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O Corpo Governante impõe que as Testemunhas de Jeová não tenham qualquer companheirismo com a pessoa expulsa da religião ou que se tenha dissociado, independente dos motivo. "Cessai de ter convivência [ familiaridade ] com qualquer que se chame irmão [ batizado ], que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem ... Removei o homem iníquo de entre vós." (I Coríntios 5:11, 13) No seu devido contexto, este texto se aplica aos batizados que violam as leis de moral da Bíblia. Por terem feito isso de modo deliberado, deixam de ser cristãos. Não são mais considerados membros da Igreja Cristã. Obviamente, o texto não se aplica a quem discorde, critique ou questione biblicamente os ensinos publicados pela Sociedade Torre de Vigia (STV).

"Seja [ aquele que foi expulso ] para ti apenas como homem das nações e como cobrador de impostos [ isto é, alguém desprezado e odiado ]". (Mateus 18:17) A STV ensina que Cristo ordenou aos cristãos a não se associassem com alguém que tivesse sido expulso da Igreja Cristã. (A Sentinela de 15/12/1981 pág. 14-6) Isto significa que cada Testemunhas devem evitar o convívio social com a pessoa que foi expulsa. Isso significa que não vão com tal pessoa a piqueniques, festas, jogos, compras, ao cinema, nem tomam [ ou evitam tomar ] refeições com ele, quer em casa quer num restaurante.

"Se alguns continuarem uma associação que não é absolutamente necessária com o membro da família desassociado, que mora fora do lar, a Comissão [ Judicativa congregacional ] deverá amorosamente ajudá-los a entender os princípios envolvidos e a concordar com o conselho da Bíblia. Se uma pessoa desassociada não está morando no lar, II João 9-11 mostra que 'nunca deveriam recebê-lo em nossos lares, nem cumprimentá-lo'. Desrespeito persistente da ordem de cessar de manter convivência com tal pessoa pode levar à desassociação. (Nosso ministério do Reino de 3/1971 pág. 2) Esses princípios se aplicam "tanto para os que foram desassociados como para os que se dissociaram" [ independente de qual tenha sido os seus motivos ]. (Nosso ministério do Reino de 8/2002 pág. 3, artigo "Demonstre Lealdade Cristã quando um parente é desassociado")meu filho foi desassociado tenho que por pra fora de casa

Falar com o Desassociado Editar

II João 10 diz: "Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino [ ou seja, os ensinos de Cristo mediante os apóstolos, o Cristianismo ], nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis." Cumprimentar a tal indicaria certa medida de aprovação e tornaria a pessoa participe das "suas obras iníquas". (Estudo perspicaz das Escrituras vol. 1, 1988, pág. 259-60) "Um simples "Oi [ Olá ou Bom-dia ]" dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado? ... O fato é que, quando um cristão se entrega ao pecado e tem de ser desassociado, ele perde muito: sua posição aprovada perante Deus ... a associação agradável com os irmãos, inclusive grande parte da associação que teve com parentes cristãos." (A Sentinela de 15/12/1981 pág. 21, 27)

Morando na mesma casa Editar

"Será que isso significa que os cristãos que vivem na mesma casa com um familiar desassociado devem evitar falar, comer e se associar com ele ao cuidar das atividades diárias? "Se numa família cristã houver um parente desassociado, essa pessoa ainda poderá participar dos procedimentos e das atividades normais e quotidianos da família." Assim, fica por conta dos membros da família decidir até que ponto o parente desassociado precisa ser incluído quando tomam as refeições ou cuidam de outras atividades domésticas. Mesmo assim, devem evitar dar a impressão aos irmãos com quem se associam [ as demais Testemunhas da sua congregação, e em particular, aos Anciãos ] de que nada mudou depois da desassociação." (A Sentinela de 15/4/1991, nota pág. 22)

A respeito dos desassociados ou dissociados a STV explica: "Os anteriores vínculos espirituais foram totalmente cortados. Isso se dá até mesmo com respeito aos seus parentes, inclusive os dentro do seu círculo familiar imediato. ... Isto significa mudanças na associação espiritual que possa ter existido no lar. Por exemplo, se o marido for desassociado, a esposa e os filhos não se sentirão à vontade se ele dirigir um estudo bíblico familiar ou liderar na leitura da Bíblia e na oração. Se ele quiser proferir tal oração, como numa refeição, tem o direito de fazer isso na sua própria casa. Mas eles poderão calados fazer as suas próprias orações a Deus. O que se dá quando o desassociado no lar quer estar presente quando a família lê a Bíblia em conjunto e tem estudo bíblico? Os outros poderão deixar que ele esteja presente para escutar, se não tentar ensiná-los ou transmitir suas ideias religiosas." (A Sentinela de 15/12/1981 pág. 24)

