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A data inicial da presença [em gr. parousía] invisível de Cristo era Outubro de 1874, foi ajustada para Outubro de 1914, em 1943.

A primeira vez que a STV relacionou de uma forma clara a última geração deste mundo com a data 1914, foi no folheto Base Para se Crer em um Novo Mundo, em 1953. (pág. 51, ed. inglês, português em 1956) Em 1950, no folheto Evolução Versus O Novo Mundo, citou "esta geração" num contexto envolvendo 1914 de forma implícita, sem associar de modo claro as duas ideias. (pág. 53, ed. inglês, português em 1953) Posteriormente, as publicações da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) começaram a ensinar que alguns da geração [ em gr. gená ] que nascera por volta de 1900 estariam vivas para ver o Armagedom e que isso aconteceria "no nosso Século Vinte". (Despertai! de 8/10/1968, pág. 13-4, ed. inglês) A partir da edição de janeiro de 1982, a revista Despertai! trazia em cada número a afirmação: "... esta revista promove confiança na promessa do Criador de estabelecer uma nova ordem pacífica e segura antes que desapareça a geração que viu os acontecimentos de 1914."

Em 1995, a citação acima foi modificada para: "... esta revista gera confiança na promessa do Criador de estabelecer um novo mundo pacífico e seguro, prestes a substituir o atual mundo perverso e anárquico." (Despertai! de 8/11/1995, pág. 4) Ao comentar esta modificação, a revista A Sentinela disse: "Será que o nosso ponto de vista mais preciso sobre "esta geração" significa que o Armagedom está mais longe do que pensámos? De modo nenhum!" (A Sentinela de 1/11/1995, pág. 20) A "geração de 1914 que não passará" passou a ser entendida, não como uma geração cronológica, mas de contemporâneos. Agora a "geração que não passará" se aplica aos cristãos Ungidos.

Em 1995, fizeram uma revisão do seu conceito sobre a "geração [em gr. gená] de 1914" que não passará. (Mateus 24:34; Marcos 13:30; Lucas 21:32; A Sentinela de 01/11/1995) Desde então, as profecias sobre o Tempo do Fim se mantém colocadas num futuro sempre próximo, mas indeterminado. Contudo na A Sentinela de 15/12/2003, pág. 15 § 6-7, sugeriu subtilmente a vinda do Armagedom no ano 2034, 120 anos depois de 1914.

rev Editar

A interpretação dos textos proféticos da Bíblia é uma das preocupações constantes da religião e tem sido a sua força motriz. São feitos cálculos a partir dos "dados" extraídos dos livros proféticos de Apocalipse e de Daniel. Ao longo da história das Testemunhas de Jeová, muitas datas foram apresentadas para acontecimentos relativos ao "fim do mundo" (ou seja, da sociedade humana apartada de Deus).

Russell acreditava piamente que o "tempo do fim" começou em 1799, Cristo voltou invisivelmente em Outubro de 1874, um período de colheita de 40 anos que terminaria em 1914. Em Outubro de 1914, findava o "fim dos tempos dos gentios", e então, viria o Armagedom e começava o Reino Milenar de Cristo sobre a Terra. Esta doutrina de central é fundamentada na destruição de Jerusalém e seu Templo por Nabucodonosor II em 607 a.C., e não em 587 a.C., conforme as evidências histórias. (Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, Carl Olof Jonsson, 1998, American Press, 3.ª edição)

Rutherford apresentou o ano de 1925, cuja interpretação foi abandonada, depois de passada. Houve também expetativas quanto ao fim da II Guerra Mundial. (Filhos, 1941, pág. 288, 312, 366) O atual Corpo Governante das Testemunhas de Jeová é mais prudente na predição de datas e na criação de mais expetativas equivocadas, como foi o fracasso das expetativas sobre o ano de 1975 (Crise de Consciência, Raymond Franz, Atlanta: Commentary Press, 1992, 2.ª edição, pág. 198-222) e da revisão forçada do seu conceito sobre a "geração [em gr. gená] de 1914" que não passará. (Mateus 24:34; Marcos 13:30; Lucas 21:32; A Sentinela de 01/11/1995) Desde então, as profecias sobre o Tempo do Fim se mantém colocadas num futuro sempre próximo, mas indeterminado. Contudo na A Sentinela de 15/12/2003, pág. 15 § 6-7, sugeriu subtilmente a vinda do Armagedom no ano 2034, 120 anos depois de 1914.

