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Enciclopédia das Testemunhas de Jeová

Serviço de Betel

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Betel [ do hebr. beth El, "Casa de Deus" ] é a designação das Testemunhas de Jeová a todos os edifícios ou conjunto de edifícios administrativos, complexos gráficos, fazendas e os edifícios residenciais. Seus trabalhadores voluntários são chamados de betelitas - podendo ser permanentes ou temporários. Os imóveis pertencem à Sociedade Torre de Vigia de Bíblias & Tratados (dos EUA) ou às suas congéneres. Para as Testemunhas, Betel tem o significado de Organização terrestre de Jeová Deus. Têm uma mística de local sagrado, um lugar santo. Ter servido em Betel trás à pessoa muito prestígio entre as demais Testemunhas. Similarmente, é prestigiante para uma Testemunha que se case com um betelita.

Os beteis nos EUAEditar

Só no Estado de Nova Iorque, existem 3 complexos de edifícios chamados de Betel. O complexo gráfico e escritórios administrativos em Brooklyn - atual Sede mundial da STV, é um conjunto de edifícios na zona histórica de Brooklyn. Encontram-se num processo de venda faseada. Será transferida em janeiro de 2017 para Warwick [ o terreno foi comprado a 17 de julho de 2009, e o início da construção, a 29 de julho de 2013 ].

Em Patterson (a 112 Km de Brooklyn, 53 Km de Wallkill e 100 Km de Warwick), situa-se o Centro Educacional da Torre de Vigia [ dedicado a 22 de maio de 1999 ] e a sede das Testemunhas de Jeová nos EUA. Em Wallkill (a 144 Km de Brooklyn e 100 Km de Warwick), possui um amplo complexo gráfico (em fase de expansão) e uma fazenda. Para produzir alimentos para a Família de Betel, têm ainda fazendas perto de South Lansing, Nova Iorque, e em Immokalee, na Florida. Ao todo, a Família de Betel nos EUA tem 5 465 membros (em 2003).

A partir de 1 de abril de 2001, começou a funcionar nos EUA uma Comissão de Filial. Durante o ano de serviço de 2002, a Comissão foi assumindo progressivamente seus deveres. A congénere dos EUA supervisiona todos os EUA, incluindo o Hawaí e o Alasca, bem como as Bermudas e as ilhas Turcos e Caicos. A Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) tinha um Escritório de Filial no Hawaí, em Honolulu, aberto na primavera de 1934. Em 1 de setembro de 1961, abriu um Escritório de Filial no Alasca.

Fora dos EUA, destaque para os edifícios no Canadá, México, Colômbia, Brasil, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda, Dinamarca, França, Itália, Grécia, Rússia, Nigéria, Zâmbia, África do Sul, Hong Kong, Filipinas, Austrália e Japão. Ao todo, a Família de Betel em toda a Terra tem 19 823 membros (em 2003).

Serviço em Betel Editar

O serviço em Betel é encarado como voluntariado religioso não remunerado. Não é uma atividade profissional regida pelo Código do Trabalho. Por Lei, todas as suas atividades [ serviços administrativos e financeiros, assessoria jurídica, serviço de tradução, impressão, encadernação, expedição, lavandaria, cozinha, limpeza das instalações, reparações, vigilância, ... ] são sem fins lucrativos. São financiadas por donativos voluntários pelos seus apoiantes. Seus membros fazem parte da Ordem Religiosa de Servos especiais de Tempo integral das Testemunhas de Jeová, e como tal, têm de fazer um voto de pobreza - por escrito.

Admissão em Betel Editar

A admissão de novos voluntários é aprovada pela Comissão da Filial. Os jovens solteiros com mais 18 anos, com adequada robustez física, plenamente doutrinados e com uma conduta pessoal exemplar, podem ser recomendados pela Comissão de Serviço da Congregação local e pelo Superintendente do Circuito. São fatores preferenciais estarem no Serviço de Pioneiro de Tempo integral por 1 ano ou mais e terem as habilitações profissionais pretendidas.

