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A Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) têm um historial de datas falhadas, expetativas e doutrinas abandonadas. Se erraram, a regra é não deixar claro que erraram e quem errou. Divulgam abundante desinformação a fim de convencer que todos os seus ensinos têm uma base bíblica e que têm permanecido consistentes ao longo dos anos. (Veja o Apêndice do cap. 14 do livro Venha o Teu Reino, 1981, pág. 186-190; A cronologia persa e a duração do exílio babilónico dos judeus, Rolf Furuli, Oslo, 2003) Contestam a credibilidade das evidencias históricas e distorcem as citações dos eruditos para encobrir a fragilidade de seus ensinos escatológicos. Ao mesmo tempo, seus membros são encorajados a não examinar as críticas fundamentadas dos que procuram tirar de 1914 a sua importância. (Carl Olof Jonsson, Os tempos dos gentios reconsiderados, por, 4.ª edição, 2004, Commentary Press, Atlanta)

Suas publicações mais antigas - impossíveis de obter ou consultar através da STV, se revelam incriminatórias após um exame cuidadoso. O raciocínio por trás dessa postura é a mesma do adventista George Storrs. Ele escreveu: "não temos nada que ver com a cronologia profana ou a cronologia dos historiadores. A Bíblia é que deve resolver a questão. E se a cronologia profana não está de acordo com ela, temos o direito de concluir que tal cronologia é falsa e indigna de confiança." (Bible Examiner de 4/1863, pág. 120, Brooklyn, Nova Iorque, em inglês)

Origem adventista da cronologia Editar

Em 1859, Nelson Barbour ao reler os escritos de William Miller (1782-1849), concluiu que seu ex-mestre errou em 30 anos nas suas previsões. A data chave era 538 EC, em invés de 508 EC.

1 260 dias Editar

Os 1 260 dias de Daniel 12:6-7 se estenderiam de 538 EC até 1798 EC. Esse ano foi marcado pelo aprisionamento do Papa Pio VI pelos exércitos franceses e foi forçado a ir para o exílio - em fevereiro de 1798. (A Torre de Vigia de Sião de 12/1881, pág. 7, em inglês; veja também O Papado, Mendonça Ferreira, Lisboa: Círculo de Leitores, 2009, pág. 279-81) Esse ano marcava o início do Tempo do Fim. Em 1889, Russell ajustou o ano para 539 EC. (A Torre de Vigia de Sião, janeiro - fevereiro de 1889, pág. 4; Estudos das Escrituras vol. III - Venha o Teu Reino, 1890, pág. 58, 63-4)

Surge o ano 1799. "... a data exata para o início do Tempo do Fim ... mostra ser a invasão de Napoleão ao Egito ... Ele navegou em maio de 1798 ... e chegou à França em 9 de outubro de 1799." (Estudos das Escrituras vol. III - Venha o Teu Reino, 1891, pág. 44, em inglês) "O Tempo do Fim, um período de cento e quinze (115) anos, de 1799 a 1914 AD, ... dentro de cujos limites todo vestígio deste sistema desaparecerá ..." (pág. 23-4, 48) "... abrange um período que vai de 1799 até o tempo de completa derrocada do império de Satanás e o estabelecimento do Reino do Messias." (Criação, 1927, pág. 37) Este ensino foi abandonado em 1930.

1 290 dias e 1 335 dias Editar

"E desde o tempo em que se remover o sacrifício contínuo e se constituir a coisa repugnante que causa desolação [ imagem-ídolo ], haverá 1 290 dias. Feliz aquele que se mantiver na expetativa e que chegar aos 1335 dias!" (Daniel 12:11-12 NM - O anjo não estabeleceu nenhum evento para o fim dos "1290 dias" e "1335 dias". Numa aplicação posterior, segundo Mateus 24:15-16, "a coisa repugnante que causa desolação" são as legiões romanas em 66 EC.)

