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Enciclopédia das Testemunhas de Jeová

Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados

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Durante a vida de Charles Russell, as congregações dos Estudantes da Bíblia (desde 1931, conhecidas como Testemunhas de Jeová) se multiplicaram nos EUA, no Canadá e na Europa. Desde julho de 1879, os Estudantes da Bíblia passaram a seguir a liderança de Russell e foram assinantes da revista A Torre de Vigia de Sião (em português, atualmente A Sentinela - anunciando o Reino de Jeová). Em 16 de fevereiro de 1881, constituíram sem personalidade jurídica a Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião, em Pittsburgo, Pensilvânia. William Henry Conley foi o primeiro presidente.

Obteve registo legal a 13 de dezembro de 1884, com uma nova designação social - Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Pensilvânia. Era uma sociedade religiosa sem fins lucrativos segundo as leis do Estado de Pensilvânia. Com o registo legal, Charles Russel foi o seu primeiro presidente. Os membros originais da Diretoria eram:

  • Presidente: Charles Taze Russell;
  • Vice-presidente: William I. Mann;
  • Secretario-tesoureiro: Mary Frances Russell;
  • diretores não executivos: J. B. Adamson; W. C. McMillan; Joseph F. Smith;

Estava deste modo formado o principal instrumento legal da religião Testemunhas de Jeová (então conhecidos como Estudantes da Bíblia), para a realização da sua obra de evangelização. A designação social Sociedade Torre de Vigia de Bíblias & Tratados de Pensilvânia foi registada em 1896. Com a mudança da sede de Pittsburgo para Nova Iorque, em 1909, foi constituída a "Associação dos Ministros do Púlpito", depois designada de Sociedade Torre de Vigia de Bíblias & Tratados de Nova Iorque, Inc[orporada]. Em 30 de junho de 1914, foi constituída a Associação Internacional de Estudantes da Bíblia (IBSA), para dirigir a obra de evangelização nos países da Comunidade Britânica.

Sua Diretoria Editar

Desde 1885 até 1971, os sete membros da Diretoria da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), eleitos anualmente na Assembleia-geral da Sociedade, funcionaram como uma estrutura colegial dirigente das religião Testemunhas de Jeová. Os diretores executivos são: o Presidente, o Vice-presidente e o Secretário-tesoureiro. Durante todo esse tempo, a maior parte dos assuntos eram tratados diretamente pelo presidente da STV. São abertos os primeiros Escritórios de Filial na Inglaterra, Canadá, Alemanha e Austrália. A Diretoria da Sociedade, representada pelo seu presidente, exerce jurisdição legal sobre todas as filiais da STV e congéneres afiliadas.

Lista dos presidentes Editar

Outros diretores (em atualização) Editar

Diretores da STV de Pensilvânia

  • Presidente: Don Alden Adams
  • Vice-presidente: Robert W. Wallen; William F. Malenfant;
  • Secretario-tesoureiro: Richard Abrahamson;
  • Outros restantes diretores: Danny L. Bland; Philip D. Wilcox; John N. Wischuk;

Diretores da STV de Nova Iorque, Inc.

  • Presidente: Leon Weaver Júnior (sucedeu Max Larson falecido a 24/9/2011);
  • Vice-presidente: Lonnie R. Schilling;
  • Secretario-tesoureiro: Gerald F. Simonis;
  • Outros restantes diretores: Gerald D. Grizzle; David G. Sinclair; Robert M. Pevy;

Organização de Deus Editar

Durante a presidência de Russell, a Sociedade Torre de Vigia era uma editora de publicações bíblicas e promotora da obra religiosa dos Estudantes da Bíblia. Russell era encarado o Porta-voz de Deus, e seus escritos, como abrindo o entendimento da Bíblia. As congregações locais, embora aceitassem de bom grado a liderança de Russell, gozavam de uma certa autonomia e seus membros elegiam os presbíteros (anciãos) como dirigentes, e para ministros ajudantes, os diáconos (servos ministeriais).

