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Cronologia bíblia usada pelas Testemunhas de Jeová se alicerça em algumas interpretações fantasiosas ou equivocadas de certos textos bíblicos, mesmo contrariando todas as evidências históricas. A liderança da religião é por isso muitas vezes chamada de "falsos profetas". São acusadas por terem gerado expetativas equivocadas e de as ensinar como sendo provadas e autenticas. Ainda são acusadas por não assumir a responsabilidade pelo seu engano.

"Em certas épocas, os Estudantes da Bíblia [ em 1931, conhecidas por Testemunhas de Jeová ] tinham esperanças e expetativas que têm sido ridicularizadas pelos críticos. Todavia, todas essas esperanças e expetativas arraigavam-se num desejo sincero de ver o cumprimento daquilo que esses cristãos zelosos reconheciam ser as infalíveis promessas de Deus." (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 631) Até 1928, a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) utilizou a piramidologia - usar as medidas da grande Pirâmide da Gizé - para predizer eventos futuros.

"Mas alguns de seus cálculos de tempo e as expetativas que ligavam a estes causaram sérios desapontamentos. Depois de 1925, a assistência às reuniões cai drasticamente em algumas congregações na França e na Suíça. De novo, em 1975, houve desapontamento quando as expetativas sobre o inicio do Milénio não se concretizaram. Em resultado, alguns se afastaram da Organização." Também acrescenta que os que falaram publicamente sobre isso "foram desassociados". (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, pág. 633)

Ensinos sobre 1873 e 1874 Editar

"Usando a cronologia bíblica originalmente elaborada por Christopher Bowen, da Inglaterra, eles pensavam que 6 mil anos da história humana terminava em 1873, que depois disso, estavam no sétimo período de mil anos de história humana, e que certamente se haviam aproximado do alvorecer do predito Milénio." (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 631)

"Outra coisa tida como possível indicadora de tempo dizia respeito ao arranjo que Deus instituíra no Israel antigo para um Jubileu, um ano de libertação, a cada 50 anos. Este se dava depois de uma série de sete períodos de sete anos [ 7 x 7 = 49 anos ], cada qual terminando com um ano sabático. Durante o ano do Jubileu, os escravos hebreus eram libertados e as posses de terra hereditária que haviam sido vendidas eram recuperadas. (Levítico 25:8-10) Cálculos baseados nesse ciclo de anos levaram à conclusão de que talvez um Jubileu maior para toda a Terra começara no outono setentrional de 1874, que o Senhor evidentemente retornara naquele ano e estava invisivelmente presente, e que os "tempos da restauração de todas as coisas" (Atos 3:19-21 ALA) haviam chegado." (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 631-2)

Ensinos sobre 1878 e 1881 Editar

"Com base na promessa de que os eventos do primeiro século encontrariam paralelos em posteriores eventos relacionados, concluíram também que, se o batismo e a unção de Jesus no outono de 29 EC tivesse paralelo com o começo de uma presença invisível em [ outono setentrional de ] 1874, sua entrada em Jerusalém como Rei, montado num jumento, na primavera setentrional de 33 EC, indicaria a primavera setentrional de 1878 como o tempo em que ele assumiria seu poder como Rei celestial. Eles também pensavam que receberiam a sua recompensa celestial naquele tempo. ... Arrazoava-se também que o fim do favor especial de Deus ao Israel natural até 36 EC pudesse apontar para 1881 como a época em que a oportunidade especial de tornar-se parte do Israel espiritual terminaria." (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 632)

Ensino sobre 1914 Editar

"Terminaram os tempos dos gentios [ Lucas 21:24 ]; seus reis já tiveram seus dias! - assim exclamou ... Russell ao entrar no refeitório da sede da Sociedade Torre de Vigia nos EUA, em Brooklyn, na manhã de sexta feira, 2 de outubro de 1914." A I Guerra Mundial estava em andamento, e naquela época a Sociedade Torre de Vigia e seus diretores criam e ensinavam que a guerra conduziria a um período de anarquia global que resultaria no fim do existente sistema de coisas. Havia também outras expetativas com respeito a 1914. Alexander Macmillan ... recordava mais tarde: "Todos nós pensávamos seriamente que iríamos para o céu durante a primeira semana daquele mês de outubro." De facto, relembrando aquela manhã em que Russell anunciou o fim dos tempos dos gentios, Macmillan admitiu: "Ficamos muito emocionados e eu não teria ficado surpreso se naquele momento começássemos a subir, sendo aquele anúncio o sinal para começarmos a ascender ao céu - mas, naturalmente, nada disso aconteceu." (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 61-2)

Ensino sobre 1915 - uma reinterpretação sobre 1914

"... foi declarado que a desolação de Jerusalém em 70 EC (37 anos depois que Jesus fora saudado como rei quando entrou em Jerusalém montado num jumento) pudesse apontar para 1915 (37 anos após 1878) como ponto culminante de levante anárquico que, segundo pensavam, Deus permitiria como meio de acabar com as existentes instituições do mundo. Esta data apareceu em reimpressões de Estudos das Escrituras. Veja vol. 2, pág. 99-101, 171, 221, 232, 246-7. Compare a Reimpressão de 1914 com impressões anteriores, como a impressão de 1902. Parecia-lhes que isto se ajustava bem com o que fora publicado a respeito do ano de 1914 como assinalando o fim dos tempos dos gentios [ Lucas 21:24 ]." (Testemunhas de Jeová - proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 632 - nota de rodapé)

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