Os "1 290 dias" de Daniel 12:11 se estenderiam de 538 EC até 1828 EC, o início do Movimento Adventista de Miller. Os "1 335 dias" de Daniel 12:12 se estenderiam de 538 EC até 1873 EC, aparentemente ajustava-se com o suposto fim dos 2 300 anos de Daniel 8:14. Em 1889, Russell ajustou o ano de 538 EC para 539 EC. (A Torre de Vigia de Sião, janeiro-fevereiro de 1889, pág. 4, em inglês; Estudos das Escrituras Vol. III - Venha o Teu Reino, 1890, pág. 58, 63-4, em inglês)

Surge os anos 1829 e 1844. "... dentro de trinta anos após o início do Tempo do Fim (1260+30 = 1290), um trabalho de purificação ... começaria dentre o povo santo ... Contando de 539 AD, os 1 290 dias simbólicos terminaram em 1829 ... um movimento religioso ... geralmente conhecido como Segundo Adventismo ou Milenaristas ... começou em 1829 ... o trabalho de separação do Movimento de Miller começou no tempo previsto ...". (Estudos das Escrituras Vol. III - Venha o Teu Reino, 1891, pág. 83-4, 88, em inglês) "A aplicação que o Sr. Miller fez dos três tempos e meio [ ou 1 260 dias ] foi praticamente a mesma que nós fizemos, mas ele cometeu o erro de não começar os períodos de 1 290 e 1 335 no mesmo ponto [ em 539 EC ]... O desapontamento foi predito para o primeiro movimento ..., mas o segundo não foi um desapontamento ..., pois o cumprimento veio exatamente ... em outubro de 1874." (pág. 85-93) Estes ensinos foram abandonados em 1930.

2300 noitinhas e manhãs Editar

  • "E eu estava ouvindo certo santo falar, e outro santo passou a dizer àquele que falava: Até quando durará a visão [ remoção ] do sacrifício contínuo e da transgressão [ a constituição da coisa repugnante ] que causa desolação, para fazer tanto do lugar santo [ o Templo ] como do exército [ dos céus ] algo a ser pisoteado? Ele me disse, pois: Até 2 300 noitinhas e manhãs; e o lugar santo certamente será levado à sua condição correta [ ou terá de ser declarado santificado ]." (Daniel 8:13-14 NM)

As "2 300 noitinhas e manhãs" [ 2 300 anos, em vez de 1 150 dias ] de Daniel 8:14 se estenderiam desde do 20.º ano de Artaxerxes I - supostamente em 454 AEC - até 1846 EC. Este período terminaria com a purificação do Santuário seria pela exposição - por parte do Movimento Adventista - de falsas doutrinas da Cristandade.

John Aquila Brown foi o primeiro a aplicar os 2300 anos de forma que terminassem em 1843 (ajustada mais tarde para 1844).

  • Nota: O número "2.300 noitinhas e manhãs" corresponde a 1.150 dias. Entre o dia 15 de quisleu de 167 AEC e o dia 25 de quisleu de 164 AEC, decorreram 1.133 dias. (I Macabeus 1:54; 4:25) Antíoco IV (175-164 AEC), Rei da Síria da dinastia Selêucida [ também chamado "Rei do Norte" ], queria helenizar os judeus e transformar Jerusalém numa cidade grega. (Daniel 8:8-12, 21-26a) Em 167 AEC, ao regressar de uma campanha ao Egito, Antíoco conquistou Jerusalém. Ordenou a construção dum altar ao deus Zeus no Templo, fazendo sacrifícios de "animais impuros" (não kasher) sobre o altar. Os judeus que resistiram foram perseguidos e mortos. (I Macabeus 1:11-14) Foi proibido a leitura da Torá, a observância do Sábado e das interdições alimentares, bem como a prática da circuncisão. Em 164 AEC, os judeus derrotam o exército de Antíoco IV. Reconquistam Jerusalém e santificam o Templo. A festividade Hanucá foi instituída para celebrar esse evento. (I Macabeus 1:59, 36) É lembrada em João 10:22. Foi ainda conhecida por festividade da Dedicação ou Festa das Luzes, pelo grande número de luzes acesas no Templo e em todas as casas.

Início das 70 semanas Editar

O aparecimento do Messias, segundo Daniel 9:25, seria na 69.ª semana [ de anos ]. Isto ocorreu no "15.º ano de Tibério", em setembro de 28/29 EC. (Lucas 3:1, 30-31) Subtraindo 483 anos do "15.º ano de Tibério", chegou-se a 454 AEC. Esse ano, segundo a STV, seria o 20.º ano de Artaxerxes I. Foi ajustado para 455 AEC em 1944.

Sete tempos - duração tempos dos gentios Editar

A duração dos "tempos dos gentios" era os "sete tempos" de Daniel Cap. 4. (Lucas 24:24) Num comprimento maior, os "sete tempos" são 2520 anos, ou seja, 7 anos de 360 dias. John Aquila Brown foi o primeiro que chegou a um período profético de 2520 anos. Brown calculou os 2520 anos desde o 1.º ano de Nabucodonosor II, em 604 AEC, até ao ano 1917, quando "a glória plena do reino de Israel será completada."