Orar por parente desassociado Editar

Não seria correto orar por um parente desassociado que dê evidência de arrependimento. "Em lealdade a Jeová e ao seu arranjo, o cristão se refrearia de orar por ele". (A Sentinela de 1/1/1972 pág. 31)

Funeral de um desassociado Editar

"Se o desassociado tiver dado evidência de arrependimento, a consciência de alguns irmãos talvez lhes permita proferir um discurso bíblico na casa funerária ou no cemitério. Porém, não se deve usar o Salão do Reino. Se o falecido ainda advogava ensinos falsos [ se foi apóstata ] ou conduta ímpia, não seria apropriado proferir tal discurso fúnebre." (Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, 1991, pág. 104)

Filho menor que mora com os pais Editar

"Quando um menor batizado fica envolvido num ato errado que ameaça a pureza da congregação, uma Comissão [ Judicativa congregacional ] designada deve reunir-se com ele assim como faria com qualquer outro membro da congregação. Seria melhor que se reunissem com o menor na presença dos pais cristãos dele; os pais têm a responsabilidade de criá-lo e treiná-lo. Procure restabelecer a pessoa, se isto for possível. (Gálatas 6:1; nota de rodapé da TNM diz "reajustar") Se os esforços de restabelecê-la não lograrem êxito, a norma é a desassociação. Mesmo quando filhos menores são desassociados, os pais ainda são responsáveis por criá-los, treiná-los e ensiná-los, até mesmo estudando com eles, se estes morarem com os pais." (Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, 1991, pág. 98) "Talvez derive o maior benefício corretivo do estudo se eles estudarem com ele a sós. Ou talvez decidam que possa continuar a participar no arranjo de estudo da família." (A Sentinela de 15/11/1988 pág. 20; de 1/10/2001 pág. 16-7)

Parentes que não moram na casa Editar

A situação já é diferente quando o desassociado ou dissociado é um parente que vive fora do círculo familiar imediato e fora do lar. (A Sentinela de 15/4/1988 pág. 28 e 15/12/1989 pág. 30) "Poderá ser possível ter quase nenhum contacto com tal parente. Mesmo que houvesse alguns assuntos familiares que exigissem contacto este certamente ficaria reduzido ao mínimo", em harmonia com a ordem Divina de cessar de convivência com qualquer que tenha pecado e não tenha se arrependido. (I Coríntios 5:11)" Devem seriamente evitar associação desnecessária com esse parente, até mesmo reduzindo os tratos comerciais ao mínimo possível. Veja A Sentinela de 15/12/1981 pág. 25-6.

Que dizer quando um familiar desassociado do círculo familiar imediato, tal como um filho, o pai ou a mãe, que não moram na casa, e depois quer se mudar novamente para a casa? A família poderá decidir o que fazer, dependendo da situação. Por exemplo, o pai ou a mãe desassociados podem estar doentes ou talvez não possam mais cuidar de si mesmos em sentido financeiro ou físico. Os filhos cristãos têm a obrigação bíblica e moral de ajudar. (I Timóteo 5:8) ... O que se fizer dependerá de fatores tais como as verdadeiras necessidades do pai ou da mãe, sua atitude e a consideração que o chefe da família tem para com o bem estar espiritual da família." Veja A Sentinela de 15/12/1981 pág. 24-5. Quanto a um filho, o mesmo artigo continua: "Pais cristãos às vezes, por algum tempo, acolheram de novo um filho desassociado que ficou física ou emocionalmente doente. Mas, em cada caso, os pais poderão avaliar as circunstancias. Viveu o filho desassociado sozinho, não podendo mais fazê-lo agora? Ou quer ele voltar principalmente porque seria uma vida mais fácil? Que dizer de sua moral e de sua atitude? Introduziria ele "fermento" no lar [ seria uma influência corrompedora ]?"

Saiba Mais Editar

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