objeções no Corpo de Anciãos, suas qualificações terão de ser reavaliadas. (Orientações para os Sup. Circuito, 2015, 20 § 34) Não deve ser recomendado para ser Superintendente de Circuito, mesmo que ele reúna todos os requisitos exigidos. (Carta 27/2/2012, a todos os Sup. Distrito)

Exige-se submissão e fidelidade

Espera-se que os Anciãos de Congregação sejam fieis ao Corpo Governante e aos seus representantes viajantes. Devem estar profundamente convictos da veracidade do inteiro sistema doutrinário conforme publicado pela Torre de Vigia, em especial, da sua escatologia singular.

Desde 1927, o “escravo fiel e discreto” de Cristo - na parábola de Mateus 24:45-47 (TNM) - eram todos os homens e mulheres consagrados que professam terem sido Ungidos por Deus com o Espírito santo. (A Sentinela de 1/2/1995 pág. 13 § 15) Este “escravo fiel” teria um corpo governante que o representa. Identificado desde então com os diretores da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), em 1971, surgiu o atual Corpo Governante como uma entidade sem personalidade jurídica distinta da Diretoria da STV. Em 2013, este “escravo fiel e prudente” (TNM 2013) passou a ser os Anciãos Ungidos que servem no Corpo Governante. (A Sentinela de 15/7/2013 pág. 29)

Seu treinamento

Todos os Anciãos de Congregação recebem convite para treinamento periódico na Escola do Ministério do Reino (EMR). O currículo incluí análise de doutrinas, conselhos sobre oratória e arte de ensino, como realizar a obra de proselitismo e os deveres e responsabilidades dos superintendentes. Em 2008, foi fundada uma escola adicional - a Escola para Anciãos de Congregação (EAC). Se servem como Pioneiros por Tempo integral por 2 ou mais anos, podem cursar a Escola para Evangelizadores do Reino (EER).

Cada Ancião designado recebe um exemplar do livro Pastoreiem o Rebanho de Deus (2010, atualiz. 2015). Atualizações dos procedimentos organizacionais e esclarecimentos são feitas em cartas do Escritório da Filial e em outros manuais específicos. (Introdução ao Pastoreiem o Rebanho de Deus; CCTJ 10/1/2011 e 16/3/2015; Orientações para os Sup. Circuito, 2015, 17 § 41-43)

Nenhum Ancião congregacional recebe remuneração ou compensação financeira pelo seu cargo ou pelas muitas horas dedicadas às suas tarefas. Podem ter responsabilidades adicionais tais como: na pré-preparação de assembleias e congressos, na equipa de Salões de Assembleias, superintendentes de Assembleia do Circuito, superintendente num dos departamentos das assembleias e congressos, na Comissão do Congresso, como voluntário de Construção de Salões, na Associação Jurídica regional, como Servo de Associações Jurídicas (SAJs), na Comissão de Ligação com Hospitais (COLIHs) regional, numa Comissão de Socorro / Ajuda Humanitária, como voluntário de Betel, etc.

Ancião não são Ungidos

Não são ungidos pelo Espírito santo de Deus para serem Anciãos das Testemunhas de Jeová. (Atos 20:28) Estão convictos de que é o Espírito santo que orienta a sua designação ou remoção. Os requisitos para Anciãos e Servos ministeriais foram "inspirados por Deus". (I Timóteo 3:16) Tem de demonstrar o Espírito santo operando em suas vidas. (Gálatas 5:22-23) "Ter o Espírito santo não é o mesmo que ser Ungido com o Espírito. A Unção depende da escolha de Deus". (A Sentinela de 15/12/2011 pág. 25 § 14) Os Anciãos que alegam ser Ungidos não devem esperar ser tratados de modo especialNão têm um estatuto superior ou privilégios especiais na hierarquia organizacional. Tomar dos emblemas não prova que a alegação de serem Ungidos seja verdadeira. (A Sentinela de 15/6/1996 pág. 31; de 15/6/2009 pág. 23 § 15)

Anciãos novos Ungidos

Em 1994, com o fim da "geração" de 1914 "que não passará" (Mateus 24:34), surge o ensino duma Nova geração de Anciãos Ungidos. São contemporâneos dos Ungidos que presenciaram os acontecimentos de 1914-1918Eles são a "geração que não passará". (A Sentinela de 15/4/2010 pág. 10)

Antes de 1966, o fim da chamada tinha terminado em 1931. Depois, passou a ser 1935. Seu número deveria decrescer desde então. Ao registar aumentos de "novos Ungidos", o Corpo Governante justifica isso dizendo que "parece que não podemos especificar uma data para o fim dessa chamada ... e nem precisamos saber." (A Sentinela de 1/5/2007 pág. 30-31; de 15/8/2011 pág. 22)

Em 1 de maio de 1992, alguns Anciãos não Ungidos, com muitos anos de serviço como superintendentes viajantes e no serviço em Betel, foram designados ajudantes das comissões do Corpo Governante - sem direito de voto. Em 7 de outubro de 2000, alguns foram eleitos para diretores da Sociedade Torre de Vigia (nos EUA).

