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Até maio de 1996, os jovens Testemunhas de Jeová rejeitavam o Serviço Cívico alternativo ao Serviço Militar quando obrigatório, pela razão de este ser uma substituição. A politica organizacional reclamava a isenção. O entendidemnto do Corpo Governante era que "qualquer trabalho que fosse simples substituto para o Serviço Militar não seria aceitável às Testemunhas de Jeová." (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1991, pág. 166; Despertai! de 6/5/1975, pág. 22; Despertai! de 8/7/1971, pág. 9) Por que objetavam? "Porque estudaram os requisitos de Deus e depois fizeram uma conscienciosa decisão pessoal. Ninguém lhes diz o que devem fazer." (Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, 1983, pág. 167; A Sentinela de 1/9/1986, pág. 20)

Entre 28 de janeiro a 15 de novembro de 1978, o Corpo Governante se reuniu várias vezes para deliberar sobre o Serviço Cívico alternativo ao Serviço Militar. "Os membros do Corpo Governante [ de então ], John Booth, Ewart Chitty, Raymond Franz, George Gangas, Leo Greenles, Albert Schroeder, Grant Suiter, Lyman Swingle, e Daniel Sydlik acharam que a proibição do serviço civil alternativo não era bíblica. Votaram contra a permanência dessa norma. Carey Barber, Frederick Franz, Milton Henschel, William Jackson, Karl Klein votaram a favor da permanência da norma. Tedodore Jaracz (1) se absteve. Nove (9) votos contra cinco (5). Mas nove votos não representavam 2/3 no número de membros do Corpo Governante e por causa de apenas um (1) voto". A indespensável maioria de 2/3 só seria atingida a 15 de novembro, com Lloyd Barry. (Crise de Consciência, Editora Hagos, São Paulo, pág. 117-122) Na reunião de 15 de Setembro de 1979, a votação ficaria novamente empatada. Esta sua política interna - alegadamente bíblica, acabaria por ser mudada apenas em maio de 1996. (A Sentinela de 1/5/1996, pág. 19-20)

Justificação da Mudança Editar

"No entanto, há países em que o Estado, embora não conceda eximição aos ministros religiosos, reconhece que algumas pessoas podem ter objeção ao Serviço Militar. Muitos destes países têm providências para não obrigar essas pessoas conscienciosas a prestar Serviço Militar. Em alguns lugares, o Serviço Civil compulsório, tal como um trabalho útil na comunidade, é considerado como serviço não-militar, nacional. Pode o cristão dedicado prestar tal serviço? Novamente, o cristão dedicado e baptizado terá de fazer a sua própria decisão à base da sua consciência treinada pela Bíblia. As Testemunhas de Jeová têm muitas vezes concordado em prestar tal serviço quando é para o bem da comunidade e não está ligado à religião falsa, nem é de outra maneira objetável à consciência delas. O que se dá, porém, quando o Estado exige que o cristão preste Serviço Civil durante um período como parte dum serviço nacional sob uma administração civil? Novamente, os cristãos têm de fazer a sua própria decisão baseada numa consciência informada." (A Sentinela de 1/5/1996, pág. 19)

"No passado, algumas Testemunhas sofreram por se terem negado a participar numa atividade que sua consciência agora talvez permita. Por exemplo, isto talvez tivesse que ver com sua escolha, anos antes, de certo tipo de serviço civil. Um irmão talvez ache agora que pode prestar conscienciosamente este serviço sem violar sua neutralidade cristã referente ao atual sistema de coisas. Foi injusto da parte de Jeová deixá-lo sofrer por rejeitar aquilo que agora poderia fazer sem consequências? A maioria dos que passaram por isso não pensam assim. Antes, alegram-se de ter tido a oportunidade de demonstrar em público e de forma clara que estavam decididos a se manter firmes na questão da Soberania Universal. Que motivo poderia alguém ter para lamentar ter acatado sua consciência ao adotar uma posição firme a favor de Jeová? Por sustentarem lealmente os princípios cristãos como os entenderam, ou por seguirem os ditames da consciência, mostraram-se dignos da amizade de Jeová." (A Sentinela de 15/8/1998, pág. 17)

Repetidamente, o Corpo Governante dá a entender que dentro da religião, cada Testemunhas decide em consciência treinada pelo seu estudo da Bíblia. Afirma, que o fazem sem nenhuma interferência ou controlo da liderança da religião. Isto se aplica até mesmo aos membros da Comissão da Filial. Todo aquele que já pertenceu a essa religião ou ainda pertence, sabe muito bem que isso não é verdade, principalmente neste caso. Isso apenas serve para iludir a responsabilidade moral e jurídica pelas eventuais consequências adversas de aceitar os seus ensinos.

