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Durante a assembleia anual da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) realizada em 5 de outubro de 2013, foi anunciada a edição revisada em inglês da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Destina-se ao uso das Testemunhas de Jeová para o seu estudo bíblico e na pregação pública, e ainda, para as pessoas interessadas e apreciativas. (CCTJ 14/1/2014) “Passaram-se 69 anos desde que a Tradução do Novo Mundo foi lançada. Jeová usou um grupo de cristãos Ungidos para traduzir a mensagem. Conseguiu-se uma tradução tão literal quanto foi possível sem nunca mudar o significado.” - Geoffrey Jackson, um dos membros do Corpo Governante. [Obs.: A Tradução do NM das Escrituras Gregas Cristãs foi lançada em português em 1963, e a edição completa em português foi publicada em 1967. ]

A Comissão da Tradução da Bíblia original declarou que “na Tradução do Novo Mundo fez-se empenho de captar a autoridade, o poder, o dinamismo e a franqueza das originais Escrituras Hebraicas e Gregas, e transmitir estas caraterísticas em português moderno. Não se apresentam paráfrases das Escrituras. Antes, houve empenho de fazer a tradução o mais literal possível, tanto quanto permite o moderno português idiomático e quando a tradução literal não oculta o sentido pela dificuldade de expressão.” (Introdução da Tradução do Novo Mundo, 1984, pág. 6-7) Na TNM revisada, os editores asseguram que ela “reflete as mudanças da linguagem moderna e esclarece certas expressões bíblicas, deixando o texto mais fácil de ler e entender.” ( )

Uma análise aprofundada Editar

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNM) é considerada pelos eruditos bíblicos como tendo paráfrases. Este tipo de traduções são fáceis de ler e compreender. Mas têm o risco de refletirem as preferências doutrinais da liderança religiosa. Por vezes, podem incluir ideias ou frases que não estão no texto bíblico original. Cautela extrema é exigida na mudança das palavras, na posição da estrutura da frase e com a pontuação. Estas mudanças causam mudança no sentido do texto. Neste caso, deixa de ser "inspirado por Deus".

O tradutor não pode ser interprete da tradução. Quaisquer explicações e comentários que ache serem necessários, devem ser feitos à parte da obra de tradução. O leitor da Bíblia não pode ficar com uma compreensão incorreta ou deturpada de palavras, de frases e figuras de estilo usadas. Deve conhecer quais os significados permitidos e as expressões equivalentes. Traduções com paráfrases podem ser muito úteis no estudo comparado entre as diferentes versões. Para um estudo imparcial e rigoroso, não são dignas de confiança. Deve usar para isso uma Tradução interlinear e obras de referência reconhecidas.

Na edição revisada da TNM (2013) foi usado tradução por equivalência dinâmica. Isto é, traduzem as ideias dos escritores bíblicos usando expressões modernas que expressam o que os escritores queriam dizer. A maioria das traduções modernas seguem este método, mas de modos diferentes. Não é uma tradução tão literal como a edição anterior da TNM, mas os editores garantem que é fiel ao sentido do texto original. Para provarem isso, usam notas marginais com uma tradução literal e/ou possíveis variantes. Explicações adicionais se encontram no Glossário e nos Apêndices. Mais esclarecimentos são encontrados nas publicações da Torre de Vigia.

As traduções feitas por um grupo religioso procura limitar o elemento tendencioso. Alegam sempre que a sua tradução é uma tradução fiel, uma obra erudita. Com frequência, o tradutor usa o vocabulário já consagrado e o que os linguistas e terminólogos reconhecidos recomendam. Encontramos na TNM revisada diversas correções e modificações em palavras e expressões com a intenção de tornar a expressão mais precisa e fácil de compreender. Muitas vezes não é possível uma tradução exata. Mas uma boa tradução literal não deve buscar a literalidade. Quando tem palavras ou expressões sem um equivalente exato, o tradutor deve saber quando pode usar uma paráfrase ou quando tem de usar um novo termo. Em ambos casos, tem de transmitir com precisão o sentido correto do texto original.

