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As Testemunhas de Jeová advogam apenas a Teocracia, o governo de Jeová Deus. São bem conhecidas por divulgam mundialmente que o Reino de Deus como estabelecido em Outubro de 1914). Este reino é o único meio pelo qual a humanidade poderá obter paz, justiça, prosperidade e felicidade. Ensinam que os atuais governantes humanos, mesmo que possuam boas intenções, estão condenados ao fracasso. (Mateus 4:1-5; Lucas 4:5-8; João 14:30; I João 5:19) Veja A Sentinela de 1/11/1990, pág. 23-8 - Artigo intitulado: "Nossa sujeição relativa às Autoridades Superiores". A sua obra de Evangelização têm por tema as Boas Novas do Reino de Deus.

Devido a sua crença de Neutralidade, defendem o dirteito de serem estritamente neutras no que diz respeito aos conflitos entre as nações. Rejeitam qualquer envolvimento com a política, nem apoiam qualquer partido político, não assumem cargos políticos, não exercem o seu direito de voto em eleições políticas. Tampouco seus jovens prestam serviço militar quando obrigatório, quer seja armado ou não. Rejeitam também o racismo, o tribalismo, o nacionalismo e a xenofobia. Afirmam que isso não é compatível com a adoração que prestam a Jeová Deus. Por outro lado, não procuram interferir no que as outras pessoas fazem neste assunto e nem fazem qualquer tipo de campanha ou manifestações contra eleições partidárias.

A organização religiosa Testemunhas de Jeová / Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA), é uma organização estritamente religiosa, que não representa de forma alguma ameaça a Lei e a Ordem Pública. Apesar de se considerarem pacíficas, não se definem como pacifistas. (Despertai! de 6/2008, pág. 10-11 - "Quando a autodefesa é justificável?")Não questionaram o direito de Deus de autorizar o Antigo Israel a lutar por Ele quando aquela nação era seu único instrumento na Terra.

As Testemunhas de Jeová afirmam que a sua posição de Neutralidade Cristã, segundo o entendimento do seu Corpo Governante, é idêntica a dos primitivos cristãos. (Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, 1983, pág. 165-8) Crêem que a atual sociedade humana com suas instituições - governamentais, militares, comerciais e religiosas, estão sob o controlo de Satanás, o Diabo - também chamado de "governante do mundo". (João 14:30; A Sentinela de 15/12/1980, pág. 5-6) Ensinam que "este mundo", ou seja, a sociedade humana apartada de Deus e todos os seus apoiadores, vivem nos "Últimos Dias" [ no "tempo do fim" ] e serão destruídos na Batalha do Armagedom.

Querem dessa forma "viver no mundo", mas "não fazer parte do mundo". (João 17:16 NM - "Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.") Citam o próprio exemplo de Jesus Cristo, para mostrar que os verdadeiros cristãos não se envolvem nos assuntos do mundo. (João 6:15 NM - "Jesus, portanto, sabendo que estavam para vir e apoderar-se dele para o fazerem rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho."; João 18:36 NM - "Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.")

Desde 1999, o Corpo Governante deixou em aberto a possibilidade das Testemunhas votar num candidato individual. Tornou-se numa questão de consciência pessoal baseada no seu entendimento da Bíblia, e não uma imposição religiosa. Diz que "... cada Testemunha de Jeová decide o que fazer com base na sua consciência treinada pela Bíblia e no entendimento de sua responsabilidade para com Deus e o Estado." (A Sentinela de 1/11/1999, pág. 28)

No entanto, a sua posição de Neutralidade leva as Testemunhas de Jeová a não votar em eleições políticas. Nos casos em que a Lei exige que os cidadãos votem sob pena de sanções, a religião afirma que uma Testemunha decidir comparecer no local de voto, isso é uma questão pessoal. "O que ela faz na cabine de votação agora é entre ela e Deus." Nestes casos, o que as Testemunhas costumam fazer é apenas votar em branco. Ou seja, afirmam que a liderança da religião não proibe e nunca proibiu tal coisa.

Perseguição devido à Neutralidade Editar

Devido à sua posição neutra e intransigente quanto ao serviço militar obrigatório, saudação da bandeira nacional (ou equiparada a esta), cantar o hino nacional (ou equiparado a este) em cerimónias patrióticas, as Testemunhas de Jeová chegaram a ser duramente perseguidas, espancadas, encarceradas e executadas em muitos países, incluindo os usualmente conhecidos pela sua tolerância. Nos EUA e no Canadá, devido à expulsão em massa das escolas públicas de filhos de Testemunhas de Jeová, nos fins dos anos 30 e início dos anos 40 no Século XX, foi necessário que elas operassem as suas próprias escolas a fim de prover educação escolar para os seus filhos. Eram chamadas de Escolas do Reino.

Já em pleno Século XXI, em vários países, várias Testemunhas permanecem presas devido a se negarem a prestar o serviço militar obrigatório, algumas delas por mais de dez anos. Noutros países, são presas por lhes ser negado o direito à objeção de consciência em alternativa ao serviço militar. Isso constitui uma evidênte violação dos direitos humanos por parte de tais governos. Veja isso nas Notas de Impressa do Escritório de Informação Pública da religião.

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