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Com o fracionamento dos hemocomponentes, a transfusão de sangue homólogo total é um procedimento em desuso. Isso possibilita um uso mais racional dos componentes do sangue, mais eficaz e mais seguro. Na grande maioria dos casos, é necessário uma transfusão de hemocomponente específico ( por exemplo: concentrado de ericrótitos / concentrado de plaquetas / concentrado de fatores de coagulação / plasma ).

O uso de dávidas de sangue heterólogo tem ser criteriosamente indicado. As atuais indicações são para não realizar transfusões desnecessárias e otimizar o uso dos hemocomponentes. Os critérios mínimos para a realizar uma transfusão, vulgo gatinho transfusional, têm sido revisados pela prática clínica moderna. Em todos os casos, ter de ponderados os riscos e o benefício a atingir. Existindo terapêuticas alternativas seguras, estas devem ser preferidas. Tem de ser seguidas rigorosas normas de hemovigilância. Isso cautelar possíveis riscos imunológicos e riscos infeciosos potenciais, ainda que sejam minimizados, e eventuais riscos infeciosos emergentes. Um incidente transfusional grave pode causar a morte do paciente.

Os hemocomponentes com origem em dávidas heterólogas devem ser usados como o último recurso terapêutico ou o único recurso terapêutico. A transfusão deverá ser realizada somente quando o paciente corre perigo de vida, risco de lesões graves e irreversíveis (cardíacas, cerebrais, renais) ou iminente risco de morte. Numa transfusão de Urgência, apenas em casos de Extrema Urgência, não é realizada a prova de compatibilidade completa. Mas tanto médico assistente como o responsável pelo Serviço de Hemoterapia, tem de assinar um "Termo de Responsabilidade".

Sintomatologia Editar

Diz-se haver anemia quando a concentração da hemoglobina (Hgb) está abaixo de níveis ajuizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como normais em 13 g./dL para homens, 12 g./dL para mulheres, e 11 g./dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos. Caso a caso, deve ser ponderado a idade, o sexo, a relação altura e peso de cada paciente. A anemia pode envolver uma diminuição da precentagem de eritrócitos (ou hemácias) no sangue. A hemoglobina é uma molécula responsável pelo transporte do oxigénio para os tecidos e pela remoção do dióxido de carbono. Confere os eritrócitos a sua coloração avermelhada.

Apesar de ter sintomatologia própria, a anemia não é, em si, uma doença. As causas são bastante variadas e vão desde à carência de ferro (anemia ferropénica), carência de vitamina B12 (anemia perniciosa), carência de ácido fólico (anemia megaloblástica), doenças autoimunes, neoplasias mieloproliferativas, passando pelas alterações congénitas na estrutura da hemoglobina.

  • Com a Hgb entre 9 e 11 g./dL, há irritabilidade, dores de cabeça, debilidade muscular. No caso de pessoas mais idosas, podem sentir dores anginosas. Em todos os casos, o médico têm de determinar a causa da anemia, determinar o grau de tolerância do paciente, e se existem outros fatores de risco.
  • Com a Hgb entre 6 e 9 g./dL, há taquicardia (a partir de 100 batimentos por minuto inclusive), dispneia (dificuldades em respirar) e fadiga aos minimos esforços. Atualmente, se recomenda a transfusão de concentrado de eritrócitos para correção da anemia - quando as concentrações séricas de hemoglobina são menores que 7 g./dL, para manter a taxa de Hgb entre 7 a 9 g./dL. Com a Hgb abaixo de 3,5 g./dL, a insuficiência cardiovascular é iminente.


  • Pequena hemorragia uma perda até 10% do volume sanguíneo, como a que ocorre numa doação de sangue, é bem tolerada. No caso de idosos e desnutridos, poderá ser necessário fazer reposição de fluidos - uso de expansores plasmáticos, e possivelmente, transfusão de concentrado de eritrócitos. Uma perda de 10 a 20% do volume sanguíneo, causa a hipotensão postural que resulta em tonturas e desmaio.
  • Uma hemorragia moderada com perda de 15 a 30% do volume sanguíneo, necessitará de expansores plasmáticos, agentes estimuladores da eritropoiese (AAE), e possivelmente, transfusão de concentrado de eritrócitos ou fluidos carregadores de oxigénio à base de Hgb. Em todos os casos, determinar o grau de tolerância do paciente e se existe outros fatores de risco - doenças cardiacas, respiratórias, vasculares, reais, oncológicas, coagulapatias, hemoglobinapatias, ... Perda até 20% do volume sanguíneo, há sintomas escassos devido a ativação dos mecanismos compensatórios.
  • Uma perda superior a 20% do volume sanguíneo, entra em taquicardia (100 ou mais batimentos por minuto), vasocontrição com palidez cutânea, extremidades dos membros frias, coloração da pele azul-arroxeada devido ao aumento da Hgb não-oxidada e pressão arterial inferior a 90/60 mmHg. Corre risco de entrar em insuficiência cardiovascular.
  • É uma hemorragia grave se a perda ultrapassar 30% do volume sanguíneo. Sem reposição imediata de expansores plasmáticos, causa lesões graves e irreversíveis (cérebro, coração, rins) e resulta na falência multiplica dos órgãos. O paciente morre! Se for superior a 40% do volume sanguíneo é uma hemorragia muito grave.

A decisão de transfundir Editar

A decisão de transfundir ou não - durante o período perioperatório, foi dpor muito tempo fundamentada no diagnóstico de anemia a partir de taxa de hemoglobina menor que 10 g./dL e precentagem do hematócrito menor que 30%. Alterar o gatilho transfusional há muitos anos determinado, não constitui uma tarefa fácil. Estabelecer um limite rigoroso para cada caso clinico não é tão linear. Entretanto, evidências clinicas mais recentes obrigam a uma reavaliação pautada no fundamento científico e no bom senso.

Janela imunológica Editar

Outra ameaça é os riscos infeciosos no período da janela imunológica. É o tempo que decorre desde o momento da infeção e a deteção de anticorpos específicos contra o agente infecioso [ HIV, HTLV, HBV, HCV, CMV, sífilis, doença de Chagas, malária, ... ]. Os exames de sangue infetado neste período são falsos-negativos. É muito importante avaliar riscos associados à janela imunológica para a doação de sangue heterólogo. Diminui os riscos infeciosos, se o dador não omitir informações na triagem clínica e houver um controlo rigoroso das dávidas pela equipa que fez a colheita.

Oxigenoterapia hiperbáricaEditar

A oxigenoterapia hiperbárica ou terapias por oxigenação hiperbárica, visa tratar os mergulhadores vítimas de acidentes de descompressão. De entre outras patologias mais referenciadas para este tratamento, surgem a surdez súbita, o pé diabético e as úlceras crónicas. É uma excelente ajuda para acelerar o processo de cicatrização em casos pós-cirúrgicos, e igualmente, em doentes oncológicos. É muito útil no tratamento das complicações associadas à exposição de doentes oncológicos a radiações.

Saiba Mais Editar

Ligações Externas Editar

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