No Apêndice: 1914 - um ano significativo na profecia bíblica", do livro O que a Bíblia realmente ensina? (2005), reafirma a importancia do ano de 1914 na sua teologia, e consequentemente, o ano de 607 a.C. para destruição de Jerusalém por Nabuconodusor II. "Com décadas de antecedência, os estudantes da Bíblia anunciavam que em 1914 ocorreriam eventos significativos. Que acontecimentos seriam esses, e que evidências apontam para 1914 como ano tão importante?" (nas pág. 215 § 3) "Os 2 520 anos começaram em Outubro de 607 AEC, quando Jerusalém caiu diante dos babilónios e o rei da dinastia de David foi destronado. O período terminou em Outubro de 1914. Naquele tempo, terminaram os tempos designados das nações e Jesus Cristo foi empossado como Rei celestial de Deus." (nas pág. 217 § 4)

No ano de 1943 (em português, em 1946), a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados publicou o livro A Verdade Vos Tornará Livres. No Cap. 11, intitulado "A Contagem do Tempo", eliminou a inserção dos cem anos do período dos Juízes e seguiu o texto mais antigo e mais autêntico de Atos 13:20, aceitando os números soletrados das Escrituras Hebraicas. Isto avançou o fim dos seis mil anos da existência do homem para a década de 1970.

(Atos 13:19-21 diz "Depois de destruir sete nações na terra de Canaã, distribuiu-lhes a terra por sorte: tudo isso durante cerca de quatrocentos e cinqüenta anos. E, depois destas coisas, deu-lhes juízes, até Samuel, o profeta. Mas, dali em diante reclamaram um rei, e Deus lhes deu Saul, filho de Quis, homem da tribo de Benjamim, por quarenta anos.)

Naturalmente, eliminou o ano 1874 como data da volta do Senhor Jesus Cristo e do começo de sua presença ou parousia invisível. O milénio, que havia de ser assinalado pelo acorrentamento de Satanás, o Diabo, no abismo e pelo reino dos 144 000 co-herdeiros de Cristo em glória celestial, portanto, ainda era futuro. Então, que dizer da parousia (presença) de Cristo? Na pág. 330, o livro mencionado diz positivamente: "A presença ou parousia do Rei começou em 1914." Também, na A Sentinela de Janeiro de 1950, na pág. 7 § 22, faz-se a declaração: "Messias, o Filho do homem, veio no poder do Reino em 1914 EC, o que constitui a sua Segunda Vinda e o princípio da sua segunda parousia ou presença." ( citação de Venha o Teu Reino, 1983, pág. 209-10, Cap. 11 - "Aqui está o noivo!")

Inicialmente as Testemunhas de Jeová acreditavam que a "presença" ou "vinda" (em gr. parousia) de Jesus iniciara em 1874. O livro Verdade Vos Tornará Livres declara o acima, assim como todos os livros mais antigos. Foi apenas em 1925 que tal doutrina foi alterada.

