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Escravo fiel e discreto (TNM 1984) ou Escravo fiel e prudente (TNM 2013), é um conceito central no sistema doutrinário das Testemunhas de Jeová. Desde 1927, têm sido a expressão usada para designar todos os cristãos Ungidos com Espírito santo na Terra, homens e mulheres, desde da Festividade do Pentecostes (6 de sivã) de 33 EC. (Atos 2:1-4) A identidade dos membros deste "escravo fiel e sábio" no intervalo temporal desde do II século EC até ao começo do século XX, é pura especulação.Em 2013, foi publicado um novo entendimento na A Sentinela de 15/7/2013. Afinal o "escravo fiel e prudente" é o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.

Parábola com interperetação profética

"Quem é realmente o escravo fiel e discreto [ ou "mordomo fiel, o discreto", segundo Lucas ] a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos [ ou "todo o corpo de assistentes" ], para dar-lhes o seu alimentono tempo apropriado [ ou "a sua medida de mantimentos no tempo devido" ]? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar [ na Segunda Vinda ], o achar fazendo assim! Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens." (Mateus 24:45-47 comparado com Lucas 12:42-44; na TNM 1984, em português 1986)

(Mateus 24:45-47 comparado com Lucas 12:42-44; na TNM 2013, em português 2015)

Desde 1927, o "escravo fiel e prudente" deixou de ser uma pessoa fisíca - Charles Russell. Passou a ser uma Classe ou Pessoa Coletiva. Eram todos os cristãos Ungidos, homens e mulheres, com o Espírito santo que estão na Terra. Alguns membros deste "escravo fiel" eram diretores na Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Este "escravo fiel" teria um corpo governante, que o representava, dirigia a Organização e servia de porta-voz de Deus. (A Sentinela de 1/2/1995 pág. 13 § 15)

Em 1995, com um novo entendimento da "geração de 1914 que não passará", o Corpo Governante alterou o ensino [ de 1966 ] que colocava o ano de 1935 como limite para as Testemunhas serem Ungidas. Desde abril de 1938, existem registos internos minimamente credíveis. Alegações de unções posterior a 1935 seriam casos pontuais. (A Sentinela de 5/2007 pág. 31) A geração de Ungidos que surgiu após 1935, foi aceite pelos crentes sem grandes questionamentos. O tempo limite só Deus o saberá. E a "geração que não passara" (Mateus 24:34, 36), agora se aplica os Ungidos dos tempo do fim.

Em 2013, foi publicado um novo entendimento na A Sentinela de 15/7/2013. Afinal o "escravo fiel" é o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. E "os seus domésticos" são cada Testemunha de Jeová, sejam Ungidas ou das "outras ovelhas" (João 10:16), que seguem os seus ensinamentos religiosos.

Russel - "o servo fiel e prudente"

Para os Estudantes da Bíblia, Charles Russell era encarado como "o servo [ ou mordomo ] fiel e prudente" de Cristo. Russell acreditava ter a missão de restabelecer a verdadeira doutrina cristã, reunir os verdadeiros cristãos e prover-lhes regular instrução religiosa até à Segunda Vinda de Cristo. Após a morte de Russell (1916), a identidade deste "escravo fiel" passou a ser compreendida como uma identidade coletiva. Em 1927, durante a presidência de Rutherford, a organização da Torre de Vigia de Bíblias & Tratados (dos EUA) assumiu-se como a Organização de Deus e Seu porta-voz.

Servo fiel e prudente - pessoa ou classe?

1904 - O "servo fiel e prudente" é uma pessoa, não uma Classe. "Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo [ Cristo ] designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? O sentido parece ser o de que quando viesse o tempo apropriado para o entendimento da parábola [ a Segunda Vinda de Cristo, 1874 até 1942 ], seria claro estabelecer: que no tempo do cumprimento da parábola o Senhor iria designar um escravo sobre os domésticos para trazer estas questões à atenção de todos eles [os servos], e que certas responsabilidades iriam recair sobre alguém, com respeito ao cumprimento de sua obrigação." (A Torre de Vigia de Sião de 15/4/1904 pág. 3355-6)

1916 - "Milhares de leitores do Pastor Russell acreditam que ele cumpriu o papel de "servo fiel e prudente", e que seu grandioso trabalho estava fornecendo aos domésticos alimento no tempo apropriado. Sua modéstia e humildade evitaram que ele abertamente reivindicasse este título, mas ele o admitiu em conversações privadas." (A Torre de Vigia de 1/12/1916 pág. 5998) O livro O Mistério Consumado, o vol. 7 da série Estudos das Escrituras, publicado em 1917, afirma na pág. 4-5 que o "Pastor Russell é identificado como o "escravo fiel e discreto" que dá "alimento no tempo apropriado".

