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Enciclopédia das Testemunhas de Jeová

Porneia

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O termo porneia [ do gr. porneía ] constitui o único motivo para o divórcio bíblico entre as Testemunhas de Jeová. Este é o único motivo permitido para que o conjuge inocente possa casar-se novamente. Para as Testemunhas, já não existe o conceito de porneía dentro do casamento biblicamente válido ou porneia marital. Porneia está relacionado com o verbo gr. porneúo, "prostituir". Designa todas as relações sexuais ilícitas, fora do casamento biblicamente válido. Inclui as relações sexuais entre pessoas não casadas, sexo oral, sexo anal (sodomia), acariciar os órgãos genitais ou masturbação mútua de alguém com quem não se está casado.

Não é necessário penetração para que o ato constitua porneía, tampouco que tenha atingido o orgasmo. Incluí a prática de atos homossexuais e de atos sexuais com animais. Não se trata de toque casual dos órgãos genitais entre pessoas. Envolve a manipulação dos órgãos genitais. Porneia abrange o abuso sexual de crianças, a pedofilia, incluindo a pederastia. A masturbação não constitui porneía, tampouco quem foi vítima de violação sexual é culpado de porneía. Em sentido figurado, porneía significa adoração de um outro deus, idolatria, infidelidade religiosa, prostituição religiosa. (Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, 1991, pág. 92-4; A Sentinela de 15/2/1975, pág. 128; Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 2, pág. 154-5; A Sentinela de 15/9/1983 pág. 30; Mantenha-se no amor de Deus, 2008, cap. 9 § 7)

Motivo bíblico para divórcio Editar

As publicações da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) ensinam desde Charles Russell, que o adultério constituía a única base legítima para o divórcio. (Mateus 19:9) Isto significa que nenhuma Testemunha poderia se divorciar bíblicamente [ isto é, livre religiosamente para novamente se casar ] de seu cônjuge devido a homossexualidade, atos homossexuais, ou ainda, por atos sexuais com animais.

Os cônjuges Testemunhas inocentes foram instruídas nestes casos pelos anciãos congregacionais a continuar a cumprir as suas obrigações maritais. O seu entendimento era que "embora tanto a homossexualidade como a bestialidade sejam perversões repugnantes, nenhum destes casos se rompe o vínculo marital. Este é violado apenas pelos atos que tornam a pessoa uma só carne com outra pessoa do sexo oposto que não é seu cônjuge legal." (A Sentinela de 15/5/1972, em inglês) Consequentemente, se nesse tempo uma Testemunha tivesse divorciado legalmente do seu cônjuge com base na homossexualidade ou bestialidade, e casado com outra pessoa, poderia ser desassociada por adultério por não ter motivo bíblico.

Em 1972, um novo entendimento sobre o significado de porneia [ fornicação ] na declaração de Jesus sobre o divórcio em Mateus 19:9, explicava que Jesus teria em mente todos os tipos de relações sexuais ilícitas. (A Sentinela de 15/12/1972, em inglês; A Sentinela de 1/5/1973, em português) Agora uma pessoa casada que tenha relações sexuais imorais, quer com alguém do sexo oposto, quer com alguém do mesmo sexo, quer de modo natural, quer desnatural ou pervertido, é culpada de cometer porneía. O cônjuge culpado de séria imoralidade sexual, pode ser dessassociado, e o cônjuge inocente pode biblicamente divorciar-se dele, se o desejar fazer.

Em 1978, por causa da preocupação crescente entre as Testemunhas, sem dúvida devido ao grande número de cartas pedindo clarificações à Sede mundial e seus escritórios de Filial, a religião inverteu seu entendimento sobre o assunto.

"Deve ser reconhecido que a Bíblia não apresenta nenhumas regras ou limitações específicas sobre a maneira em que o marido e a mulher realizam suas relações sexuais." Depois da STV ter sido dogmática no assunto da porneia marital durante seis anos, a revista A Sentinela declarou no mesmo artigo: "Isto não deve ser entendido como conivência com todas as diversas práticas sexuais em que as pessoas se empenham, porque não é assim. Simplesmente expressa-se o vivo senso de responsabilidade de deixar as Escrituras predominar, e de se refrear de tomar uma posição dogmática, quando a evidência parece não fornecer base suficiente. ... Expressa a disposição de deixar o julgamento de tais assuntos maritais, íntimos, nas mãos de Jeová Deus e de seu Filho'. (A Sentinela de 1/8/1978, pág. 31) Dai em diante, os anciãos congregacionais já não se deviam preocupar com os límites nas íntimidades no relacionamento marital.

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