Antes de 1925, as Testemunhas de Jeová acreditavam que 1914 era o Fim dos Tempos dos Gentios e da presença (em gr. parousía) de Cristo (que havia iniciado em 1874), e o Início do Armagedom. Isto é o que Russel e Rutherford acreditavam. As Testemunhas de então não estavam batendo à porta das pessoas e anunciando que a presença de Cristo estaria iniciando em 1914, mas antes que havia iniciado em 1874, que duraria 50 anos e culminaria no Armagedom. Então, em 1925 nós mudamos tudo isto. (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, pág. 138-9, Cap. 10 - Crescimento no conhecimento exato da verdade)

"Marcou época, portanto, em 1925, a publicação do artigo "Nascimento de Uma Nação" na A Torre de Vigia de 1/3/1925. O artigo fazia um estudo esclarecedor sobre Revelação (Apocalipse) Cap. 12. Apresentava evidências de que o Reino Messiânico nascera — fora estabelecido — em 1914, que Cristo começara então a governar no seu trono celestial e que, depois disso, Satanás fora precipitado do Céu para a vizinhança da Terra. Estas eram as boas novas que tinham de ser proclamadas, as novas de que o Reino de Deus já estava operando." (A Sentinela de 1/3/1987, pág. 15 - "Sobre a Torre de Vigia estou de pé")

Cada artigo, tanto da Sentinela como de Despertai!, e cada página inclusive as gravuras, são esquadrinhados por membros escolhidos do Corpo Governante, antes de irem para a impressão. Além disso, os que ajudam a escrever artigos para A Sentinela são anciãos cristãos, que reconhecem a seriedade da sua designação. (Veja II Crónicas 19:7.) Gastam muitas horas em pesquisar a Bíblia e outra matéria de referência, para certificar-se de que o artigo escrito seja a verdade e que siga fielmente as Escrituras. (Eclesiastes 12:9, 10; II Timóteo 1:13) Não é incomum que um só artigo de revista — que você talvez leia em 15 minutos — leve de duas semanas a mais de um mês para preparar.


"Por que, então, as nações não notam e aceitam a aproximação deste clímax de julgamento? É por não terem prestado atenção ao anúncio mundial do retorno de Cristo e de sua segunda presença. Muito antes da Primeira Guerra Mundial as Testemunhas de Jeová apontaram para 1914 como o tempo para este grande evento ocorrer." (A Sentinela de 15/6/1954 pág. 370 § 4)

"Ao olharmos para trás através dos anos, notamos claramente como a organização de Jeová nos tempos modernos progride em entendimento. Por exemplo, ela aprendeu que a segunda presença de Cristo haveria de ser em espírito, e não em carne, como muitos professos cristãos acreditam. Seu domínio seria desde os céus. Esta é uma nova revelação de grande importância para o povo de Deus, que esteve ansiosamente esperando sua segunda presença durante o fim do Século XIX. (A Sentinela de 15/7/1965, pág. 428)

"Com base no que ele disse, junto com as palavras de Daniel e de João, as Testemunhas de Jeová apontaram para o ano de 1914, com décadas de antecedência, como marcando o início da "terminação do sistema de coisas". (Despertai! de 22/7/1973, pág. 8)


Em 2007, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová teve um "novo entendimento" sobre o ensino biblico que colocava a data de 1935 como o limite para os cristãos serem Ungidos para entrarem no Céu. Os chamados "novos ungidos" que surgiram depois de 1935, são oficialmente reconhecidos garantindo a sobrevivência do Corpo Governante. Com esta nova interpretação, qualquer Testemunha pode reivindicar que foi Ungido por Deus com Espírito Santo, e consequentemente pode tomar do vinho e comer do pão na Refeição Nocturna do Senhor. Entretanto, o número de vagas mantém-se para apenas 144 000 pessoas e a sua contagem decrescente começou em 6 de Sivã de 33 EC. (A Sentinela de Maio de 2007, na pág. 31)

"A parousia ou "presença", de Cristo começou com entornização de Jesus no céu em 1914 e incluirá a "grande tribulação", durante a qual ele irá destruir os pervesos. (Mateus 24:21) Durante esta presença de Jesus acontecem muitas coisas, incluindo os "ultimos dias" deste sistema perverso, o ajuntamento dos escolhidos e a ressureição deles para a vida celestial. Pode-se dizer que o período que constitui a "terminação [em gr. syntéleia ] do sistema de coisas" corresponde ao período chamado presença [em gr. parousia] de Cristo.