Anciãos eleitos

Desde 1896 até 1932, os anciãos e diáconos os Estudantes da Bíblia eram eleitos pelo erguer das mãos dos batizados da congregação [ ou igreja local, eclesia, em gr. ekklesia ]. Sobre a ordenação dos Anciãos, Atos 14:23 nos diz: "elegeram-nos pelo levantamento de mãos" (KJV) ou "os havia ordenado" na VUL, lit. "escolhidos por levantamento da mão". 

Em 1880, Russell começou por viajar pelo nordeste dos EUA para formar primeiros grupos de estudos bíblicos [ eclésias, classes ]. O grupo-modelo era o de Allegheny, Pensilvânia, onde Russell pertencia. Durante a década de 1880, Russell e seus associados, visitavam os grupos para edificá-los.

Em 16 de fevereiro de 1881, foi fundada a Sociedade da Torre de Vigia de Sião (dos EUA). Russell instou com os leitores da A Torre de Vigia que os grupos que realizassem reuniões regulares e que informassem o Escritório. “Estabelecei uma em vossa própria casa com vossa própria família, ou até mesmo com poucos que estejam interessados. Lede, estudai, louvai e adorai juntos, e onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, o Senhor estará no vosso meio - será vosso instrutor. Essa era a natureza de algumas das reuniões da igreja nos dias dos Apóstolos."

A partir de abril de 1881, alguns tornaram-se evangelizadores colportores de Tempo integral. Eles foram os precursores dos Pioneiros de Tempo integral. Alguns colportores foram enviados ao estrangeiro como missionários.

Em 1881, A Torre de Vigia convidou todos os seus leitores a participar da Celebração da morte de Cristo (14 de nisã) em Allegheny, Pensilvânia. De início, os congressos dos Estudantes da Bíblia eram realizados em Allegheny, Pensilvânia, relacionados com a Comemoração. Em 1886, realizou-se o primeiro congresso anual, de 3 dias, após a Celebração [ no domingo 18 de abril ]. (A Torre de Vigia, de março de 1886) A partir de 1898, começou-se a programar em vários lugares assembleias e congressos. Os peregrinos que estivessem na região proferiam discursos. Russell também procurava estar presente e participar no programa.

Em 13 de dezembro de 1884, foi fundada a Sociedade Torre de Vigia e Tratados de Pensilvânia (dos EUA), e Russell, eleito como seu presidente. Em 1891, Russell inicia uma série de viagens ao exterior dos EUA para expandir o seu ministério. Em 1894, providenciou o envio regular de representantes da Torre de Vigia como oradores públicos - chamados de Peregrinos

Após o lançamento de vários volumes de Aurora do Milénio, sugeriu-se a realização de grupos de Estudo bíblico chamados de “Círculos da Aurora”. Em 1895, foi dado incentivo para a realizar em todo lugar. Esta reunião foi a precursora do Estudo Bíblico de Congregação. Outra reunião era chamada de “Reuniões de Chalé”, porque era realizada em residências. Incluía orações, cânticos de louvor e testemunhos relatados pelos na assistência. A Torre de Vigia trazia sugestões. Esta reunião foi a precursora da Reunião do Serviço. (jv pág. 237-238) 

Russell acreditava que Cristo estava presente desde 1874 de modo invisível, e que dirigia pessoalmente a colheita final dos herdeiros com ele no Reino celestial - “da classe do Templo”. De início, achou não ser necessário a designação de Anciãos. Perante a ameaça de divisões e de dissidências, Russell escreveu: "Não hesitamos em recomendar às Igrejas em toda a parte, quer seus números sejam grandes, quer pequenos, o conselho apostólico de que em todas as congregações os Anciãos sejam escolhidos entre seu número para apascentar e supervisionar o rebanho." (Anuário TJs 1976 pág. 164-166; artigo "Decentemente e em Ordem" publicado na A Torre de Vigia de Sião de 15/11/1895)

"Na seleção de Anciãos, os batizados se devem lembrar de que ... não se deve lançar nenhum voto sem uma consideração meticulosa da vontade Divina e a oração pedindo orientação Divina." O artigo salientou que os Anciãos devem ser hábeis no ensino, ensinar a Verdade, e não o erro, e a humildade e a piedade devem ser qualificações principais. (A Torre de Vigia de Sião de 1/11/1909 pág. 325, em inglês; A Nova Criação, vol. 6 de Estudos das Escrituras, 1904, em inglês; Proclamadores do Reino de Deus, pág. 205-209)

Houve anciãos com atitudes e motivações erradas, até mesmo existindo campanhas eleitorais. (A Torre de Vigia de Sião de 15/3/1906, pág. 90, em inglês) Em outros casos, eram anciãos que opuseram-se à ascensão de Rutherford à presidência da Torre de Vigia (Cisma de 1917), à eliminação dos anciãos eleitos pelas congregações locais (1932), às expetativas religiosas falhadas para 1925 e ao gradual abandono dos ensinos de Russell. Entre 1926 a 1931, estima-se que 2/3 dos Estudantes da Bíblia originais abandonaram a Torre de Vigia. Os Estudantes da Bíblia que permaneceram fieis a Torre de Vigia foram chamados de Testemunhas de Jeová, em 1931. Eram "a Classe do Tempo", sinónimo usado para Ungidos com Espírito santo.

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