FANDOM


Charles Russell, entre 1886 a 1904, escreveu seis volumes de Aurora do Milénio. A partir de outubro de 1904, estes volumes passaram a ser chamados de Estudos das Escrituras, sendo o Volume 1 chamado de "Série I", o Volume 2 de "Série II", e assim por diante. O nome Estudos das Escrituras passou a ser usado de modo geral a partir de 1906. Eram baseados em conjeturas e interpretações fantasiosas de origem adventista. A cronologia bíblica do Antigo Testamento aceite por Russell seria mais tarde abandonada pela Sociedade Torre de Vigia quase por completo.

  • Vol. 1 - O Plano Divino das Eras (1886)
  • Vol. 2 - O Tempo Está Próximo (1889)
  • Vol. 3 - Venha o Teu Reino (1891)
  • Vol. 4 - O Dia da Vingança (1897), mais tarde chamado de A Batalha do Armagedom.
  • Vol. 5 - A Expiação Entre Deus e Homem (1899)
  • Vol. 6 - A Nova Criação (1904)
  • Vol. 7 - O Mistério Consumado (1917) - foi publicado como um trabalho póstumo de Russell, foi escrito por Clayton Woodworth e George Fisher, com aprovação de Joseph Rutherford.

Vol. VII - O Mistério Consumado Editar

Após a morte de Charles Russell, Joseph Rutherford (a Comissão Executiva da Sociedade) providenciou que dois associados, Clayton Woodworth e George Fisher, preparassem esse livro que trazia comentários sobre os livros bíblicos de Revelação, O Cântico de Salomão e Ezequiel. Em parte, se baseava naquilo que Russell tinha escrito sobre esses livros bíblicos, e outros comentários e explicações foram acrescentadas. O manuscrito completado foi aprovado para publicação pelos diretores executivos da STV e o anúncio da publicação do livro para a Família de Betel deu-se a 17 de julho de 1917. Nessa mesma ocasião, foi anunciado a demissão por decreto presidencial dos quatro diretores da STV - Alfred I. Ritchie, Robert H. Hirsh, Isaac F. Hoskins e J. Dennis Wright. Rutherford nomeou quatro novos diretores por Alexander Macmillan, W. E. Spill, J. A. Bohnet, e George Fisher, todos apoiantes de Rutherford. Vários membros da Família de Betel apoiaram os opositores.

Os quatro diretores expulsos aproveitaram a ocasião para incitar uma controvérsia de cinco horas perante a Família de Betel sobre a administração dos assuntos da STV. A dissenção interna na organização que não se relacionava com O Mistério Consumado. Na realidade, Rutherford pretendia assumir a presidencia da STV. Em suas publicações, a Sociedade tem continuado a perpetuar falsidades sobre os motivos reais do Cisma de 1917.

Alexander Macmillan, amigo de Rutherford e testemunha ocular dos fatos, escreveu em 1957: "O clímax aconteceu em julho de 1917, apenas seis meses depois de Rutherford ter sido eleito presidente. Ele tinha arranjado maneira de fazer o sétimo volume dos Estudos das Escrituras. Russell tinha escrito os primeiros seis. O sétimo volume, chamado O Mistério Consumado, era na realidade uma compilação de material proveniente de notas e escritos de Russell e foi lançado como um trabalho póstumo de Russell. Como, segundo os regulamentos, o presidente da STV também era o gestor dos assuntos da STV, Rutherford não tinha consultado o corpo de diretores e os quatro que se julgavam membros levantaram objeções veementes. Como resultado disso, a oposição deles à política e ao trabalho da STV tornou-se tão rancorosa que era impossível manter a unidade na sede se eles permanecessem. Foi-lhes pedido que deixassem a casa de Betel ou que alinhassem com o trabalho. Eles escolheram sair."

Os quatro anteriores diretores, Alfred Ritchie (em janeiro de 1917 tinha sido substituído na Vice-presidência por Andrew Pierson), Dennis Wright, Isaac Hoskins e Robert Hirsh, sempre contestaram que o relato oficial da Sociedade era uma mentira. Numa publicação chamada "Light after Darkness" ["Luz depois da Escuridão"] que eles e o Vice-presidente da STV, Andrew Pierson editaram em resposta a "Harvest Siftings," eles afirmaram: "Em primeiro lugar, nenhum dos Diretores que são falsamente acusados de serem murmuradores sabia nada acerca da publicação do sétimo volume antes de este ter sido lançado. Mais ainda, o assunto do sétimo volume estava completamente fora dos assuntos em discussão naquela ocasião. Nenhum dos irmãos acusados de serem murmuradores disse nada sobre o sétimo volume, nem tinham nenhum sentimento contra o volume."

A designação que Rutherford fez para a escrita e publicação de O Mistério Consumado foi uma ação de exercício de autoridade demonstrando falta de consideração, unilateral, que certamente ignorou os direitos e prerrogativas da diretoria de vários membros da comissão editorial da Sociedade. Embora Rutherford alegasse que estava exercendo direitos que lhe tinham sido conferidos sob a escritura da Associação Púlpito do Povo que dava ao presidente a supervisão geral e controlo e administração dos negócios e assuntos da dita corporação, isto não lhe dava poderes plenipotenciários para formular políticas. Além disso, ignoraram os direitos de supervisão, não só dos quatro diretores, mas também do Vice-presidente Pierson. Rutherford estava de fato a ignorar os desejos expressos de Russell conforme delineados no seu testamento. E se Rutherford tivesse sido levado a tribunal por ter demitido os quatro diretores, ele podia muito bem ter perdido.

O Mistério Consumado Editar

O livro continha ataques ao militarismo [ os EUA haviam entrado em guerra contra a Alemanha ] e ao clero da Cristandade. Isso resultou em forte oposição clerical. O livro foi proscrito pelas autoridades governamentais. A Sociedade Torre de Vigia lançou uma campanha acutilante contra o apoio do clero à guerra nos EUA, Canadá e Grã-Bretanha. Os diretores da STV (dos EUA) foram detidos, julgados e condenados. Encaravam as nações envolvidas como estando controladas por Satanás e seus demónios e fora do favor de Deus. Por isso, os Estudantes da Bíblia recusavam-se a servir como combatentes quando eram convocados para o serviço militar. Isso era encarado como violação de sua neutralidade cristã. Recusavam o juramento de bandeira ou cantar o hino nacional. Isso era encarado como sendo idolatria. Muitas vezes, foram aprisionadas e sofreram tratamento brutal, e em alguns casos, foram mortas.

Os sete volumes ensinavam que Cristo tinham voltado invisivelmente em outubro de 1874. O vol. 2 ensinava que o Armagedom já tinha começado e que terminaria em 1914. Em edições posteriores, progoraram essa expetativa para 1915. (pág. 101) No vol. 3, Russell usou a piramidologia egípcia para predizer eventos futuros. Também ensina que Deus mora na estrela Alcyone, na constelação das Pleiades. (pág. 327) Nota: Pleiades, são um grupo de estrelas na constelação do Touro, também chamadas de aglomerado estelar M45. Alcyone é a estrela mais brilhante. (Jó 9:9; 38:31; Amós 5:8)

O vol. 6 ensina que o espírito do Pastor Russell continuava a dirigir a Organização a partir do lado de lá da sepultura. (pág. 144, 256) Também identifica "Miguel e os seus anjos", mencionados em Revelação 12:7, como sendo "o Papa e os Bispos" da Igreja Católica (pág. 188) e declara que a Grande multidão que nenhum homem podia contar, mencionada em Revelação 7:9, ascende a "aproximadamente 411 840 000". (pág. 103)

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória