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Rolf Johan Furuli (n. 19 de dezembro de 1942) é uma Testemunha de Jeová de Oslo, Noruega. Ele serviu como Superintendente de Distrito das Testemunhas de Jeová na Noruega. Atualmente, é encarado pelas Testemunhas norueguesas como o principal defensor da Cronologia Biblica da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) no seu país. Ele apresenta como autor de diversos livros e conferencista especialista em línguas semíticas na Universidade de Oslo. Além de falar noruguês e inglês, afirma saber ler acádio, sumério, hebraico, aramaico e grego. Em 2005, finalizou sua tese de doutorado propondo uma nova visão para o hebraico clássico, sendo sido este estudo editado e publicado. Elaborou uma tese de doutoramento que propõe um novo entendimento do sistema verbal do Hebraico Clássico. Trabalhou por muitos anos com Teoria de Tradução, e publicou dois livros sobre tradução bíblica.

Tornou-se num Académico Editar

Com aprovação óbvia do Corpo Governante, em 1984, aceitou a missão de refutar o trabalho erudito do suéco Carl Olof Jonsson sobre os erros da cronologia da Sociedade Torre de Vigia a respeito dos Tempos dos Gentios. A primeira tentativa desse tipo feita por Rolf Furuli, foi um tratado de mais de cem páginas, intitulado A Cronologia Neo-babilónica e a Bíblia, em 1987. Imitando a STV no Apêndice do Cap. 14 do livro Venha o Teu Reino (1981), o Furuli no seu tratado, tenta minar a fiabilidade das fontes históricas e as conclusões dos eruditos sobre a Cronologia Neo-babilónica.

As primeiras 31 páginas da resposta de Jonsson - que tinham um total de 93 páginas - foram enviadas para as Testemunhas norueguesas na primavera de 1987, sendo fornecida uma cópia desta a Rolf Furuli. Furuli percebeu rapidamente que sua argumentação era insustentável. Para evitar isto, ele escreveu a Jonsson uma carta particular, datada de 23/4/1987, na qual descreveu o seu tratado como apenas "notas privadas que não representavam as suas opiniões atuais em todos os detalhes", mas eram somente uma expressão da "informação que lhe estava disponível na época em que foram escritas". Furuli pediu ainda Johnson que "destruísse a minha cópia do seu tratado e que não o citasse novamente".

Três anos depois, Furuli preparou um segundo tratado direcionado para derrubar as evidências históricas apresentadas por Jonsson. Durante algum tempo, Furuli estudou hebraico na Universidade de Oslo, e no seu novo tratado de 36 páginas datado de 1/2/1990, tentou argumentar que os setenta anos "para Babilónia" estava em conflito com o texto hebraico. Consultando vários hebraistas escandinavos proeminentes, Johnson escreveu uma resposta de 69 páginas, demonstrando em detalhe que os seus argumentos ao longo de todo o tratado eram baseados no seu conhecimento muito imperfeito do hebraico.

Académico rescreve a História Editar

A "Cronologia Persa e a Duração do Exílio Babilónico dos Judeus" é o primeiro de dois volumes nos quais Rolf Furuli tenta revisar [ isto é, rescrever segundo a óptica do Corpo Governante ] a cronologia históricamente estabelecida para os períodos Neo-babilónico e Persa. Na realidade, o seu objetivo é defender a cronologia bíblica das Testemunhas de Jeová que sustenta as suas doutrinas construídas em torno do ano de 1914. Furuli concluí que a cronologia secular "está em conflito com a Bíblia [ na realidade, com o atual entendimento biblico do Corpo Governante ]".

Furuli insiste na interpretação de que a Bíblia mostra “inequivocamente”, “explicitamente” e “definitivamente” que Jerusalém e a terra de Judá permaneceram desoladas por 70 anos literais, até o momento em que os exilados judeus em Babilónia retornaram a Judá em resultado do Decreto de Ciro, no seu 1.º ano de reinado após a conquista de Babilónia, ou seja, 538/537 AEC. (Cronologia Persa e a Duração do Exílio Babilónico dos Judeus, Vol. 1, 2003, pág. 17, 89 e 91, ed. em inglês) O Prof. Furuli procura ajustar a História aos seus conceitos religiosos pré-estabelecidos, sem questionamentos.

Furuli defende que a destruição de Jerusalém e desolação da terra de Judá, no 18.º ano de Nabucodonosor II, ocorreu na realidade 70 anos antes, em 607 AEC. Conforme foi amplamente documentado neste livro, isto contraria a moderna pesquisa histórica, que fixou o 18.º ano de Nabucodonosor em 587/586 AEC. Furuli não menciona explicitamente o ano 607 AEC neste volume.

A maior parte dos dez capítulos deste primeiro volume contém um exame crítico dos reinados dos reis persas desde Ciro II até Dario II. A principal alegação desta discussão é que o 1.º ano de Artaxerxes I deverá recuar 10 anos, de 464 AEC para 474 AEC. Ele não menciona que esta é uma ideia antiga, que pode remontar ao famoso teólogo jesuíta Denis Petau (Dionísio Petávius), o qual apresentou esta ideia pela primeira vez em um trabalho publicado em 1627. A revisão de Petávio tinha como base teológica. As "setentas semanas [ de anos ]" ou 490 anos literais, mencionados de Daniel 9:24-27, devem ser contadas desde o 20.º ano de Artaxerxes I até 36 EC (a data que Dionísio apresentou como o fim do período). Assim, o 20.º ano de Artaxerxes I terá de recuar de 445 AEC para 455 AEC. Furuli nada diz sobre este motivo subjacente para a revisão que propõe.

Saiba Mais Editar

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