Brown não associou este período com os "tempos dos gentios", porque defendia serem 1260 anos lunares. O seu cálculo foi publicado em Londres pela primeira vez em 1823 no seu trabalho em dois volumes The Even-Tide (A Noite). Seus cálculos desempenharam desde então um papel chave em algumas interpretações modernas desses "tempos dos gentios". Em 1826, os "tempos dos Gentios" foram relacionados com os "sete tempos" [ 2520 anos ] por William Cuningham (1805-1861). Brown publicou pela primeira vez a sua cronologia num artigo no mensário de Londres The Christian Observer de novembro de 1810. Segundo o seu entendimento dos tempos dos gentios, os gentios pisoteadores eram os muçulmanos, e por isso ele encarava os tão comentados 1260 anos como sendo anos lunares Maometanos, correspondendo a 1222 anos solares. Ele contava este período desde 622 EC (o primeiro ano da era Maometana da Hégira) até 1844 EC, data em que ele esperava a vinda de Cristo e a restauração da nação judaica na Palestina.

Baseava-se na conjetura de que a duração do Exílio dos judeus foi de 70 anos. (Jeremias 25:11-12; 29:10) Obtem-se 606 AEC por adicionar 70 anos a 536 AEC - suposto ano do Decreto de Ciro II, no 1.º ano de Ciro II. Assim a destruição de Jerusalém e seu Templo teria ocorrido em 606 AEC. O 1.º ano de Ciro foi ajustado para outubro (tishri) de 537 AEC, em 1944. As dúvidas sobre a não existência do ano zero EC são resolvidas. Consequentemente, a destruição de Jerusalém e seu Templo é ajustada para para outubro (tishri) de 607 AEC. Somado 2520 anos a partir de outubro (tishri) de 607 AEC, temos outubro (tishri) de 1914 EC como o fim dos "tempos dos gentios". Em 1949, o 1.º ano completo de Ciro II foi fixado em 538/537 AEC. As dúvidas sobre o reinado de Dario, o medo, ficaram resolvidas.

Sétimo milénio e parousia de Cristo Editar

Em 1860, Barbour leu a obra Horae Apocalypticae escrito pelo reverendo Edward Bishop Elliott (1793-1875). Nela, uma tabela cronológica do Antigo Testamento apontava para 1872 como o fim dos 6 000 anos contados desde da criação de Adão (supostamente no outono de 4128 AEC). Conclui que a parousia de Cristo seria em 1873. Em 1868, publicou pela primeira vez Evidências da volta do Senhor em 1873. Em 1871, foi publicado a sua 2.ª edição.

Em 1873, Barbour publicou uma revista mensal O Grito da Meia-noite e Arauto da Manhã. A parousia de Cristo não ocorreu conforme esperado - de forma visível. No fim de 1873, Barbour alterou a sua predição para o outono de 1874, mas a parousia de Cristo não ocorreu. Barbour insiste na correção dos seus cálculos, mudando apenas o modo que Cristo retornaria. Ou seja, era uma parousia invisível. Barbour valeu-se de Benjamin Wilson (1817-1900) ter vertido o grego parousia por "presença" na Emphatic Diaglott, não por "vinda". (Mateus 24:37, 39)

Em 1876, Russell encontrou-se com Barbour que o convence da parousia invisível de Cristo em 1874. Russell escreveu um artigo no periódico de George Storrs, Bible Examiner de 10/1876, sob o título "Tempo dos Gentios: quando eles terminam?". Neste artigo, defendeu a tese de que os 2 520 anos de Daniel iriam de 606 AEC a 1914 EC. Em outubro de 1914, findaria os "tempos dos gentios". Barbour já havia publicado em setembro de 1875 a mesma ideia na sua revista Arauto da Manhã. Em 1877, ambos publicam Os três mundos e a colheita deste mundo e O objecto e maneira da volta de Nosso Senhor.