"Milhares de leitores dos escritos do Pastor Russell acreditam que ele ocupava a posição daquele 'servo fiel e prudente' [de Mateus 24:45], e que sua grande obra estava provendo à Casa dos Fiéis o alimento em tempo apropriado. Sua modéstia e humildade o impediam de proclamar abertamente esse título, mas ele o admitiu em conversa particular." (A Torre de Vigia de 1/12/1916 pág. 357, em inglês) As Escrituras indicam que Russell foi escolhido pelo Senhor desde seu nascimento. Os dois mais proeminentes mensageiros foram [o apóstolo] Paulo e o Pastor Russell. Russell é "o servo" de Mateus 24:45-47." (A Sentinela de 1/12/1916 pág. 6159, reimpressão em inglês) "Todos os Estudantes da Bíblia, seguidores do Pastor Russell ..." (O Mistério Consumado, 1917, pág. 126, em inglês) "... o escravo fiel e discreto, Pastor Russell." (pág. 418, em inglês)"

1922 - A Divina Verdade vinha apenas de através Charles Russell. "Quando interrogado sobre quem era o servo fiel e prudente, Russell respondia, 'Alguns dizem que sou eu enquanto outros dizem que é a Sociedade; ambos são verdadeiros, já que Russell era, de fato, a Sociedade." (A Torre de Vigia de 1/3/1923 pág. 68, em inglês) "Não há ninguém na presente verdade hoje que possa honestamente dizer que recebeu um conhecimento do plano divino de outra fonte que não pelo ministério do Irmão Russell, directa ou indirectamente." (A Torre de Vigia de 1/5/1922 pág. 132, em inglês) "Não há nada na verdade presente de hoje alguém que possa honestamente dizer que recebeu conhecimento do Plano Divino de qualquer outra fonte que não o ministério do Irmão Russell ... Então, repudiá-lo ou à sua obra equivale a repudiar o Senhor ..." (A Torre de Vigia de 1/5/1922 pág. 132, em inglês)

"Em essência, mostramos que a Sociedade é uma organização inteiramente religiosa; que os membros aceitam como seus princípios de crença, a Santa Bíblia, conforme explicada por Charles T. Russell ..." (Anuário TJs de 1976 pág. 106) "Toda a indicação da providência do Senhor tem mostrado que Deus deu o Irmão Russell para a igreja como porta-voz para Ele; ... era o único canal pelo qual o Senhor lidera seu povo." (A Torre de Vigia de 15/9/1922 pág. 279) "Aquele que ocupou este posto é feito legislador sobre todos os bens do Senhor durante o tempo de sua incumbência no posto. Nós acreditamos que todos os que agora se regozijam na presente verdade vão reconhecer que o Irmão Russell fielmente ocupou o posto de servo especial do Senhor; e que ele foifeito legislador sobre todos os bens do Senhor." (A Torre de Vigia de 1/3/1923 pág. 68)

1927 - Escravo fiel e discreto é uma Classe, não uma pessoa: "Este erróneo pensamento de que Charles Russell era "o escravo fiel e discreto" foi esclarecido. O "escravo fiel" se tornou agora uma classe." (Anuário TJs de 1975 pág. 88). Cristo predisse que na sua Segunda Vinda haveria um "escravo fiel e discreto" que proveria alimento espiritual para os verdadeiros cristãos, agindo qual seu canal de comunicação e supervisionando o andamento dos interesses do Reino em toda a Terra. (A Sentinela de 15/1/1969 pág. 51) Sua importância ficou bem clara quando diz: "Todos nós precisamos de ajuda para entender a Bíblia, e não podemos encontrar a orientação bíblica de que precisamos fora da organização do "escravo fiel e discreto" [isto é, das publicações da Torre de Vigia]." (A Sentinela de 15/8/1981 pág. 19)


Afirmaram que Charles Russell "rejeitava qualquer reivindicação de ser, individualmente, em sua própria pessoa, aquele "escravo fiel e discreto". Ele nunca reivindicou ser tal." (O Reino de Deus de Mil anos se têm aproximado, 1972 pág. 345-6, autoria atribuida a Frederic Franz) Sugere que alguns Estudantes da Bíblia originais, e não a liderança da religião, se entregou a um culto de personalidade de Russell, o 1.º presidente da Sociedade Torre de Vigia de Pensilvânia.

Perdições e expetativas não cumpridas

Muitos se perguntam porque a líderança das Testemunhas de Jeová publicaram profecias erradas, que afirmavam serem de Deus e de maneiras nem sempre tão discretas, pode ser chamada de "escravo fiel e discreto"? A religião publicou uma resposta a esta questão na edição da A Sentinela de 1/9/2007.

Dentre outras coisas, o artigo afirmou na pág. 31: "O seguidor discreto, ou prudente, de Jesus é o que prevê as más consequências de seguir a sabedoria humana. Seu discernimento e bom senso o levam a firmemente basear sua fé, ações e ensinamentos no que Jesus ensinou. O "escravo fiel e discreto" também age assim. ... Assim, quando Jesus disse que "o escravo fiel era discreto", ele indicou que os representados por esse "escravo" mostrariam discernimento, prudência e bom senso porque baseariam sua fé, ações e ensinamentos na Palavra de Deus." O que o artigo não mencionou foi quais foram os ensinos ERRADOS ou EQUIVOCADOS - alegadamente bíblicos - que foram publicados e ensinados como ensinos bíblicos.

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