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Embora as Testemunhas de Jeová na Alemanha, segundo o artigo de 1939, se tenham recusado fiel e heroicamente a prestar serviço militar, elas foram muito mais serviçais neste assunto na Suíça.

A pág. 2 da edição suíça da revista Consolação de 1/10/1943 diz:

"Cada guerra traz sofrimento indescritível para a humanidade. Cada guerra traz dilemas morais difíceis para milhares, sim, milhões de pessoas. Isto aplica-se especialmente a esta guerra, que não poupou nenhum canto da terra e tem-se espalhado pelo ar, mar e terra. É por conseguinte inevitável que em tais épocas, não apenas indivíduos, mas também comunidades de todos os tipos, de forma não intencional ou deliberadamente sejam falsamente suspeitas.

"Mesmo as Testemunhas de Jeová não foram poupadas a este destino. Fomos acusados de sermos uma associação cujo objetivo ou atividade é descrita como "minar a disciplina militar, especialmente forçar ou enganar os convocados para o serviço militar para insubordinação contra as ordens militares, negligência ou recusa do dever, ou tornar-se fugitivos. Tal opinião só pode ser apresentada por alguém que não compreende de todo o espírito e atividade da nossa Sociedade ou que apesar do seu melhor conhecimento, distorce-o de forma malévola.

"Declaramos expressamente que a nossa associação nem ordena, nem recomenda nem sugere de nenhum outro modo que se aja contra as ordens militares. Perguntas desse tipo não são tratadas pelas nossas congregações nem pela literatura publicada da Sociedade. Nós não nos preocupamos de todo com tais perguntas. Vemos que a nossa atividade é unicamente prestar um testemunho a Jeová Deus e a proclamar a verdade da Bíblia a todos os povos. Centenas dos nossos membros e companheiros de crença cumpriram os seus deveres militares e continuam a cumpri-los.

"Nós nunca presumimos e jamais teremos a presunção de encarar a prestação do serviço militar, conforme delineado pelos vossos estatutos, como uma ofensa contra os princípios e aspirações da Associação das Testemunhas de Jeová. Nós incentivamos todos os nossos membros e companheiros de crença a proclamarem a mensagem do Reino de Deus (Mateus 24:14), a confinarem-se estritamente à proclamação da verdade da Bíblia, e a evitarem sempre dar azo a mal entendidos, e certamente a nunca serem mal interpretados como se estivessem dando qualquer incitamento à insubordinação contra ordens militares.

Associação Suíça das Testemunhas de Jeová, Berna, 15/9/1943 Presidente: Ad. Gammenthaler; Secretário: D. Wiedenmann

A razão para esta ação era que o Escritório da Filial da Suíça não devia ser fechado. Mesmo hoje, a liderança das Testemunhas está muito disposta a transigir caso os seus interesses sejam afetados.

Na pág. 141 do livro Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, diz: "Se o governo solicitasse temporariamente, em época de Emergência, o uso de Salões do Reino ou de equipamento da congregação, ceder não seria violação da Neutralidade."

Durante a era de Hitler algumas pessoas tiveram de morrer devido à sua Neutralidade, mas sempre que os interesses da Organização estavam em jogo eram tomadas medidas diferentes. A Wachtturm [ edição alemã da A Sentinela ] de 15/1/1948 prova que o que afirmamos está correto.

Referindo-se à revista Trost diz: "Esta declaração apaziguadora causou muita preocupação na Suíça bem como em certas partes da França."2 Portanto eles não negam que isso aconteceu. A Wachtturm [ edição alemã da A Sentinela ] tenta compor as coisas, como se o Escritório da Filial tivesse agido sem o consentimento da sede.

"Magdeburgo, 15/1/1948, n.º 2"

"Por exemplo, no número da Trost ( edição suíça da revista Consolação) de 1/10/1943, portanto durante a crescente tribulação da última Guerra Mundial, quando a neutralidade política da Suíça parecia estar em perigo - o Escritório da Filial suíça aventurou-se a publicar uma Declaração que continha a seguinte frase: "Centenas dos nossos membros e associados cumpriram - e continuam a cumprir - os seus deveres militares". Esta declaração apaziguadora causou muita preocupação na Suíça bem como em certas partes da França. Encontrando aplausos calorosos, o irmão Knorr enquanto presidente agora explicou corajosamente que aquelas palavras da declaração são rejeitadas porque não descrevem o ponto de vista da Sociedade, e não estão em harmonia com princípios cristãos conforme claramente delineados na Bíblia. Agora tinha chegado o tempo para os irmãos suíços fazerem uma confissão perante Deus e Seu Cristo; e como resposta ao convite do irmão Knorr para se expressarem, muitos irmãos levantaram as suas mãos para tornar conhecido à audiência que retiraram o seu assentimento tácito à Declaração de 1943 e de nenhum modo a queriam apoiar mais."

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