A equipa de tradutores e terminólogos da TNM revisada procurou que o texto bíblico se ajustasse ao nível de leitura e compreensão cultural do povo para quem a revisão da tradução foi preparada. Isto fez com que algumas liberdades textuais sejam aprovadas pela liderança da religião – o Corpo Governante – para atingir este objetivo. Este método possibilita a liberdade de mudar, reajustar, eliminar ou acrescentar ao texto bíblico original - com o que entende ser mais compreensível ou que está em harmonia com seu entendimento religioso atual. Chega ao ponto da tradução bíblica deixar de ser a genuína “Palavra de Deus”. Os É uma maneira engenhosa de a pessoa incauta ou desinformada assimilar os ensinos singulares da Torre de Vigia atuais e futuros. Isso faz da tradução um texto adulterado da Bíblia Sagrada.

Singularidades com Alma Editar

Nas edições anteriores da TNM, as ocorrências da palavra hebr. néphesh e da palavra grega correspondente psykhé (psique), foram traduzidas “alma”. Na TNM revisada deixou-se de usar de modo uniforme a palavra alma. Os editores justificam esta opção dizendo: "Visto que há muitas ideias erradas sobre o significado da palavra “alma”, isso ajudou os leitores a ver como os escritores inspirados da Bíblia usaram esses termos do idioma original. Dependendo do contexto, essas palavras podem se referir (1) a uma pessoa, (2) à vida de uma pessoa, (3) a animais, (4) ao desejo ou ao apetite de uma pessoa ou, em alguns casos, (5) até mesmo a pessoas mortas."

Os tradutores decidiram alterar o texto principal em nome duma fácil compreenção. "No entanto, esses usos da palavra “alma” não são comuns em português; por isso foi decidido que as palavras nephesh e psykhé fossem traduzidas de acordo com o sentido que os escritores da Bíblia queriam transmitir, geralmente acompanhadas de uma nota que diz: “Ou alma.” Mas, em alguns contextos poéticos ou em textos bem conhecidos, a palavra “alma” foi mantida, junto com uma nota que remete ao Glossário ou fornece outra tradução possível." Porque alma não pode ficar no texto principal e colocar uma nota de rodapé dando o seu significado bíblico? Porque foi alguém que decidiu que deveria ser assim.

Génesis 1:20-21; 2:19 - Onde antes dizia "almas [ nephesh; gr. psykhé ]", foi substituída por "criaturas". 1:30 - Onde antes era "em que há vida como alma, agora diz "em que há vida". 2:7 - Onde antes dizia que "o homem veio a ser uma alma [ nephesh ] vivente". Agora "veio a ser uma pessoa vivente". A palavra “alma” foi substituída por “pessoa”. A definição bíblica de alma humana deixou de ser evidente.

Génesis 9:4-5 - "Antes dizia "a carne com a sua alma [ nephesh ] - seu sangue - não deveis comer". Agora diz para "a carne com a sua vida - seu sangue - não deveis comer". Antes dizia "exigirei de volta o sangue das vossas almas [ nephesh ]". Agora diz para "farei uma prestação de contas do vosso sangue."

João 10:11 - Antes era "o pastor excelente entrega a sua alma [ psykhé; hebr. nephesh ] em benefício das ovelhas". Agora "entrega sua vida". Romanos 2:9 - Antes era "tribulação e aflição sobre a alma [ psykhé ] de cada homem". Agora mudou para "sobre cada pessoa".

Apóstata eliminado de Jó Editar

A palavra apóstata desapareceu do texto principal do livro de Jó da TNM revisada, sendo restaurado o sentido de “ímpio”, pessoa “sem Deus” ou “apartado de Deus”. (Jó 8:13; 13:16; 17:8; 20:5; 27:8; 34:30) Na nota de rodapé diz “um apóstata”. Nestes textos, o termo hebr. hhanéf significa “estar inclinado para longe da relação correta com Deus”, "sem Deus", “poluído” religiosamente, “levar à apostasia”. Em rigor, hhanéf não significa um apóstata. Mas hhanéf pode “levar à apostasia”. (L. Koehler e W. Baumgartner, Léxico dos livros do Antigo Testamento, Leyden, 1958, pág. 317) Apostasia, do verbo gr. afístemi, significa “apartar-se de”, um abandono em definitivo, uma renuncia, deserção ou rebelar-se contra. Apesar do que o Corpo Governante pretende vincar na TNM, apostatar da religião não é o mesmo que apostasia da Fé Cristã.