Barbour já tinha sugerido esse cálculo na edição de junho de 1875 do Arauto da Manhã, ao dizer que os tempos dos gentios começaram no fim do reinado de Zedequias em 606 AC, embora não tenha mencionado directamente a data final. (pág. 15) Na edição de julho, ele declarou que os tempos dos gentios "ainda continuariam durante quarenta anos." Embora isto pareça apontar para 1915, as edições posteriores tornam claro que Barbour tinha em mente o ano 1914. A edição de agosto contém um artigo sobre "Cronologia" (pág. 38-42), mas não discute os tempos dos gentios. A data 1914 é mencionada diretamente pela primeira vez na edição de setembro de 1875, na qual se encontra esta declaração na pág. 52: "Acredito que embora a dispensação do evangelho terminará em 1878, os judeus não serão restaurados na Palestina senão em 1881; e que os tempos dos gentios, nomeadamente os seus sete tempos proféticos, ou 2520, ou duas vezes 1260 anos, que começaram quando Deus entregou tudo nas mãos de Nabucodonosor, em 606 AC; não terminam senão em 1914 AD; ou 40 anos [no futuro] a partir de agora." Foi depois publicada uma longa discussão do cálculo na edição de outubro de 1875, pág. 74-6.

Não existe ano zero EC Editar

Outro ponto de incerteza dos Estudantes da Bíblia era saber se devia ser incluído ou não um ano zero - entre 1 AEC e 1 EC - no cálculo. Este assunto fora mencionado por Russell logo em 1904, mas foi ganhando importância à medida que o ano 1914 se aproximava. (A Torre de Vigia de 1/12/1912, reimpressão pág. 5141-2)

O ano 1914 tinha era obtido simplesmente subtraindo outubro (tishri) de 606 AEC de 2520 anos, mas gradualmente se aperceberam de que não existe ano zero EC no nosso calendário. Consequentemente, de 1 de outubro de 606 AEC até 31 de dezembro de 1 AEC, são apenas 605 anos e 3 meses, e de 1 de janeiro de 1 EC até 1 de outubro de 1914 são apenas 1913 anos e 9 meses, o que totaliza 2519 anos, não 2520 anos. Isto significaria que os 2520 anos terminariam em outubro de 1915, em vez de outubro de 1914.

Com o início da I Guerra Mundial em agosto de 1914, era uma má altura para corrigir este erro. Este ajuste só foi feito pela Sociedade Torre de Vigia em 1943. (A verdade tornar-vos-á livres, 1943, pág. 239; O reino está iminente, 1944, pág. 184) A fim de manter o ano de 1914 como o fim dos "tempos dos gentios", precisava de ser recuado um ano na sua cronologia, de 606 para 607 AEC para não alterar o total de 2520 anos.

Malabarismo nos números Editar

No discurso "O Reino do Céu Está Iminente", no congresso de Cedar Point realizado em 5-13 de setembro de 1922, Joseph Rutherford disse à audiência que o Reino de Deus realmente tinha sido estabelecido em 1914, não na Terra mas nos céus invisíveis! (Novos céus e uma nova terra, Brooklyn, 1953, pág. 225) Até 1922, durante quarenta anos, os Estudantes da Bíblia tinham acreditado e ensinado que o Reino de Deus havia sido estabelecido no céu em 1878. Agora, fora transferido para outubro de 1914. (Aurora do Milénio vol. II - O tempo está iminente, 1889, pág. 101) Em 1925, três anos depois, apresentaram um novo entendimento sobre Revelação Cap. 12. Afirmava que o Reino Messiânico fora estabelecido em outubro (tishri) de 1914, no fim dos "tempos dos gentios". Nesse ano, Cristo tornou Rei. Satanás e seus anjos, são expulsos dos céus e sua influência é confinada à Terra. (A Torre de Vigia de 1/3/1925, no artigo "Nascimento de Uma Nação") Mantêm a convição de que a segunda parousia de Cristo começara em 1874.

Erro de 100 anos na cronologia STV Editar

A Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) disse que durante os anos de 1935 a 1944, uma revisão da sua cronologia bíblica revelou que uma má tradução de Atos 13:19-20 na King James Version (KJV) causou um erro de mais de um século. Isto deveu-se a terem seguido a sugestão da nota de rodapé na Emphatic Diaglott (EmD). (Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus, 1993, pág. 632 § 3)

  • Explicações Anteriores: Em 1973, afirmaram apenas o erro deveu-se a uma informação inexata na Emphatic Diaglott. (Aproximou-se o Reino de Deus de mil anos, 1973, pág. 206-211) Em 1981, explicam que "seguiu o texto mais antigo e mais autêntico de Atos 13:19-20, aceitando os números soletrados das Escrituras Hebraicas." (Venha o Teu Reino, 1981, pág. 209-10)

A correção de 100 anos na cronologia da STV avançou o fim dos 6.000 anos da existência do Homem para 1974. Isso excluiu 1874 como o começo da segunda parousia de Cristo. O início do sétimo milénio - que seria assinalado pelo acorrentamento de Satanás e seu lançamento no abismo e pelo reino dos 144 mil co-herdeiros junto com Cristo, ainda era futuro - para 1975. A segunda parousia de Cristo é mudada para outubro (tishri) de 1914, o fim dos "tempos dos gentios". Mas a origem do erro da liderança da religião permaneceu obscurecida e difícil de ser percebida.

