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Daniel Sydlik (Fevereiro de 1919 - 18 de Abril de 2006)

Daniel Sydlik nasceu em Fevereiro de 1919, perto de Belleville, Michigan, EUA, onde a família vivia numa quinta. Teve uma infância difícil: o pai, que pertencia aos Estudantes da Bíblia (mais tarde conhecidas por Testemunhas de Jeová), adoeceu e morreu quando ele tinha 3 anos de idade e a mãe teve de criar os 6 filhos. A mãe ficou viúva com seis filhos e várias despesas para pagar. Ela se opusera à religião do marido, mas, após a morte dele, tentou descobrir porque a Bíblia o havia fascinado tanto. Vários anos depois, ela também se tornou uma das Testemunhas de Jeová.

Depois da morte do marido, a mãe de Daniel passou a trabalhar de noite como empregada de um restaurante e cuidava da família durante o dia. Isto continuou até voltar a casar-se vários anos depois. O padrasto considerava que o melhor lugar para criar filhos era no campo aberto e assim comprou uma quinta de 22 hectares, perto de Caro, Michigan, EUA, mudando-se para lá em meados do primeiro semestre de 1927.

A mãe influenciou grandemente os filhos quanto às questões religiosas, incentivando-os a orar a Deus, a ler a Bíblia e as publicações adquiridas aos ministros viajantes dos Estudantes Internacionais da Bíblia, tais como "A Harpa de Deus", "Criação" e "Reconciliação".

No início dos anos 30, do Século XX, alguns Estudantes da Bíblia de Saginaw, Michigan, visitaram a família e incentivaram-nos a pregar a outros. Mas, visto que não havia nenhum grupo organizado de estudo da Bíblia ou congregação por perto, os seus esforços de evangelização eram insignificantes. Devido à Grande Depressão dos anos 30, Daniel teve de sair de casa e arranjar emprego em Detroit. A quinta da família estava hipotecada devido a dívidas e Daniel desejava livrar a família desse fardo. Apesar disso, Daniel conseguiu emprego numa fábrica de automóveis.

No fim da década de 1930, Sydlik começa a interessar-se pelas Testemunhas de Jeová. quando estava em Long Beach, na Califórnia, que o seu interesse em assuntos religiosos se reavivou. Recebeu um convite para assistir a um discurso público, num Salão do Reino das Testemunhs de Jeová. Ali conheceu a Olive e William Perkins, e senhora Wilcox. Olive Perkins era uma notável instrutora da Bíblia e encorajou a Daniel a ingressar no Serviço de Pioneiro. A senhora Wilcox, apesar de idosa, com mais de setenta anos, participou muitas vezes com Daniel no serviço de evangelização das Testemunhas, especialmente nas áreas comerciais de Long Beach. Diariamente, deixavam dezenas de publicações com as pessoas interessadas. O trabalho de Daniel era ligar o fonógrafo sempre que ela pedia para que os ouvintes escutassem os discursos gravados em disco.

Em Setembro de 1941, ingressou no Serviço de Pioneiro, e em 1942, ingressa no Serviço de Pioneiro Especial, servindo em San Pedro, e em Richmond, São Francisco, Califórnia. Os estaleiros Kaiser construíam em série várias embarcações militares, conhecidas por "Navios Liberdade". Muitos estudos bíblicos foram iniciados com operários interessados.

Daniel solicitou a isenção como ministro religioso que, por questões de neutralidade de consciência, se opunha à guerra. A Junta de Recrutamento negou-se a reconhecer a sua alegação de ministro. Foi preso, julgado, e em 17 de Julho de 1944 foi sentenciado a 3 anos de trabalhos forçados na Penitenciária Federal da Ilha McNeil, no Estado de Washington. Foi mantido durante um mês na prisão do condado, em Los Angeles, aguardando a sua transferência. Em 16 de Agosto, junto com um grupo de outros prisioneiros, foi transferido com destino à ilha penal. Na prisão, as Testemunhas eram visitadas periodicamente por Alexander Hugh Macmillan.

É libertado em 1946 e novamente designado como Pioneiro Especial para servir em Hollywood. No início de 1946, terminada a Segunda Guerra Mundial, Daniel foi libertado da prisão e designado como Pioneiro Especial em Hollywood, na Califórnia. Ao assistir à Assembleia Internacional "Nações Alegres" em Cleveland, Ohio, em Agosto de 1946, Milton Henschel, secretário do Presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), o convidou a servir no Betel de Brooklyn. Sydlik ingressou no Serviço de Betel a 20 de Agosto de 1946. Trabalhou durante anos no Departamento de Encadernação da gráfica de Brooklyn e, mais tarde, foi designado para o Departamento de Assinaturas. Passou também a escrever textos e a lê-los aos microfones da estação de rádio da Sociedade, a WBBR. Participou de sessões de gravação de dramas, foi designado a proferir discursos em Congressos de Distrito e Internacionais, além de outras responsabilidades.

Foi membro do Departamento de Redação durante 20 anos. Foi eleito diretor da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque e da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvania. Em 1970, Sydlik casou-se com Marina Hodson, uma jovem de Hebburn, Inglaterra. Em 28 de Novembro de 1974, foi nomeado membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. Como membro do Corpo Governante, cooperava mais de perto com a Comissão de Redação e a Comissão do Pessoal. Morreu em 18 de Abril de 2006. (A Sentinela de 1/1/2007, pág. 8) Os que conviveram mais de perto com Daniel Sydlik, descrevem-no como uma pessoa simples e acessível, com grande amor pela vida e um espírito positivo, possuindo intenso amor a Deus e às pessoas que o rodeavam. A revista A Sentinela de 1/12/1985, nas pág. 26-32, contém a história da sua vida.

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