Têm de concordar por escrito em manter-se celibatários, fazer um voto de pobreza, e no mínimo, servir em Betel durante 1 ano completo. Depois disso, se deixarem uma boa impressão, podem ficar ou não. Depois de 1 ou 2 anos em Betel, regra geral, os betelitas saem para casar, tornam-se pais e se integram na comunidade. Outros podem ser designados como Pioneiros especiais ou em outras modalidades de Serviço de Tempo integral. Ao fim de 1 ano de casados e sem filhos, o ex betelita pode ser readmitido no serviço em Betel, junto com sua esposa.

Organização interna Editar

Em cada Betel, o Corpo Governante designa uma Comissão Administrativa. Um de seus pares, serve como Superintendente do Lar de Betel. No cumprimento dos seus deveres, colaboram de perto com os superintendentes dos diferentes departamentos da Filial, membros da Comissão da Filial e os diretores da principal associação religiosa no país. Dentro do Betel as hierarquias estão bem vincadas. Desde janeiro de 1956, anualmente, cada Família de Betel se reúne com o Superintendente de Zona. Antes, era uma tarefa do presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Desde 1976, a supervisão é da competência da Comissão Pessoal do Corpo Governante. Desde 2000, é coadjuvado por uma nova entidade jurídica - a Ordem Religiosa de Servos de Tempo integral das Testemunhas de Jeová.

Reestruturação Editar

Continuando um programa de reestruturação em curso, a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) está procurando adaptar-se ao agravamento da crise financeira e económica mundial e à diminuição das receitas proveniente dos donativos. Querem reduções nos custos operacionais e manter ou aumentar as receitas dos donativos, e fazer encaixes financeiros com a venda de alguns bens imóveis. Estão para serem vendidos seus imóveis na Finlândia, Nova Zelândia, Espanha e Portugal, outros já foram vendidos, como na Irlanda. Na Grã-Bretanha, pretende-se construir novos escritórios administrativos e um complexo gráfico nos arredores de Londres, para depois venderem os atuais imóveis.

OS ANCIAOS  de Betel Editar

Os betelitas com a qualificação de anciãos e com 10 anos de serviço de Betel, eram elegíveis para serem designados anciãos na Família de Betel, vulgo Ancião de Betel. Era um "quase estatuto" e um título de prestígio. Podiam desempenhar funções de supervisão no Betel. Havia reuniões especiais com tais anciãos. Tinham o poder de fazer relatórios "anónimos" sobre a vida em Betel. Caso fosse um orador acima da média, com o tempo, poderia a vir a ser um representante do Betel em assembleias e congressos. Se um superintendente viajante era admitido no serviço em Betel tornava-se Ancião de Betel. (Organização de Filial, 2003, pág. 2-1, 2-2, em inglês) A partir de 31 de agosto de 2006, este arranjo foi formalmente abandonado - depois de 36 anos de existência. Alguns dos ex-membros "críticos" do Corpo Governante eram Anciãos de BeteEDJFD6RDGHHUYUNJNHUHNM GYTSZSASXFDTYIFOUJJGNBHRTE6FUVUGUBVSWLKHLJZLÇ\GRXFVBHOAIHUJILKLUHUGTAFRDAS DETRE AHNNJ LA DEE TRABALO DE BETELITAS EM JAPONESSS.

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Betelitas Editar

Muitos betelitas vieram de famílias de Testemunhas profundamente devotas ou são convertidos zelosos que fizeram um rápido progresso. São ideologicamente dedicados, altamente motivados e disciplinados. Independentes do trabalho a que foram designados e dos seus horários, todos estão motivados para servir na Organização de Deus na Terra. Espera-se que sejam obedientes aos seus supervisores. Recebem o manual Morando juntos em União, em forma de brochura. Após um 1 ou mais de serviço, cursam a Escola de Iniciantes de Betel, com a duração de uma hora por semana durante 16 semanas. Ela visa a integração dos novatos na rotina do serviço em Betel.

