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Geena, em gr. géenna, é uma transliteração do hebraico geh Hinnóm que significa "vale de Hinom"; em latim, gehénna. Geena era a forma helenizada do nome do vale de Hinom, fora das muralhas de Jerusalém. Veja Josué 18:16. O vale é agora conhecido como Uádi er-Rababi.

Durante os reinados de Acaz e de Manassés, Reis de Judá, a Geena é mencionada como tendo sido usada para a prática de rituais de sacrifício humano em adoração a deuses cananeus, particularmente a Moloque. Entre seus rituais, incluíam o sacrifício de crianças. (II Crónicas 28:1-3) Foi Josias, Rei de Juda, neto de Manassés, que acabou com estes cultos por profanar o "Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom [em hebr. geh ben Hinnóm]", talvez por transformar este local no depósito de lixo de Jerusalém. (II Reis 23:10)

"Pois os filhos de Judá ... construíram os altos de Tofete, que está no vale do filho de Hinom, para queimarem no fogo a seus filhos e suas filhas, coisa que eu não havia ordenado e que não me havia subido ao coração." (Jeremias 7:30,31) É provável que "o vale dos cadáveres e das cinzas" mencionado em Jeremias 31:40 (BJ) se refira a este local. "Por causa deste santuário ritualístico para sacrifícios humanos, Jeremias amaldiçoou o lugar e predisse que se tornaria um lugar de morte e de corrupção. (7:32; 19:6) Este vale é mencionado, não por nome, em Isaías 66:24, como local em que os cadáveres de rebeldes contra YHVH devem jazer. Na literatura rabínica, porém, o fogo eterno não é certamente punição eterna. A Geena é um lugar em que os iníquos são destruídos de corpo e alma, o que talvez reflita a ideia de aniquilação. (Mateus 10:28)" (Dicionário da Bíblia de John L. McKenzie, 1965, em inglês)

No Novo Testamento, a sua primeira ocorrência se encontra em Mateus 5:22. Por vezes, é confundido erradamente com Hades e sinónimo do Inferno de fogo. Veio a tornar-se um depósito e incinerador de lixo de Jerusalém, no qual se jogava enxofre nos fogos para ajudar na queima. Lançavam-se ali os cadáveres de criminosos executados, considerados indignos de um sepultamento. Nenhum humano ou animal era lançado vivo na Geena. Simboliza apropriadamente a morte sem esperança de ressurreição, a destruição eterna, aniquilamento total. É o mesmo que "a segunda morte, o lago que queima com de fogo e enxofre". (Revelação 20:14,15; 21:8)

Geena ocorre 12 vezes no Novo Testamento (ou Escrituras Gregas Cristãs) nos seguintes textos:

  • Mateus 5:22,29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33 -
  • Marcos 9:43,45,47 -
  • Lucas 12:5 -
  • Tiago 3:6 -

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