No passado, esta revista explicou que, no primeiro século, "esta geração [em gr. gená]" mencionada em Mateus 24:34 se referia à geração comtemporânea de judeus descrentes. (A Sentinela de 1/11/1995, pág. 11-5, 19, 30-1) Aquela explicação parecia razoável porque, na Bíblia, todos os outros usos que Jesus fez so termo "geração" tinham uma conotação negativa e, na maioria dos casos, eles usou um adjectivo negativo, como "iníqua", para se referir a geração.

Como grupo, esses ungidos compõem a atual "geração" de contemporâneos que não passará "até que estas coisas ocorram".

Transcrição de A Sentinela de 15/2/2008, pág. 24 § 15:

Hoje, as pessoas que não têm entendimento espiritual acham que não há nada de "impressionantemente observável" com respeito ao sinal da presença de Jesus. Acham que tudo continua como antes. (2 Ped. 3:4) Por outro lado, os fiéis irmãos ungidos de Cristo, a atual classe de João, reconhecem esse sinal como se fosse um relâmpago e entendem seu real significado. Como grupo, esses ungidos compõem a atual "geração" de contemporâneos que não passará "até que todas estas coisas ocorram". (n.r: Pelo visto, o período no qual "esta geração" vive pararece corresponder ao período abrangido pela primeira visão do livro de Revelação. (1:10-3:22) Esse aspecto do Dia do Senhor se estende deste 1914 até que o último dos fiéis ungidos morra e seja ressucitado - Veja Revelação - Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, pág. 24 § 4.) Isso indica que alguns dos irmãos ungidos de Cristo ainda estarão vivos na terra quando a predita grande tribulação começar."

(A Sentinela de 15 /2/2008, pág. 21-5)

(Estudo Perpicaz das Escrituras, Vol. 3, pág. 321-4)

"Esta geração" - podemos calcular a sua duração? na caixa da pág. 25: A palavra geração em geral se refere a pessoas de várias idades que vivem num determinado período ou acontecimento. não se pode especificar a duração exacta desse período, execpto que tem um fim [em gr. télos] e que não é por demais longo. Assim, por usar a expressão "esta geração", conforme registada em Mateus 24:34, Jesus não deu a seus discipulos uma fórmula para determinar quando os "últimos dias" terminariam. Em vez disso, Jesus enfatizou que eles não sabiam aquele dia e aquela hora. (II Timóteo 3:1; Mateus 24:36)

Mais de 90 anos passaram desde que Jesus foi coroado Rei no céu, em 1914.

A reunião anual da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), realizada no Stanley Theater de Jersey City, em Nova Jersey, no dia 6 de Novembro de 2007, deu alguma "nova luz" relacionada com o entendimento da famosa expressão de Jesus - "A geração que não passará". Em um dos discursos, um membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová mencionou que eles estão convencidos de estar nos Últimos Dias do tempo do fim - independente do que cada Testemunha de Jeová deseja crer. Ademais, que o novo entendimento da geração de Mateus 24:34 é que só se aplica aos Ungidos. Deduziram isto seguindo um "esclarecimento" relacionado com dois versículos anteriores. (Mateus 24:32,33 - "Aprendei, pois, da figueira o seguinte ponto, como ilustração: Assim que os seus ramos novos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo. Do mesmo modo, também, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo às portas.") Em outro discurso, reconheceram que no passado haviam cometido erros ao propor datas, porém isto não elimina nem distorce a veracidade das profecias bíblicas. Além disto, Gerrit Losch enfatizou que o Corpo Governante e nem as suas publicações, não são inspiradas por Deus [isto é, não são infaliveis] e que nunca deveriam ser vistas desta forma.

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