Subtilezas Editar

"Perguntas sobre as responsabilidades do jovem cristão neste assunto podem ser respondidas pelos anciãos, incluindo as relacionadas com o requerimento de recusa do Serviço Militar e do Serviço Alternativo por motivo de convicção religiosa, que deverá ser entregue imediatamente após a obtenção do Certificado de Alistamento Militar." (Nosso Ministério do Reino de 1/1996, ed. brasileira, pág. 7) Compare como era a nota após a aceitação do Serviço Cívico alternativo.

"Perguntas sobre as responsabilidades do jovem cristão nesse assunto, inclusive sobre o Serviço Alternativo civil, podem ser respondidas pelos anciãos. Caso o alistando se decida pela recusa da prestação do Serviço Alternativo civil (se já estiver instituído), deve manifestar essa vontade já no ato do alistamento militar." (Nosso Ministério do Reino de 1/2005, ed. brasileira, pág. 7) O enfoque é a possibilidade de recusar o Serviço Cívico, e não a possibilidade de o aceitar.

Os jovens Testemunhas estão à mercê de anciãos congregacionais, muitas vezes despreparados para lidar com este assunto. Até alguns deles, encarando estes assuntos com ideias pré-concebidas. Muitas vezes, os jovens recusaram o Serviço Civico, com medo de serem mal vistos pelos anciãos locais e pelos seus pais.

Diretrizes internas para anciãos Editar

Dias para consultar o irmão Dr. José Cláudio Del Claro ( Departamento Legal ) (Carta da Sociedade do Brasil (10/9/1994-28A{8}

Como pedir - parecer do Dr. Del Claro Carta da Sociedade do Brasil 06/1/1997-1A{8}, 15/5/1995-11A{8}) e 16/1/1999-4{12})

Envolvimento sutil - evitar - Carta da Sociedade do Brasil (13/2/1989-6a{5})

Municípios não tributários Carta da Sociedade do Brasil (01/1/1992-1A{8})

Revalidação do CAM - parecer Dr. Del Claro Carta da Sociedade do Brasil (01/09/1997-37A{8})

Recusa do Serviço Alternativo Carta da Sociedade do Brasil (10/11/1994-36A{8})

Serviço militar, parecer do Dr. Del Claro Carta da Sociedade do Brasil (10/9/1994-28A{8} e 05/10/1999, sn 12)

Serviço Civil voluntário Carta da Sociedade do Brasil (20/3/2000-sn A12 e 03/6/2000-11A{12})

Neutralidade relativa Editar

"Um exame dos fatos históricos mostra que as Testemunhas de Jeová não somente recusaram vestir uniformes militares e pegar em armas, durante o último meio século, ou mais, mas que também recusaram fazer serviço não-combatente ou aceitar outro serviço militar." (Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, 1983, pág. 167) Isso contradiz a afirmação seguinte: "Embora se empenhassem em fazer o que achavam que agradava a Deus, sua posição nem sempre foi de estrita neutralidade ... alguns entraram nas trincheiras das linhas de combate com fuzis e baionetas. Mas, ... atiravam no ar ou tentavam simplesmente derrubar a arma das mãos do inimigo. Nesta ocasião ... os antecedentes de modo geral dos Estudantes da Bíblia não eram bem como os dos primitivos cristãos". (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 191)

"De acordo com a resolução do Congresso em 2 de Abril, e com a proclamação do Presidente dos Estados Unidos em 11 de Maio, sugere-se que o povo do Senhor em todos os lugares, faça de 30 de Maio um dia de oração e súplica. A Deus aprouve graciosamente fazer com que esta nação fôsse formada e se desenvolvesse sob as mais favoráveis condições no mundo para a preservação da liberdade civil e religiosa." (A Sentinela de 1/6/1918, pág. 174, em inglês)

"Um cristão, não desejando matar, talvez não tenha sido conscienciosamente capaz de comprar bônus [ de guerra ] do governo; mais tarde ele considera que grandes bênçãos recebeu sob este governo, e percebe que a nação está em apuros e encarando o perigo quanto a sua liberdade, e ele se sente conscienciosamente capaz de enviar algum dinheiro ao país, simplesmente do mesmo modo que ele o enviaria a um amigo em dificuldades." (A Sentinela de 1/6/1918, pág. 6268, reimpressão em inglês)