Excetuando os não residentes e os temporários, os betelitas trabalham e residem no Lar de Betel. Auferem apenas uma pequena mesada por mês para despesas pessoais. É cerca de 1/3 do salário mínimo nacional. [ Por exemplo, em Portugal, o SMN é de 485,00 euros por mês, desde 1 de janeiro de 2011, e a mesada deve ser hoje de 161,67€. ] Podem receber ajudas de custo para as despesas mensais com o transporte. Anualmente, recebem um subsídio para vestuário e calçado.

Trabalham 8 horas diárias de segunda a sexta, e no sábado, apenas de manhã, isto fora as horas extraordinárias - sempre que for necessário. Tem uma hora para o almoço. Isto perfaz mais de 44 horas semanais. Eles têm os minutos todos contados desde que a sirene toca até ao fim do dia de trabalho. Atualmente, por imposição legal, estão inscritos na Segurança Social no respetivo país e tem um seguro de acidentes de trabalho.

Seu sistema de férias é de 1 dia por cada mês trabalhado. Por cada 2 anos completos de Serviço de Tempo integral, ganha 1 dia. Isto aplica-se também aos pioneiros especiais e superintendentes viajantes. Ou seja, quem está a 10 anos no Serviço de Tempo integral, ganha 12 dias mais 5 dias de férias por ano.

Muitos dependem da ajuda dos familiares e de amigos para ter uma vida mais desafogada financeiramente. Não é permitido terem um trabalho extra remunerado. São designados a servir em congregações na região. Devem participar no proselitismo religioso à noite e nos fins de semana. Espera-se que sejam Pioneiros auxiliares no mês durante a visita do Superintendente do Circuito. Nas noites de segunda feira, assistem à reunião da Família de Betel para o estudo do artigo de estudo da revista A Sentinela, por perguntas e respostas. De segunda a sábado, no refetório antes do pequeno almoço, assistem a Adoração Matinal - uma breve consideração do texto bíblico do dia.

Se mostrarem más atitudes ou comportamentos impróprios respondem perante uma Comissão Judicativa formada por anciãos do Betel, designados pela Comissão da Filial. Casos questionáveis, são submetidos à apreciação do Corpo Governante com uma recomendação. Quem abandonar o serviço de Betel antes do tempo estipulado, exceto por razões de saúde ou razões familiares graves, são considerados cristãos "não exemplares". Porque não cumpriram os seus votos religiosos, ficam desqualificados para serem anciãos, servos ministeriais ou pioneiros por um tempo.

Voto de celibato Editar

Durante a presidência de Rutherford (1918-1942) o casamento era desencorajado entre os betelitas. Justificou-se como uma maneira de tornar o betelita mais próximo de Deus e mais livre para o serviço na Sua Organização. Só em casos pontuais, o presidente da STV dava permissão para um betelita casar e trazer o cônjuge para o serviço em Betel. Nesse tempo, viviam na expetativa da iminente vinda do Armagedon e do inicio do Reinado Milenar de Cristo.

A partir de 1953, após o casamento de Nathan Knorr e de acordo com as condições em cada Lar de Betel, foi permitido casarem e ficar em Betel, mas não podem ter filhos e ficar. Um betelita só deveria casar com outro betelita, e mesmo assim, com alguém que já tenha servido em Betel por 5 anos ou mais. A partir de 1976, os betelitas com 1 ano ou mais de serviço podiam casar e trazer o cônjuge para o serviço de Betel. Regra geral, eles têm de sair de Betel, podendo servir como Pioneiros regulares ou Pioneiros especiais. Ao fim de 1 ano, podem ser readmitidos no serviço de Betel.

Alguns betelitas permaneceram voluntariamente solteiros / celibatários durante a vida. Antes de 1976, existiram pontuais casos de fornicação. Depois, com mais mulheres em Betel, ocorreram com mais frequência casos de fornicação, e casos pontuais de adultério. São dados alertas aos celibatários sobre o pecado da fornicação, os perigos da masturbação, da pornografia e do voyeurismo.