Termos sem equivalentes Editar

Os nomes bíblicos Beemote (Jó 40:15-24) e o Leviatã (Jó 3:8; 41:1-34; Salmo 74:14; 104:25-26; Isaías 27:1) desaparecem do texto principal da TNM revisada. Mas estes nomes estão no texto hebraico. As notas marginais esclarecem que o hipopótamo é o Beemote [ hebr. vehemóhth, pl. de behemáh ] (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 1, pág. 323), e o Leviatã, o crocodilo do Nilo [ hebr. liwyathán ]. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 2 pág. 693)

Seol [ hebr. Sheohl, de shaál, "pedir" ou solicitar ] e seu equivalente Hades [ gr. Haídes , "o lugar não visto", "o mundo inferior" ], desapareceram do texto principal. Passou a ser traduzido por "sepultura" na TNM revisada. Mas o termo consagrado Seol ocorre 66 vezes no AT. (TNM Apêndice pág. 1646; O que a Bíblia realmente ensina?, pág. 212-3; Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 3 pág. 277-278) A LXX verte Seol por Hades. Hades ocorre 10 vezes no NT. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 2 pág. 277-278)

Ambos termos significam o lugar para onde se sepultam os cadáveres, o lugar dos mortos, a morte, a sepultura comum da Humanidade. Não é uma sepultura individual ou um túmulo. Não  significa inferno, com a ideia de lugar espiritual para o tormento das almas dos pecadores. Não é o mosmo que geena, literal ou figurativa. (TNM Apêndice pág. 1644)

Diz na TNM revisada que "muitas pessoas não conhecem esses termos. Além disso, por causa do uso da palavra “Hades” na mitologia grega, ela pode ter outro significado. Por isso, esses termos foram substituídos por “Sepultura”, que transmite a ideia que os escritores da Bíblia tinham em mente. Os termos “Seol” e “Hades” aparecem agora nas notas." Porque Seol e Hades não ficaram no texto principal e colocavam uma nota dando o significado bíblico? Porque foram alguns que decidiram que deveria ser assim.

"Mamom" foi parafraseado por "Riquezas"  em Mateus 6:24 e Lucas 16:13 (TiR 1969; TNM), mas este termo consta no Texto Recebido. A TNM revisada omite esta explicação. O gr. mamonás ou Mamom na forma aportuguesada, denota as riquezas num sentido negativo. Ter amor ao dinheiro, almejar o poder das riquezas, materialismo. Não há evidência que seja o nome duma divindade específica. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 3 pág. 452) "Não podeis trabalhar como escravos para Deus e para as Riquezas [ em gr. mamonaí; do hebr. mamóhn; em lat. mamónae ]." A nota de rodapé na MC explica: O dinheiro ou as riquezas é apresentado como um ídolo, encerra o risco de afastar de Deus.

Vejamos outros dois exemplos:

"Faraó tirou da sua própria mão o seu anel de sinete e o pôs na mão de José, e vestiu-o de roupas de linho fino e colocou-lhe um colar de ouro em volta do pescoço. Além disso, fê-lo andar no segundo carro de honra que tinha, para que clamassem adiante dele: “Avreque!” [ hebr. Avrékh ], constituindo-o assim sobre toda a terra do Egito." (Génesis 41:42-43 - TNM c/ Referências) José tornou-se no segundo governante do Egito.

"Avreque" deriva do verbo abrek, "dobrar os joelhos" ou "ajoelhar" (ACF, KJV; NAS; RV 1909). "Ajoelhai-vos." (AA) É uma transliteração duma expressão egípcia para o hebraico. Na VUL diz: “Que todos dobrem o joelho diante dele.” Na Peshito siríaca diz: “Pai e Governante!”. Talvez seja um nome-título com o sentido de Grande Vizir, um regente do Reino, um Vice-rei. Em acadiano, abrik significa "vizir".

