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Um bom texto depende, antes de mais nada, de clareza de raciocínio e domínio do idioma. Não há que possa substituir esses dois requisitos. Deve ser um texto claro e direto. Deve desenvolver-se por meio de encadeamentos lógicos. Deve ser exato e conciso. Deve estar redigido em nível intermediário, ou seja, utilizar-se das formas mais simples admitidas pela norma culta da língua. Convém que os parágrafos e frases sejam curtos e que cada frase contenha uma só ideia. Verbos e substantivos fortalecem o texto, mas adjetivos e advérbios, sobretudo se usados com frequência, tendem a piorá-lo.

O tom dos textos noticiosos deve ser sóbrio e descritivo. Mesmo em situações dramáticas ou cómicas, é essa a melhor maneira de transmitir o fato da emoção. Deve evitar fórmulas desgastadas pelo uso e cultivar a riqueza dos vocábulos acessíveis à média dos leitores. O autor pode e deve interpretar os fatos, estabelecer analogias e apontar contradições, desde que sustente sua interpretação no próprio texto. Deve abster-se de opinar, exceto em artigo ou crítica.

"A falta de fatos deixa buracos que nenhum artifício de estilo consegue tapar". (Luiz Garcia, Manual de Redação e Estilo de O Globo)

Citações – As declarações do personagem da notícia deverão aparecer entre travessões quando abrirem parágrafo. As aspas serão usadas quando, em discurso indireto, o repórter reproduzir parte da fala ou quando citar trechos de documentos. Neste último caso, em que se incluem as justificações de projetos, não deve ser usado o travessão. (Ver Verbo no presente.) Não abrir dois parágrafos seguidos por travessões e evitar iniciar um parágrafo com travessão quando o anterior tiver sido encerrado por aspas. Citações devem ser usadas com parcimônia. Mesmo em uma matéria sobre um pronunciamento, não se deve abusar do discurso direto. Alguns recursos para variar o texto são: sintetizar o pensamento do personagem da matéria; usar discurso indireto, abrindo aspas para uma frase – evitar colocar entre aspas palavras ou expressões isoladas –, e reproduzir as idéias usando as palavras do autor, sem as aspas. (Ver Aspas.)

Citações/correção – Ninguém está livre de cometer equívocos. O repórter deve tomar cuidado ao reproduzir a fala de alguém que possa ter cometido erros de português ou ferido a lógica ou os fatos. Se houver dúvida quanto a dados mencionados, o melhor é procurar esclarecimento com o autor das mesmas ou com sua assessoria.

Palavras estrangeiras – A Enciclopédia preferem adotar a tradução em português das palavras estrangeiras sempre que for possível.

Adjetivos – O texto jornalístico elegante é econômico em adjetivos. Usa-se o adjetivo apenas quando for relevante no contexto. Em lugar do adjetivo “extenso” para qualificar um relatório, por exemplo, é preferível informar o número de páginas do documento. Deve-se evitar também a imprecisão de alguns, diversos, muitos, poucos.

Aspas – As aspas serão usadas quando, em discurso indireto, o repórter reproduzir parte da fala ou quando citar trechos de documentos. O uso de frase entre aspas na abertura de uma matéria só será aceito quando a frase for curta e de impacto, conforme dito anteriormente. Colocar uma única palavra entre aspas não é bom recurso estilístico, pois torna o texto ambíguo. O termo pode assumir sentido pejorativo ou levar o leitor a crer que seu uso entre aspas signifique manifestação de ironia e que deveria ser entendido no sentido oposto ao conhecido. Se a intenção do repórter é indicar que aquela foi exatamente a expressão usada por alguém, deve reproduzir uma frase completa ou um trecho mais extenso da declaração. Aspas e travessões devem ser usados com cautela, para valorizar a informação.

Nomes e números – Os números e nomes próprios mencionados em cada texto merecem checagem cuidadosa e atenção.

Porcentagens / quantias – Ao grafar quantias e percentuais, não se deve temer a repetição de símbolos ou palavras que tornem as cifras mais precisas.

Siglas – Os nomes de entidades ou agências governamentais citadas em matérias devem aparecer inicialmente por extenso, seguidos pela sigla entre parênteses. Exemplo: Fundo Monetário Internacional (FMI).

Tamanho das matérias – Os textos devem ser concisos, sem ser telegráficos. Pequenos registros terão até 15 linhas. As notícias que não sejam sobre os temas considerados principais do dia deverão conter, em média, de 20 a 30 linhas. As matérias relativas sobre os temas considerados principais terão até 40 linhas. Qualquer texto com tamanho superior ao estabelecido deverá ser aprovado pela chefia de reportagem.

