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Ezequiel 38:1 profetizou sobre a vinda de um terrível rei, Gogue, da terra de Magogue [ erets ham Mâghogh ], príncipe e chefe [ nesiy' ro'sh, “o maioral-chefe”, NM ] de Meseque [ Meshekh ] e de Tubal [ Tuwbal = ferreiro ], para opor-se ao povo restaurado de Deus [ para uns, é um Israel figurativo, para outros, é o Israel literal ]. (Estudo Perspicaz das Escrituras, 1988, Vol. 2, pág. 242; Introdução à Leitura da Bíblia, J. Rinaldi, Livraria Tavares Martins, Porto, pág. 154-5)

Génesis 10:2 menciona Magogue como um dos filhos de Jafé, neto de Noé bíblico. Patriarca pós diluviano antepassado do povo Magogue. Também é uma região bárbara a norte da terra de Israel. O mesmo ocorre com Tubal. Nenhum deles se encontra na lista dos descendentes de Sem. (Alcorão 18, 93 e 31) Flávio Josefo pensou nos Citas. Talvez fosse um povo vizinho dos Medos. Gogue é um nome de origem obscura.

Os cap. 38 e 39 de Ezequiel descrevem a preparação dos exércitos liderados por Gogue, no seu ataque contra o povo de Deus e a sua repentina derrota. As nações que iam participar com Gogue na batalha representam diversos povos gentios inimigos do povo de Deus tentando derrubar Israel restaurado. Menciona "cavalos e cavaleiros, todos eles vestidos com esmero, uma congregação numerosa, com escudo grande e broquel, todos eles manejando espadas; com eles Pérsia, Etiópia e Pute [ Líbia ], todos eles com broquel e capacete; Gomer [ Gimir ] e todas as suas tropas, a casa de Togarma [ assír. Tilgarimu, curso superior do Rio Eufrates ], das partes mais remotas do norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo." (38:4-6 NM)

Nada no contexto - que usa um estilo apocalíptico - sugere que Gogue fosse uma pessoa histórica. O Cap. 37 é profundamente simbólico. Descreve uma ressurreição de pessoas num vale cheio de ossos secos. Os cap. 40 a 48 narram uma cidade e um templo figurado que representa a presença de Deus no meio de seu povo restaurado. No mesmo estilo, o profeta usa Gogue para representar a ameaça dos ímpios [ gentios ] que tentariam derrotar o povo de Deus.

Gogue de Magogue reaparece em Revelação 20:8-10 relacionado com o Juízo Final, no fim do Reinado Messiânico de mil anos. Desta vez, Gogue simboliza Satanás, o Diabo que é visto novamente como o líder dos rebeldes hostis ao povo de Deus. O resultado é precisamente o mesmo - a súbita e decisiva vitória de Deus sobre os Seus inimigos. Veja Juízo Final.

Como foi o caso no livro bíblico de Ezequiel, o contexto do livro de Revelação (Apocalipse) usa igualmente uma linguagem figurada, não sugerindo uma pessoa específica e histórica. Há muitas teorias e especulações fantásticas sobre passagens como estas, que deixam muitas pessoas tentando interpretar sinais sobre o fim dos tempos. A Bíblia ensina que a segunda vinda de Jesus Cristo, que será como ladrão da noite. (II Pedro 3:10) Naquele dia, ele nos julgará. (João 5:27-29)

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