Os Estudantes da Bíblia que apegavam-se ao culto da personalidade de Russell e ao seu entendimento bíblico, foram os que mais se ressentiram com as mudanças feitas por Joseph Rutherford. Com a presidência de Rutherford, surgiu mudanças doutrinais e organizacionais mais profundas. A partir de 1927, a STV assume ser a Única Organização de Deus na Terra e de Porta-voz de Deus para a Humanidade. A STV passa a controlar as congregações locais e a nomear seus ministros de culto.

A partir da Assembleia-geral da Sociedade de 2 de outubro de 1944, afirmou-se a ideia da Diretoria da Sociedade como "um Corpo Governante". Os membros eleitores da Assembleia-geral da STV (dos EUA) passa a ser escolhido com base nas suas qualificações religiosas e anos de serviço fiel, em vez de nas contribuições financeiras feitas à Sociedade. A atual noção de Corpo Governante surgiu em 1971.

Seu financiamento Editar

A Sociedade Torre de Vigia de Pensilvânia foi constituída de acordo com a lei das associações não lucrativas do Estado de Pensilvânia, EUA. Segundo a Lei, não pode ser uma empresa com fins lucrativos. Seus estatutos declaram que "não visa lucro, quer de forma incidental, quer de outra, a seus membros, diretores ou dirigentes." O mesmo acontece nas suas filiais e congéneres. Nas congregações locais, os anciãos, e seus ministros ajudantes, os servos ministeriais, não são assalariados. Os trabalhadores nos escritórios e nos complexos gráficos são todos voluntários. Ninguém é pago para fazer proselitismo de casa em casa e nas ruas - seja por Tempo parcial ou por Tempo integral.

Embora negue ser uma sociedade comercial, as autoridades governamentais em alguns países vêm encarando algumas das suas atividades como possíveis ser tributadas, especialmente na exportação / importação das publicações. Ou seja, se as publicações são produzidas para venda, ela está realizando atividades comerciais.

Em resultado do desfecho desfavorável processo do Ministério Jimmy Swaggart vs. Autoridade Tributária do Estado da Califórnia, junto do Supremo Tribunal dos EUA, em 17 de janeiro de 1990, o Corpo Governante eliminou o donativo fixo nas suas publicações. O valor base pedido visava cobrir os custos de impressão e de expedição. Foi extinto o arranjo das assinaturas das revistas A Sentinela e Despertai!.

Em 1 de março de 1990, a nova política entrou em vigor nos EUA e estendeu-se a outros países. Foi ainda anunciado que os custos de funcionamento das assembleias e congressos passariam a ser cobertos através de donativos voluntários não solicitados. De seguida, foi simplificado os serviços de apoio disponibilizados (refeições ligeiras) de modo a não sugerir uma operação de venda.

Anteriormente, a STV imprimia as publicações e enviava-as às congregações em consignação. As congregações enviavam as contribuições recebidas. Embora recebam donativos e que estes não visam fins lucrativos, existia uma operação de venda.

No novo sistema, as contribuições recebidas não são depositadas diretamente nas contas bancárias da STV. Existem agora outras associações jurídicas sem fins lucrativos responsáveis pelo recebimento do dinheiro. Os donativos já podem ser feitos por cartão de débito / crédito ou transferência bancária.

Alegam ter fins culturais e educacionais, beneficentes ou para dar ajuda humanitária - para para manter a isenção fiscal. Mesmo concordando que as contribuições recebidas são apenas para os custos das publicações, a STV tem sido consideradas possíveis contribuintes em alguns impostos e taxas.

Em 2001, a receita anual foi de 951 milhões de dólares. (Fonte: George Couch, então diretor e Vice-presidente da STV de Nova Iorque, conforme noticiado no website Newsday.com. Nota: A hiperligação já foi removida. ] Segundo o Anuário das Testemunhas de Jeová de 2002, foi gasto cerca de 70,9 milhões de dólares para cuidar de pioneiros especiais, missionários e superintendentes viajantes nas suas designações de serviço.

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