"Desde que a Casa de Betel foi fundada, num canto da sala de visita tem sido preservado um pequeno busto de Abraham Lincoln, com duas bandeiras americanas hasteadas sobre ele ... Nada vemos de impróprio para com o dever de um cristão." (A Sentinela de 15/5/1917, pág. 150 (em inglês) "Todos na América deveriam ter satisfação em mostrar a Bandeira Americana ..." (A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 293, em inglês)

A própria Sociedade Torre de Vigia admite a quebra da 'neutralidade política' em sua publicação Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1992, pág. 191. Mas não explica o que era o "dia de oração e súplica" e tampouco a compra de bônus de guerra. Isso causou uma imediata reação de repúdio entre muitos membros da Sociedade Torre de Vigia na época, ocasionando um cisma no movimento, da qual nasceu um grupo de dissidentes - "Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes" - os quais ficaram conhecidos como Standfasters (Intransigentes).

Karl Klein em seu depoimento pessoal sobre aquela época, admitiu que os dissidentes Standfasters "viam esta questão com clareza". Mas por uma questão de "lealdade aos co-Estudantes da Bíblia", Karl Klein decidiu "correr o risco" e permanecer ao lado da Sociedade Torre de Vigia, mesmo diante de tal violação clara do princípio da Neutralidade [Cristã]." (Despertai! de 22/9/1987, pág. 17)

Joseph Rutherford, segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia, por meio da Declaração de Fatos e de uma carta pessoal, empreendeu uma tentativa de compromisso com Adolf Hitler. O livro O Estado Nazi e as Novas Religiões, de Christine King (1982), diz o seguinte sobre a Declaração de Fatos de 1933:

"O documento é uma obra prima no gênero e digna das outras quatro seitas [ os Cientistas Cristãos, os Santos dos Últimos Dias, os Adventistas do Sétimo Dia e os membros da Nova Igreja Apostólica ], tendo todas elas apoiado, de uma maneira ou de outra, o Estado Nazi. Tendo tentado assegurar às autoridades, pela Declaração de Fatos, que eram bons cidadãos, tendo interpretado e explicado os seus ensinos de um modo que, dadas as preocupações do regime, pretendia acalmar medos e oferecer uma certa medida de compromisso, as Testemunhas parecem ter esperado que daí em diante não teriam mais incómodos. Não se tinha a declaração juntado aos Nazis na condenação da Liga das Nações, não tinha descrito o Nacional Socialismo como estando contra as injustiças que os alemães tinham sofrido desde 1919 e não tinha terminado com um apelo pessoal ao Fuhrer?"

Todavia, diversas publicações das Testemunhas de Jeová fazem pesadas críticas às lideranças de outras denominações religiosas por terem tentado a mesma coisa. "As religiões principais, tanto católica como protestante, comprometeram-se de forma lamentável em prestar honra ao nazismo, idolatrando o Fuhrer, saudando sua bandeira suástica e abençoando suas tropas enquanto estas partiam para massacrar seus irmãos de fé de nações vizinhas. Os assim chamados cristãos de todos os credos – exceto as Testemunhas de Jeová – foram apanhados em fervor patriótico." (A Sentinela de 1/1/1989, pág. 21, em inglês)

Questão Não É entendida Editar

Raymond Franz, em seu segundo livro Em Busca da Liberdade Cristã (em inglês), mostra alguns relatórios recebidos de algumas Comissões de Filial sobre a base bíblica para rejeitar o Serviço Cívico alternativo ao Serviço Militar.

Áustria: "Muitos dos irmãos não compreendem plenamente a posição bíblica pela qual não devemos prestar serviço alternativo."

Brasil: "Cremos que os irmãos não teriam dificuldade alguma em provar sua posição se o trabalho envolvesse apoio direto à máquina militar, digamos, trabalhando numa fábrica de munições, construindo casernas ou cavando trincheiras, etc. Eles usariam os mesmos textos bíblicos que usam para objetar ao serviço militar. Os irmãos teriam dificuldade se o trabalho envolvesse construir uma estrada para uso civil, ou trabalho em algum projeto agrícola ou em outro trabalho dessa espécie."

Itália: "Dos contatos diretos feitos com os irmãos confrontados com o problema do serviço militar, descobrimos que, na maioria dos casos, eles não compreendem por que não podem aceitar serviço civil alternativo. Eles insistiram que não mais estando sob a jurisdição direta das autoridades militares por terem sido designados para outro ministério, eles poderiam aceitar o serviço civil alternativo desde que não se empenhassem em qualquer atividade que tenha a ver com o militarismo, mas fazendo trabalho não-militar tal como em museus ou hospitais, etc ... eles não seriam culpados de qualquer violação de sua neutralidade."

