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Em 1980, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová inaugurou o arranjo das Comissão de Ligação com Hospitais (COLIHs). É um arranjo para beneficiar apenas as Testemunhas batizadas, seus filhos menores, bem como publicadores não-batizados. (Carta da Sociedade dos EUA de 3/1/1995) "Felizmente já existem fórmulas de contornar a transfusão, diminuindo os riscos de vida. Alternativas como dispositivos que limitam a perda sanguínea ou expansores de volume do sangue" - defende Pedro Candeias, porta-voz da Associação das Testemunhas de Jeová (ATJ) de Portugal. Juntamente foram criados departamentos de Serviço de Informação Hospitalar (SIH), em cada filial ou congénere da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Estes têm contato direto com o Serviço Informação Hospitalar da Sede Mundial. Numa situação de Emergência Médica ou em grandes cirugias programadas, quando envolve crianças e grávidas, cabe aos anciãos congregacionais que assistem o publicador entrar em contato com o responsável da COLIHs da região. (Carta da ATCJ do Brasil de 15/1/2006 n.º 3 - sobre COLIHs; em inglês de 3/1/2016)

Os membros das COLIHs têm como lema "dialogo, cooperação e não-confrontação". São treinados a defender intransigentemente o princípio de tratar a pessoa inteira e o respeito pelos princípios religiosos da família. São feitas atualizadas listas de médicos que aceitam realizar tratar as Testemunhas. Os membros das COLIHs procuram evitar médicos não cooperadores. Procuram estabelecer contatos com médicos, enfermeiros, magistrados judiciais, administrações hospitalares e assistentes sociais. Coordenam ainda o trabalho dos Grupos de Visita a Pacientes (GVP). Defendem que esta posição é uma decisão de consciência de cada Testemunha baseada no seu estudo da Bíblia [ isto é, que não existe nenhuma imposição por parte da liderança da religião, nenhuma sanção congregacional, nenhum tipo de controlo ou de coação, seja direta ou indireta ].

Funcionamento do arranjo Editar

A COLIHS deve ser chamada pelos anciãos congregacionais apenas quando o paciente precisa dum médico cooperador, quando surge uma confrontação ou quando há a ameaça de se forçar a administração de sangue numa Testemunha, especiamente quando envolve grávidas ou menores de idade. Todos os anciãos devem possuir uma cópia atualizada dos contatos dos membros da COLIHs da sua região. O acesso a esta lista está reservado apenas aos anciãos.

Os membros da COLIHs podem ajudar por encontrar médicos experientes e centros hospitalares que sejam cooperadores, e assim por diante. Procuram raciocinar com os profissionais de saúde sobre as vantagens das alternativas ao uso de sangue. Devem ter cautela em determinar que ajuda se dará, em base humanitária, se é que se dará alguma, àqueles que não têm boa reputação na congregação. Por exemplo, se uma pessoa desassociada tomar firme posição na questão do sangue, os anciãos locais ou a COLIHs poderão partilhar informações com a família, em consideração pelos fiéis. Nas principais cidades, alguns anciãos estão especialmente designados, como membros dos Grupos de Visita a Pacientes (GVP), para visitar hospitais em base regular a fim de ajudar os pacientes que são Testemunhas. Este arranjo não libera os anciãos locais de sua responsabilidade de visitar o doente em casa e no hospital." (Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, pág. 22)

Em 2000, existem em Portugal 19 COLIHs que apoiam mais de 230 médicos cooperadores. Os hospitais de São João, na cidade do Porto, de Santa Marta e da Cruz Vermelha, ambos em Lisboa, e de Santa Cruz, em Carnaxide, são alguns dos centros hospitalares que as Testemunhas habitualmente recorrem. (As Testemunhas de Jeová em Portugal - Implantação histórica-social, 2000, ATJ de Portugal, Alcabideche, pág. 7-9)

No Brasil, existiam a data 64 COLIHs associados as principais cidades, com cerca de 350 membros, que apoiam mais de 1.900 médicos cooperadores. Em 2003, já existiam 94 COLIHs e contabilizados 3.800 médicos cooperadores. (Nosso Ministério do Reino de 11/2003, pág. 7) Em 2005, já existiam 100 COLIHs e contabilizados 4.250 médicos cooperadores. (Nosso Ministério do Reino de 11/2005, pág. 7)

Ações de informação médica Editar

A religião está empenhada na divulgação da mais recente investigação e no desenvolvimento das terapêuticas e procedimentos médicos sem sangue. Os eventuais riscos associados às transfusões de sangue alogénico são usadas para dar credibilidade à sua posição religiosa. De 15 a 17 de fevereiro de 1991, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, foi realizado o Seminário Internacional de Comissões de Ligação com Hospitais (COLIHs), com a concorrência de 750 Testemunhas de quase todos os estados do Brasil, sendo a maioria delas membros das COLIHs. Eugene Rosam e Fred Rusk, representantes do Serviço de Informações Sobre Hospitais (SIH) de Brooklyn, Nova Iorque, estavam entre os formadores. Incluídos estavam 53 superintendentes viajantes, 19 médicos e 54 advogados.

Em outubro de 1992, surgiu a oportunidade de fazer uma apresentação perante 1300 médicos de mais de 100 países, no XXII Congresso Internacional sobre Transfusão de Sangue, em São Paulo. As reação dos médicos contatados pessoalmente expressaram reconhecimento pelo valor das informações recebidas. Foi ainda realizado em fevereiro de 1996 em Paris, um Simpósio Internacional sobre Cirugia sem Sangue, intitulado "Cirugia sem Sangue, Aspetos cirúgicos e anestésicos - Questões éticas e legais". A partir de 2000, três filmes vídeos foram produzidos pelo Departamento de Áudio/Vídeo da STV (dos EUA), apresentando a razoabilidade e a eficácia de tais tratamentos.

Filmes vídeo - sua descrição Editar

  • Estratégias Alternativas à Transfusão: Simples, Seguras, Eficazes (em inglês em 2000; português em 2001) foi elaborado especialmente para médicos, enfermeiros e estudantes de medicina. Foi usada animação computadorizada para ilustrar as funções dos componentes do sangue.
  • Sem Sangue: A Medicina Encarou o Desafio foi produzido em 2001 visando o público em geral. Nos EUA, o filme vídeo foi divulgado em diferentes estações de televisão. Visou ajudar a população em geral a saber mais sobre o valor das cirurgias sem sangue. Tambem procurou minimizar os efeitos negativos / prejudiciais causados por ideias preconcebidas devido à desinformação.
  • Tratamentos Alternativos à Transfusão: Atendendo às Necessidades e aos Direitos do Paciente (em inglês em 2002; português em 2003) foi elaborado especialmente para jornalistas de assuntos médicos, profissionais de saúde, assistentes sociais e magistrados judiciais. Considera como cuidar das necessidades médicas dos pacientes e ao mesmo tempo respeitar seus direitos legais. Além disso, mostra que as técnicas cirúrgicas sem sangue reduzem os custos de tratamento médico.
  • Em 2004, estes filmes foram editados em conjunto pela STV (dos EUA) num DVD com o título Alternativas à Transfusão - Série de documentários.

Saiba Mais Editar

Ligações Externas Editar

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