Tempo verbal – No caso de aprovação de projeto, mesmo em votação final, é preciso lembrar que, para entrar em vigor, a proposta precisa ser sancionada (Projeto de lei) ou promulgada. Portanto, é incorreto dizer, por exemplo, que "a legislação revogada permitia", porque ainda permite, ou que “o texto alterado determinava”, porque ainda determina.

Travessão – Sempre que uma declaração estiver completa, deve ser iniciada por travessão, na abertura do parágrafo, e encerrada por outro travessão, seguido de um verbo dicendi. As aspas devem serusadas quando o texto reproduzir apenas parte da fala do personagem da notícia.

Verbos declaratórios – Em citações textuais, quando em discurso direto, devem ser usados os verbos dicendi (do verbo dizer) dizer, afirmar, declarar. É preferível abusar deles a empregar outro verbo inadequadamente. Podem ser usados também verbos (e suas formas verbais) considerados neutros – observou, argumentou, acentuou, acrescentou. O repórter deve ficar atento para o emprego adequado a cada caso. (Ver Citações e Discursos, neste capítulo, e as referências a verbos no capítulo Conhecimentos Gerais/Português.)

Verbos a serem evitados – Devem ser evitados verbos que possam denotar ou implicar uma apreciação do repórter a respeito da declaração citada. Ex.: disparou, ironizou. (Mais informações sobre a aplicação correta dos verbos no capítulo Conhecimentos Gerais/Português.)

Verbos no presente – A utilização de verbos no presente ("O senador Sicrano de Tal defende a aprovação do projeto de incentivos fiscais ...") é recomendada em revistas. Na E, o uso do presente deve estar limitado a títulos e à reprodução de opinião do relator em um parecer, pois neste caso tratase de declarações constantes em um documento, que é perene. Pode-se dizer: "Em seu relatório, o senador argumenta que ... ". No caso de entrevista concedida pelo relator ou de sua participação em uma reunião de comissão – quando apresenta seu relatório, por exemplo –, as frases citadas pelo relator devem ser transcritas sempre com os verbos no pretérito.

Título – Um título bem feito estimula o leitor a interessar-se pelo texto. Um bom título deve resumir com clareza a principal informação da matéria (que normalmente estará no lead), evitando termos que impliquem opinião sobre o conteúdo. Precisa estar harmonizado com o sutiã, a legenda da foto, o olho do texto, sem repetir informações. Sempre que possível, o título deve ter verbo conjugado no presente do indicativo e ser formado apenas pelas palavras indispensáveis. Deve-se evitar o uso do pretérito e negativas. É preferível “Senado aprova o fim da CPMF” a “Senado aprovou o fim da cobrança da CPMF”. É preciso muito cuidado com o uso de verbos em conjugação composta em títulos, o que pode facilmente levar a erro: “Governo prevê investir R$ 30 bilhões na educação”. A conjugação composta é feita apenas com os verbos auxiliares – ser, estar, ter, haver, ir, vir, querer. Alternativas corretas seriam: “Governo prevê investimento de R$ 30 bilhões na educação” ou “Governo quer investir R$ 30 bilhões na educação” (em que “investir R$ 30 bilhões na educação” tem função sintática de objeto direto).

Parágrafo– O parágrafo é construído em torno de uma ideia central econstitui uma das partes em que o autor considerou conveniente dividir seu assunto dentro do texto. Geralmente o parágrafo contém uma introdução, que é a exposição sucinta da ideia núcleo, e o desenvolvimento do tópico, quando se especifica, justifica, fundamenta o tema. As frases do parágrafo precisam, portanto, estar integradas. O desenvolvimento do parágrafo deve conter ideias “em cadeia”, assim como os parágrafos de um texto devem estar conectados entre si. São qualidades principais do parágrafo a coesão e a coerência. O bom domínio da técnica da divisão em parágrafos depende da clareza que o autor

Fotos – Não publica fotos que exponham ao ridículo pessoa ou instituição, explorem defeito físico ou distorçam características pessoais.

Identificação das fotos – É obrigação do fotógrafo identificar com precisão todas as fotos do dia. Não basta escrever, por exemplo, “reunião da Comissão de Assuntos Sociais” para identificar a mesa da comissão. Personalidades de fora do Senado devem ser identificadas nas fotos na ordem adequada (da esquerda para a direita) e o fotógrafo deve se certificar da grafia correta de seus nomes.

Ilustrações e infográficos – Ilustrações e infográficos devem ser usados quando representarem um acréscimo à informação contida na matéria, como forma de esclarecer o leitor. Como no caso de fotografias, não publica ilustrações e infográficos que exponham ao ridículo pessoa ou instituição, explorem defeito físico ou distorçam características pessoais.

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