Espanha: “Como parte da pesquisa para este relatório, um membro da comissão de filial falou extensamente com três irmãos que foram exemplares em sua posição neutra anos atrás. Também conversou com três anciãos maduros, dois deles de outros países, que não enfrentaram pessoalmente a questão na Espanha. Opiniões variadas vieram à tona em muitos aspectos deste assunto, mas num dos pontos houve completo acordo. Praticamente nenhum de nossos irmãos jovens compreende realmente por que não podemos aceitar o ‘serviço substituto,’ se ele é de natureza cívica e não está sob controle militar. Parece claro que a maioria dos anciãos tampouco compreende isto, e portanto, eles amiúde mandam os jovens ao Escritório [de Filial] para obter informações. Assim, surge a pergunta: Por que eles não compreendem? É falta de estudo pessoal? Ou é porque os argumentos e raciocínios que usamos não são bastante convincentes ou não têm uma base bíblica firme e clara?”

Em acréscimo à amostra apresentada, as Comissões de Filial da Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Fiji, França, Grécia, Hawai (EUA), Malásia, Nigéria, Noruega, Porto Rico, Portugal, Rodésia, Tailândia, Trinidad, Uruguai e Zaire expressaram todas problemas entre as Testemunhas de seus países quanto a dificuldade compreender a norma da Organização ou a sua base bíblica.

Bélgica: “Poucos irmãos estão de fato, em posição de explicar com a Bíblia por que se recusam ... basicamente, eles sabem que é errado e que a Sociedade o considera como tal. Por esta razão alguns tribunais disseram aos irmãos que eles foram forçados pela Sociedade a recusar a provisão do serviço civil.

Dinamarca: "Embora muitos irmãos jovens pareçam capazes de entender os argumentos, refletir neles e explicá-los até certo ponto, nota-se que a maioria dos irmãos jovens, atualmente, segue o exemplo de outros e tomam a posição que a comunidade dos irmãos espera deles sem realmente compreenderem os princípios básicos e argumentos envolvidos, e sem serem capazes de explicar claramente sua posição."

Espanha: "Quando um ancião discute a questão do serviço substituto com alguém, essa pessoa geralmente aceita [ a posição ] que substituição corresponde a equivalência. Mas esta idéia não é costumeiramente compreendida realmente. Em vez disso, é considerada como sendo a opinião da Organização, os anciãos a apresentam o melhor que podem e os irmãos lealmente a cumprem conforme sabem que se espera deles. Mas nos parece que muitos irmãos acham nosso raciocínio um tanto artificial."

Hawai (EUA): “Falando de modo geral, os irmãos aqui acham difícil entender os princípios bíblicos que determinam guardar estrita neutralidade. Uma vez que conhecem a posição da Sociedade em tais questões, eles cooperam plenamente, mas não vêem com muita clareza os princípios em que se apoia a nossa posição.

Noruega: “Os irmãos na Noruega não aceitam trabalho civil sem uma sentença do Tribunal, principalmente porque sabem que esta é a Norma da Sociedade e eles são leais à Sociedade. Para eles é difícil entender por que é errado aceitar o trabalho civil quando o próprio trabalho não é errado e condenado pela Bíblia. Eles não conseguem fundamentar a posição deles com as Escrituras de modo adequado.

Tailândia: "De nossa experiência, muitos tiveram problemas no passado quando tentavam manter a neutralidade. Muitos recusaram o trabalho por uma espécie de lealdade ao grupo. Eles não sabem por que razão ou princípio, mas ouviram dizer que certa coisa era errada, e então a recusaram."

Canadá: Numa longa carta, a Comissão de Filial do Canadá concentrou-se especialmente neste ponto. Referindo-se à norma existente como “uma confusa abordagem quanto a agências,” eles diziam: "... sentimos que os funcionários achariam difícil entender onde nós traçamos o limite. Estaríamos complicando a questão para eles como também para os irmãos. Se, por exemplo, tentarmos explicar o conceito de que o órgão de recrutamento é parte de uma instituição política e que somos neutros em questões de política, eles iriam se perguntar por que os tribunais também não são vistos como um ramo da mesma instituição política governamental. Por outro lado, se tentarmos defender o conceito quanto a agência ser parte da instituição militar e argumentar sobre nossa neutralidade a partir deste ponto de vista, eles podem admitir que respeitam nosso desejo de não querer nenhuma ligação com os militares, mas se no final o trabalho designado é o mesmo, independentemente da agência envolvida, qual é, então, a diferença? Achamos que isso é um problema para se argumentar indefinidamente ... Hoje, os tribunais, as câmaras, a polícia, os centros de indução e as forças armadas são todos manifestações da autoridade de César. Todos, de um modo ou de outro, são suas agências."

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