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O termo sábado [ shabat, "cessar", pelo lat. sabbatum, significa "cessar" ou interromper algo ou alguma coisa, tem o sentido de descansar ou repousar ] designa o dia [ yom ] de descanso dos judeus, isto é, o 7.º dia da semana. O 7.º dia da semana como dia de descanso foi dado ao povo de Israel. É um dos dos Dez Mandamentos, depois incorporados na Lei Moisaica.

A narrativa do Génesis diz que Deus cessou as obras criativas no fim do 6.º dia criativo, e no 7.º dia "descansou" em sentido figurado. Este era o dia de sábado de YHWH. Esse dia [ yom ] não era <u>de 24 horas ou de mil anos</u>. De igual forma, o povo de Israel deveria trabalhar durante 6 dias na semana, sendo o 7.º dia, consagrado para culto e adoração de YHWH.

Alguns grupos adventistas estão profundamente convitos da obrigatoriedade eterna para os cristãos da guarda dos sábados. Para manter o sábado como um dia sagrado, abstêm-se de todo o trabalho secular desnecessário. Acreditam que guardar do 7.º dia é o sinal que irá distinguir entre os que servem a Deus dos que não O servem. (Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 605, 1986, Publicadora Atântico)

"Lembrando o dia de sábado [ yom shabat, "dia de descanso" ] para o manteres sagrado, deves prestar serviço e tens de fazer toda a tua obra por seis dias. Mas o sétimo dia é um sábado, para YHWH, teu Deus. Não deves fazer nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal doméstico, nem teu residente forasteiro que está dentro dos teus portões. Pois em seis dias fez YHWH os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e no sétimo dia [ criativo ] passou a descansar. É por isso que YHWH abençoou o dia de sábado e passou a fazê-lo sagrado." (Êxodo 20:8-11; Deuteronómio 5:14-15; Génesis 2:1-3) Mesmo antes da celebração do Pacto da Lei Moisaica, o povo de Israel não fazia recolha do maná no 7.º dia da semana. (Êxodo 16)

Os líderes religiosos judaicos criaram imensos legalismos sobre o que era e não era lícito fazer no Dia de Sábado. O Messias, contrariando os legalismos do Judaísmo, afirmou que ele era "o Senhor do Sábado". (Mateus 5:17) A Lei Moisaica servia de tutor do povo de Israel até ao aparecimento do Messias (Cristo). (Mateus 12:8) Para os cristãos, a guarda do sábado semanal, dos anos sabáticos e do Ano Jubileu prefiguravam o vindouro Reinado de Cristo. (Hebreus 10:1)

Os cristãos judeus do I século EC continuaram a fazer ofertas e sacrifícios queimados no Templo de Jerusalém e a celebrar as festividades judaicas. Inclusivamente guardavam o dia de Sábado. Mas requisitos da Lei Moisaica, inclusive os 10 Mandamentos, foram substituídos pela Lei do Cristo. (Mateus 22:34-36) "... quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei." (Hebreus 7:12) Com o Cristianismo, deixou de ser obrigatório a guarda dos sábados para os cristãos. "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa [ celebrações anuais ], ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo." (Colonossenses 2:16-17; Hebreus 10:1)

A 7 de março de 321 EC, o Imperador Constantino I decretou que o Domingo [ "Dia do Senhor"; para os romanos, era o "Dia do [deus] Sol" ] fosse o sétimo e principal dia da semana. Assim, o dia de sábado passou a ser o sexto dia da semana. No Concílio de Nicéia, em 325 EC, foi confirmado o Domingo como dia de culto dos cristãos, em substituição do dia de sábado, o costume judaico. Conquistas sociais mais recentes resultaram que o dia de repouso dos trabalhadores fosse de 2 dias - sábado e domingo.

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