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Cristo tornou-se Rei

Em 1877, Nelson Barbour no livro Três Mundos e a Colheita deste Mundo, proclamou que na primavera setentrional de 1878 que Cristo tornaria-se Rei e que os santos que viviam na Terra seriam arrebatados fisicamente para estarem para sempre com Cristo no céu. (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1992 pág. 632-3; Sombras do Tabernáculo dos Melhores Sacrifícios, Charles Russell, 1881)

Os Estudantes da Bíblia acreditavam que os eventos do I Século EC tinham paralelos com Outubro de 1874. Concluíram que, se o batismo e a unção de Jesus no Outono de 29 EC tivesse paralelo com o começo de uma presença invisível em 1874, sua entrada em Jerusalém como Rei, montado num jumento, na primavera setentrional de 33 EC, indicaria a primavera setentrional de 1878 como o tempo em que ele assumiria seu poder como Rei celestial. Eles também pensavam que receberiam a sua recompensa celestial naquele tempo. Quando isso não aconteceu, concluíram que, uma vez que os seguidores ungidos de Jesus participariam com ele no Reino, a ressurreição para a vida espiritual dos que já dormiam na morte começara então. Arrazoava-se também que o fim do favor especial de Deus ao Israel natural até 36 EC pudesse apontar para 1881 como a época em que a oportunidade especial de tornar-se parte do Israel espiritual terminaria.

Criam que a suposta referência ao "o dobro" [ em hebraico mish·néh, "montante duplo", "o dobro", "pleno montante" ] de Jacó na Jeremias 16:18 (KJV) provaria isso. Cálculavam que passara 1.845 anos da morte de Jacó até 33 EC, quando Israel como povo foi rejeitado por Deus, e que o dobro desse tempo, estendia-se de 33 EC a 1878. Foi ainda ensinado que a desolação de Jerusalém em 70 EC - 37 anos depois que Jesus fora aclamado como rei quando entrou em Jerusalém montado num jumento - pudesse apontar para 1915 - 37 anos após 1878 - como ponto culminante de levante anárquico que Deus permitiria como meio de acabar com as existentes instituições do mundo. Parecia-lhes que isto se ajustava bem com o que fora publicado a respeito do ano de 1914 como assinalando o fim dos Tempos dos Gentios e 1874 como a Segunda Vinda de Cristo.

Em 1878, o tão esperado arrebatamento dos santos não aconteceu. Sucedeu o mesmo com as expetativas criadas para 1881, 1915 e 1918. Até 1924, os Estudantes da Bíblia ainda acreditavam que Cristo tornou-se Rei em 1878. A partir de 1918, ensinavam que 1925 era o fim de um ciclo de 70 Jubileus típicos [ 70 x 50 anos ou 3500 anos ] a partir da entrada de Israel em Canaã [ na Cronologia bíblica de então, em 1575 AC ].

Esse ano marcaria o início do Reino de Cristo de 1.000 anos, o grande Jubileu antitípico. (Levítico 25:8-10) Os Estudantes da Bíblia esperavam nesse ano receber a sua recompensa celestial. Também esperavam que os "fieis da antiguidade" [ de Hebreus Cap. 11 ] seriam ressuscitados para viverem na Terra. (Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão, 1920, publicado em português em 1923) O discurso "O Mundo Acabou - Milhões Que Agora Vivem Talvez Jamais Morram" foi proferido pela primeira vez por Joseph Rutherford, em Fevereiro de 1918. Num período de dois anos, grandes cartazes e jornais, junto com ampla campanha pessoal de publicidade mundial, anunciaram este discurso e o subsequente tratado, em 1920.

Em 1925, surge um novo entendimento. No artigo "Nascimento de Uma Nação" na A Sentinela de 1/3/1925 apresentou um novo estudo sobre Revelação Cap. 12. Agora ensinava que em Outubro de 1914 [ na sua Cronologia bíblica ], Satanás e seus anjos foram expulsos do céu e Cristo tornara-se Rei. (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1992, pág. 138-9; Libertação, 1926)

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