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Duração do Exílio dos judeus não foi de 70 anos. O profeta Jeremias escreveu: "E toda esta terra [ o Reino de Judá ] terá de tornar-se um lugar devastado, um assombro, e estas nações [ em redor do Reino de Judá ] terão de servir ao rei de Babilónia [ o Império Neo-babilónico ] por setenta anos. E terá de acontecer que, quando tiverem cumprido setenta anos, ajustarei contas com o rei de Babilónia e com aquela nação, é a pronunciação de Jeová, pelo seu erro, sim, com a terra dos caldeus, e vou fazer dela baldios desolados por tempo indefinido. ... Pois assim disse Jeová: De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilónia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar." (Jeremias 25:11-12; 29:10 NM)

" כי כה אמר יהוה כי לפי מלאת לבבל שׂבעים שׂנה אפקד אתכם והקמתי עליכם את דברי הטוב להשׂיב אתכם אל המקום הזה " ( Jeremias 29:10 - sem vogais lido da direita para esquerda ) É transliterado por: "kiy-khoh 'âmar Adonaykiy lephiy melo'th lebhâbhel shibh`iym shânâh 'ephqodh 'ethkhem vahaqimothiy`alêykhem 'eth-debhâriy hathobh lehâshiybh 'ethkhem 'el-hammâqom hazzeh".

Os "setenta anos em Babilónia" (NM), literalmente "setenta anos para Babilónia", refere-se à duração do domínio do Império Neo-babilónico, não à duração do Exílio dos judeus. (Veja NVI Interlinear Hebraico-Inglês do Antigo Testamento, John R. Kohlenberger III, Grand Rapids: Zondervan, 1993)

O profeta Daniel escreveu: "No primeiro ano de Dario [ nome de vários reis, gr. Dareios ], filho de Assuero [ nome-título da realeza; lat. vulg. Assueru, hebr. Ahachveróch, deriv. do antigo persa Khchuvarcha ], da descendência dos medos, que fora constituído rei [ por Ciro II em 539 AEC ] sobre o reino dos caldeus [ o território do antigo Império Neo-babilónico ], no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos a respeito dos quais viera a haver a palavra de Jeová para Jeremias, o profeta, para se cumprirem as devastações de Jerusalém, a saber, setenta anos." (Daniel 9:1-2 NM)

O sacerdote Esdras escreveu: "Além disso, ele levou cativos a Babilónia os que foram deixados pela espada, e eles vieram a ser servos dele e dos seus filhos até o começo do reinado da realeza da Pérsia [ 538/537 AEC ]; para se cumprir a palavra de Jeová pela boca de Jeremias, até que a terra tivesse saldado os seus sábados [ 7 anos sabáticos dez vezes (7x10) contado após 609 AEC; libertação do cativeiro no 50.º ano (Jubileu) contado após destruição de Jerusalém, em 587 AEC ]. Todos os dias em que jazia desolada [ em ruínas e sem habitantes ], guardava o sábado [ a terra de Judá esteve em repouso ], para cumprir setenta anos. E no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová pela boca de Jeremias, Jeová despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez passar uma proclamação através de todo o seu reino, e também por escrito, dizendo: Assim disse Ciro, rei da Pérsia: Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem dentre vós for de todo o seu povo, esteja com ele Jeová, seu Deus. Portanto, que suba!" (II Crónicas 36:20-23 NM)

1.º ano de Ciro II Editar

Na cronologia de Nelson Barbour, o 1.º ano de Ciro II era 536 AEC. Esse ano era a data fundamental na cronologia do Antigo Testamento. Ele escreveu: "O fato de que o primeiro ano de Ciro II foi 536 AEC é baseado no Cânone de Ptolomeu, apoiado pelos eclipses através dos quais as datas das eras grega e persa foram ajustadas. E a exatidão do Cânone de Ptolomeu é agora aceite por todo o mundo científico e literário." (Os Três Mundos e a Colheita Deste Mundo, Rochester, Nova Iorque, 1877, pág. 194) Somando a 536 AEC "setenta anos" da suposta duração do Exílio dos judeus, obtêm 606 AEC como o ano da destruição de Jerusalém e seu Templo. Subtraindo 606 AEC de 2.520 anos [ a duração presumida dos "tempos dos gentios" ], obtêm o ano 1914.

Na realidade, o Cânone de Ptolomeu aponta: (1) para 538 AEC como o 1.º ano de Ciro II; (2) para 587 AEC como a data para o 18.º ano de Nabucodonosor II, o ano da destruição de Jerusalém e sua Templo. Quando estes fatos chegaram ao conhecimento de Russell, optou por ignorar esta informação e questionar a sua crebilidade. Ele escreveu: "Pode-se dizer que todos os estudantes de cronologia concordam que o primeiro ano de Ciro foi o ano 536 antes do começo da nossa era Anno Domini." (A Torre de Vigia de Sião de 15/5/1896, pág. 104-5, 113)

Foi somente em 1944, que a Sociedade Torre de Vigia deixou a data 536 AEC. O 1.º ano de Ciro II foi alterado para 537 AEC. Em 1949, cinco anos mais tarde, é ajustado para 538 AEC - a data realmente indicada no Cânone de Ptolomeu. (O Reino É Iminente, 1944, pág. 175; A Sentinela de 1/11/1949, pág. 326, em inglês) A Bíblia não dá a duração do reinado de "Dario, o medo", nem indica se o reinado dele deve ou não ser inserido entre a conquista de Babilónia [ 539 AEC ] e o 1.º ano de Ciro II [ 538/537 AEC ]. (Daniel 5:31; 9:1; 6:1-2)

Para poder manter 1914 como sendo a data em que terminavam "os tempos dos gentios", tiveram de ser feitos ajustes. O fato de não haver "ano zero" no início da nossa Era Cristã, já tinha sido notado logo em 1904, mas o erro nunca tinha sido corrigido por Russell ou Rutherford. (A Torre de Vigia de 1/12/1912, pág. 377) Assim, de outubro de 607 AEC até ao início da nossa era, passaram apenas 606 anos e 3 meses. Se for subtraído 2.520 anos a este período, temos outubro de 1914.

Saiba Mais Editar

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