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Cronologia biblica na Era apostólica (33 a 100 EC)

Entre 33 e 48 EC

Herodes Agripa I reinou por 3 anos depois da ascensão de Cláudio César - a 24 de janeiro de 41 EC. (Flávio Josefo, Antiquidades Judaicas, cap. 19, pág. 351) As evidências indicam que Agripa I morreu no ano 44 EC. Pouco antes da morte de Agripa, o profeta cristão Ágabo predisse grande escassez de alimentos na Judeia, a execução do apóstolo Tiago pela espada, e a prisão do apóstolo Pedro - na época da Páscoa - e a sua inesperada libertação. Todos estes eventos podem ser datados no ano 44 EC. (Atos 11:27-28; 12:1-11; 12:20-23)

Na antiga Delfos, foi encontrada uma missiva de Cláudio César - a Inscrição de Gálio - na qual se deduz que Lúcio Junio Gálio esteve em Corinto, capital da província da Acaia, entre 51-52 EC. Gálio, como procônsul da Acaia, terá chegado a Corinto em julho de 51 EC. Sabemos que o apóstolo Paulo compareceu perante Gálio. (Atos 18:11-18) Isto corrobora a primavera de 52 EC como a conclusão dos 18 meses de permanência de Paulo na cidade. Paulo terá chegado a Corinto no começo de 50 EC.

Outra referência importante está na narrativa da chegada de Paulo a Corínto. Paulo se encontrou com um cristão "judeu Áquila, natural da província de Ponto, que pouco antes tinha chegado da Itália, e Priscila, sua esposa, por causa do facto que Cláudio tinha ordenado que todos os judeus partissem de Roma." (Atos 18:2) De acordo com o historiador Paulo Orósio, do século V, a expulsão ocorreu no 9.º ano de Cláudio César, isto é, no ano de 49 EC.

No fim da III viagem missionária de Paulo, ao chegar a Jerusalém, o apóstolo compareceu perante o sumo-sacerdote Ananias (47-59 EC) e do Sinédrio. Foi levado para Cesareia, onde permaneceu detido durante dois anos, até que António Félix (52-59 EC) fosse substituído por Pórcio Festo (59-62 EC) como procurador da Judeia. (Atos 21:33; 23:23-35; 24:27)

A chegada de Festo e a partida subsequente de Paulo para Roma, foi no outono de 59 EC. Quando deixaram o porto cretense de Bons Portos [ gr. Kaloi Limenes, atual Limenes Kali ], perto da cidade de Laseia, o jejum tinha acabado ( Atos 27:7-9), ou seja, foi após o Dia da Expiação.

No outono, os ventos predominantes no Mediterrâneo são do oeste. Lucas mencionou um forte vento chamado Euro-aquilão, ou seja, o vento do nordeste. A violenta tempestade durou 14 dias. Conduziu o barco de Paulo para o oeste, o que motivou o temor do barco encalhar nos bancos de areia ao sul, no norte da Libia. Naufrágio na ilha de Malta, a 50 milhas (92,6 Km) a sul da ilha de Sicília, onde permaneceram por 3 meses (inverno). A partir desta altura, os malteses se converteram ao Cristianismo. Em 60 EC, em outro barco, os naúfragos rumam a Napólis, tendo primeiro escalado os portos de Siracusa e Regio de Calabrina.

Entre 60 a 100 EC

A história secular dá 18 de julho de 64 EC como a data do grande incêndio em Roma. Foi seguida de perseguição aos cristãos em Roma, ordenada pelo imperador Nero. O encarceramento final de Paulo e sua execução subsequente se ajusta neste período. (II Timóteo 1:16; 4:6-7)

Céstio Galo, governador da província da Síria, sitiou Jerusalém com uma legião [ 6 mil soldados ], mas é rechaçado com pesadas perdas. Assim como aconteceu com último procurador romano, Géssio Floro (64-66 EC), Céstio Galo teve de se retirar para Cesareia. A rebelião judaica (66-70 EC) foi motivada pelas muitas arbitrariedades, pela corrupção e repressão por parte dos anteriores procuradores romanos.

Nero enviou para Judeia um experiente general, Vespasiano, como governador. Em companhia de seu filho Tito, Vespasiano ocupou a Galileia na primavera de 67 EC com 10 legiões [ 60 mil soldados ]. No outono, a Galileia ficou definitivamente conquistada pelos romanos. Na primavera de 68 EC, Vespasiano ocupou sucessivamente a Pereia, as planíces costeiras, a região montanhosa da Judeia e de Samaria e a Idumeia. Quando estava preparado para atacar Jerusalém, o Nero se suicidou. Isto sucedeu em 9 de junho de 69 EC. Vespasiano esperou que se defina a situação em Roma.

Vespasiano, aclamado imperador a 1 de julho de 69 EC, viaja para Roma. Deixou no comando da guerra, Tito, seu filho. Jerusalém foi sitiada pouco antes da Páscoa de 70 EC, com quatro legiões [ 24 mil soldados ]. Em julho, foi conquistada a Fortaleza de Antónia, a norte do Templo de Jerusalém, um dos redutos rebeldes. Foi incendeiado o Templo, em agosto. É controverso o dia exato da sua destruição. A 26 de setembro, foi ocupado o Palácio de Herodes. A Guerra Judaica terminou na primavera de 74 AEC, quando o comandante romano Flávio Silva cercou o último reduto dos rebeldes, na fortaleza de Massada.

Em resultado da perseguição ordenada pelo imperador Domiciano (entre 14 de setembro de 81 EC a 18 de setembro de 96 EC), o apóstolo João foi exilado na Ilha de Patmos. (Eusébio, História Eclesiástica, III, 17; Suetónio, Vida de Domiciano, XII) Foi nessa ilha que ele escreveu o livro de Revelação (Apocalipse), aproximadamente no ano 96 EC. (Revelação 1:1) O Evangelho e as três cartas (epístolas) que levam o seu nome, foram escritas de Éfeso, capital da província da Ásia Menor, logo depois de ter sido liberto. O último dos 12 apóstolos terá morrido por volta no ano 100 EC, findando assim a Era apostólica.

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