Philosophy
 

Comissão de Tradução do Novo Mundo

De Enciclopédia das Testemunhas de Jeová

Quando a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia doou todos os direitos de autor sobre a sua tradução da Bíblia à Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, EUA, pediu que seus membros permanecessem no anonimato, mesmo depois de sua morte. "Os tradutores não buscavam proeminência para si, mas apenas dar honra ao Autor Divino das Escrituras Sagradas." Por este motivo, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas tem de ser avaliada pelos seus próprios méritos. Outras comissões de tradução adotaram um conceito similar. (As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino, 1959, pág. 258, edição em Inglês; A Sentinela de 15/3/1975, pág. 191; Prefácio da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, 1984)

Tabela de conteúdo

Membros da Comissão

A identidade dos seus membros era bem conhecida por todos os que trabalhavam nesse tempo na sede da Sociedade, no Betel de Brooklyn, Nova Iorque. Uma das razões de que não aparecem os nomes dos membros da Comissão de Tradução, porque nenhum deles possuí habilitações académicas para serem tradutores bíblicos. Os membros desta comissão foram nada mais nada menos que Frederick Franz, Nathan Knorr, Albert Schroeder, Karl Klein, Milton Henschel e George Gangas. Veja Corpo Governante das Testemunhas de Jeová e Escravo fiel e discreto.

Frederick Franz era reconhecidamente o único membro capaz dos membros da Comissão da Tradução do Novo Mundo para fazer um trabalho de tradução bíblica. George Gangas, era um turco que falava grego moderno, mas que sabia pouco do grego bíblico [ gr. koiné ]. Albert Schroeder e Karl Klein foram os pesquisadores responsáveis por fazerem numerosas notas de rodapé, referências cruzadas e notas marginais que nos 6 volumes originais da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Eram mais numerosos que as publicadas na Edição de 1984. Outras Testemunhas anónimas como pesquisadores-assistentes desta Comissão, talvez possuindo melhores habilitações académicas, terão contribuído na sua elaboração e nas sucessivas revisões, bem como na sua tradução para outros idiomas.

Opinião da crítica erudita

Não é sinceridade e a de cada Testemunha de Jeová que está em questão. O que os eruditos afirmam é que a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é uma paráfrase e não uma tradução literal dos idiomas originais, como esta afirma ser. "É uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações". Consideram que a sua Comissão de Tradução do Novo Mundo "mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria teologia em muitos lugares."

As publicações da Sociedade dizem com respeito a sua tradução bíblica: "... seria uma grande indignidade, sim, uma afronta à majestade e autoridade [ de Deus ], omitir ou ocultar seu ímpar Nome Divino, que ocorre de modo bem claro no texto hebraico ... Evitou-se tomar liberdades com os textos ... ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto o permitiu." Todavia acrescenta: "Tem havido desvios ocasionais do texto literal, com o fim de transmitir as expressões idiomáticas hebraicas e gregas ...". (Prefácio da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, 1984, pág. 6-7; Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, pág. 318)

O que acontece é que os eruditos bíblicos, tanto cristãos como não-cristãos, têm atacado fortemente a exegese da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas quando esta pretende impor uma determinada posição teológica, porque essa exegese têm influenciado as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo. Um bom exemplo disso foi o Prof. Jason Beduhn. Ao comparar diversas traduções bíblicas, Beduhn teceu alguns comentários sobre a Tradução do Novo Mundo. Ele criticou "algumas opções de tradução que foram usadas na Tradução do Novo Mundo", mas mesmo assim disse que ela "é uma das traduções em inglês mais exatas do Novo Testamento que estão disponíveis é a mais exata das traduções que foram comparadas". (A Sentinela de 1/12/2004, pág. 30-1) As publicações da Sociedade ao citarem o Prof. Jason Bedduhm, lamentavelmente focam apenas os pontos positivos, mas não mencionam quais foram as críticas.

Teria sido interessante se os editores de A Sentinela tivesse mencionado quais foram as críticas que o Prof. Beduhn fez, e dito onde se pode encontrar o estudo mencionado talvez por indicar aos seus leitores a editora, página, parágrafo. (Verdade e Tradução: Exatidão e Tendenciosidade nas Traduções em Inglês do Novo Testamento, Jason David Bedduhm, Lanham, MD, University Press of America, 2003, pág. 114-6, 162-3. Bedduhm, é doutorado em estudos comparativos de religiões pela Universidade de Indiana, e professor-associado de estudos religiosos da Universidade do Norte do Arizona, em Flagstaff, EUA)

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