Ao longo dos anos, houve casos pontuais de homossexualidade não assumida ou heterossexualidade frustrada. Isto é omisso das publicações da Torre de Vigia e negado oficialmente.

  • Note os casos notórios de Leo Greenlees, Ewart Chitty e Percy Chapman. Um dos casos comprovados de pedofilia foi Jesus Manuel Cano, de 50 anos, ancião e betelita em Walkill, onde servia já por 16 anos, associado com a Congregação Newburg Spanish.

Alguns ficaram além da idade de poderem casar ou foram privados de satisfazer o desejo de serem pais - por acreditarem em sucessivas expetativas falhadas. A viuvez representa outro problema. Casos pontuais de suicídio foram noticiados, motivados por uma depressão profunda não diagnosticada.

  • Richard Wheelock, de 75 anos, em 25 de julho de 1990, um ancião betelita que pulou da janela do 3º andar da enfermaria do Betel de Brooklyn pelas 15h30. Estava seriamente deprimido depois que sua esposa morreu - 5 anos antes. Não manifestara ideias suicidas. Trabalhou por mais de 50 anos na gráfica de Brooklyn, gerenciando as prensas de impressão.
  • Timothy Finamore, de 53 anos, um ancião e ex-betelita. A última vez que foi visto foi em 15 de outubro de 2010. A polícia acredita que Finamore saltou da ponte do Memorial de Delaware. Seu obituário foi publicado em 27/10/2010, no Jornal de Notícias de Delaware. Ele serviu por 11 anos no Betel de Brooklyn.

As críticas feitas Editar

Alguns alegaram existir exploração de mão-de-obra barata por parte da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias & Tratados (dos EUA) sobre os voluntários. Confirma-se a existência de politiquices, intrigas, disputas internas e rivalidades pessoais [ vulgo imperfeições humanas ] entre os altos responsáveis e as respetivas esposas. Alguns betelitas "mais zelosos" procuram achar algo em seus pares que seja interpretada como dissidência, discordância ou deslealdade para com o Corpo Governante. Um clima pouco salutar foi descrito por Walter Salter, Olin Moyle, William Schnell, Percy Harding, Thomas Cabeen, Randall Watters, Edward Dunlap, Raymond Franz, entre muitos outros.

Em Brooklyn, durante a presidência de Rutherford, foram conhecidas denúncias de excessos de linguagem e imoderação nas bebidas alcoólicas. Foram ao ponto de violar a lei federal em vigor nos EUA entre 1920 a 1933, proibindo a produção, transporte e comercialização de bebidas alcoólicas. O consumo de bebidas alcoólicas era considerado bíblico e era valorizado no processo de socialização.

Rutherford e Knorr foram criticados pelos privilégios e mordomias que gozavam como presidentes da STV (dos EUA). Em anos mais recentes, Milton Henschel e Lloyd Barry foram criticados por isso. Depois de Knorr, os luxos foram introduzidos nos quartos dos principais diretores da STV. As publicações da Torre de Vigia afirmam que, tanto o presidente da STV como os demais diretores até ao mais recente voluntário admitido na Família de Betel, recebem a mesma mesada e ajudas de custo, e fazem um voto de pobreza por escrito. (A Sentinela de 1964 pág. 283, em inglês; Despertai! de 22/3/1974 pág. 11)

Em terrenos do complexo gráfico de Wallkill, durante as obras de ampliação em julho de 2006, descobriu-se um antigo aterro ilegal de 55 barris de resíduos tóxicos - da década de 1950 até fins da década de 1970. Foram incorretamente tratados - assim violando leis ambientais do Estado de Nova Iorque. Alguns estavam deteriorados e com vazamentos. Eram poluentes perigosos que podem contaminar os solos e, possivelmente, os aquíferos. O Betel encontra-se na grande e muito importante Bacia Hidrografica do Hudson.

Saiba Mais Editar

Ligações externas Editar

Conheça alguns Beteis Editar

Outras ligações Editar

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