A origem do Erro Editar

Atos 13:19 - "E quando ele tinha destruído sete nações na terra de Canaã, ele dividiu suas terras para eles, por sorteio." (KJV) "and having cast out nations seven in land of Canaan, he distributed by lot to them the land of them." (EmD) Trad.: "e tendo destruído sete nações na terra de Canaã, ele distribuiu por herança a terra para eles."

  • O que diz a Nota 19? "gave their land for an inheritance, about for hundred and fifty years. And after that he gave judges till Samuel the prophet." Trad.: "deu suas terras por herança, cerca de quatrocentos e cinquenta anos. E depois disso deu juízes até Samuel, o profeta."

Atos 13:20 - "E depois que ele deu-lhes juízes sobre o espaço de quatrocentos e cinquenta anos, até ao profeta Samuel." (KJV) "And after these things about years four hundred and fifty he gave judges, till Samuel the prophet." (EmD) Trad.: "deu suas terras por herança, cerca do ano quatrocentos e cinquenta. E depois destas coisas cerca do ano quatrocentos e cinquenta ele deu juízes, até Samuel o profeta."

  • O que diz a Nota 20? "A difficulty occurs here which has very much puzzled biblical chronologists. The date gave here is at variance with the statement found in I Kings 6:1. There have been many solutions offered, but only one which seems entirely satisfactory, i. e., that the text in I Kings 6:1, has been corrupted, by substituting the hebrew character daleth (4) for hay (5), which is very similar form. This would make 580 years (instead of 480 years) from the Êxode to the building of the Temple, and exactly agree with Paul’s chronology."
  • Trad.: "Uma dificuldade ocorre aqui que tem muito intrigado os cronologistas bíblicos. A informação dada aqui é inconciliável com a informação encontrada em I Reis 6:1. Tem havido muitas soluções oferecidas, mas apenas uma que parece inteiramente satisfatória, isto é, que o texto no I Reis 6:1 foi corrompido, substituindo o caratere hebraico daleth (4) para hay (5), que é muito semelhante. Isso tornaria 580 anos (em vez de 480 anos) desde o Êxodo até ao início da construção do Templo e exatamente de acordo com cronologia de Paulo."

Duração do Período dos Juízes Editar

A duração do Período dos Juízes não foi de "cerca de 450 anos" lunares. Os manuscritos Sinaítico, Vaticano 1209 e Alexandrino, mostram que decorreu depois dos "cerca 450 anos". Este período teve início com o nascimento de Isaque e terminou com o fim da conquista de Canaã e a distribuição do território pelas tribos. Visto que se declara que o número é aproximado, a diferença de um ou dois anos não terá importância. (Estudo perspicaz das Escrituras, 1988, vol. 1 pág. 615)

Segundo I Reis 6:1, decorreram 480 anos (em vez de 580 anos) lunares desde do Êxodo até a início da construção do Templo, no 4.º ano de Salomão. No 480.º ano depois do Êxodo, no dia 2 do segundo mês do 4.º ano de Salomão, começou-se a construir o Templo de Jerusalém. Os israelitas deixaram o Egito no dia 15 do primeiro mês. (Números 33:3) O período não é de 480 anos inteiros, mas de 479 anos e 16 dias. (II Crónicas 3:2)

A Comissão de Tradução do Novo Mundo reconhece que a tradução correta já era conhecida, na nota de rodapé de Atos 13:19 na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - Ed. com Referências. Já estava disponível a Barbour e a Russell. Aparece por exemplo na Emphasised Bible de Joseph Rotherham (1828-1910) que diz: "E, derrubando sete nações na terra de Canaã, deu-lhes suas terras como herança - cerca de quatrocentos e cinquenta anos. E, depois destas coisas deu-lhes juízes, até o profeta Samuel." (EBR)

Saiba Mais Editar

Ligações Externas Editar

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