Génesis 6:16 - "Farás um tsoar [ teto, ou janela ] para a arca e a acabarás até um côvado para cima, e porás a entrada da arca no lado dela; far-lhe-ás um pavimento inferior, um segundo e um terceiro." (TNM) Diz na nota de rodapé “ou abertura para iluminação" (TNM c/ Referências). Alguns relacionam hebr. tsóhar com luz [ tsahar ] e o traduzem por "janela" ou abertura (ACF, MC). BJ usou "teto".

A arca de Noé tinha um tsóhar de 1 cóvado de altura [ cerca 44,5 cm ]. Pode ser aberturas para ventilação e iluminação. (Despertai! de 1/2007 pág. 20; Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 1 pág. 179) A TNM revisada diz: "Você fará para a arca uma janela para iluminação, um côvado abaixo do teto." Em vez de uma abertura para iluminação, ou uma janela, outra possibilidade é que tsóhar se refira a um telhado inclinado com um côvado de altura na sua parte mais alta.

Pronúncia do TetragramaEditar

Novas ocorrências de YHWH Editar

Mencionando estudos adicionais nos Rolos do Mar Morto e outros manuscritos antigos, a TNM revisada inclui 6 novas ocorrências do tetragrama YHWH não incluídas nas edições anteriores - que continua a ser vertido e pronunciado como Jeová. São elas: Juízes 19:18; I Samuel 2:25; 6:3; 10:26; 23:14; 23:16.

Note o caso particular de Juízes 19:18. “Ele [ um levita ] lhe disse, por sua vez: “Estamos de passagem de Belém de Judá para as partes mais remotas da região montanhosa de Efraim. Sou de lá, mas fui a Belém de Judá; e vou para a minha própria casa, e não há quem me acolha em casa.” Na TNM revisada, “a minha própria casa” seria afinal “a casa de Jeová” - o Tabernáculo em Siló.

Na nota da pág. 369 da Bíblia Hebraica de Kittel (BHK) diz que talvez se confunda YHWH com o pronome possessivo “minha”. Na LXX lê-se "para a minha casa", talvez esta seja a versão original - diz na nota de rodapé da MC. (Juízes 19:1, 29 - Diz que o levita morava “nas partes mais remotas da região montanhosa de Efraim”. Diz que ele entrou "na sua casa”.) Outras vertem por “estou voltando para casa” (BLH) e ”volto para casa” (BJ). A VUL diz “para a casa de Deus”. O texto massorético e Peshito siríaca dizem: “para a casa de YHWH. Outras traduções dizem: “à casa do SENHOR” (AFC; ARA; KJV; ESV, MC) ou “ao santuário do SENHOR” (NVI).

Mudanças nas palavras Editar

Foram revisados muitos outros textos que não estão alistados. Examinemos algumas mudanças em palavras ou frases das particularidades da TNM revisada.

Na TNM revisada, o nome do último livro da Bíblia, foi substituído de Revelação por Apocalipse. "Isso fará com que as referências a passagens desse livro sejam mais prontamente compreendidas pelo público em geral." Apocalipse, que é transliteração de uma palavra grega que significa "exibição, "desvendamento", "relevação" de coisas que eram ocultas.

Para transmitir o sentido mais exato em cada contexto, a expressão “tempo indefinido” foi substituída por expressões como “para sempre”, “permanente” e “eternidade”. (Génesis 3:22; Êxodo 31:16; Salmos 90:2; Eclesiastes 1:4; Miqueias 5:2)

O termo “discreto” transmite simplesmente a ideia de alguém modesto e despretensioso, que não gosta de atrair atenção para si mesmo. No entanto, em vários versículos bíblicos, o sentido a ser transmitido é de alguém que tem sabedoria e discernimento. Nesses casos, usou-se “prudente”, "sábio", ou outra similar, a fim de transmitir melhor a ideia. Por exemplo, o "escravo [mordomo] fiel e discreto" passou a ser "escravo fiel e prudente" [ou administrador doméstico fiel e sábio]. (Deuteronómio 1:13; Mateus 24:45; Lucas )

A grafia de alguns nomes próprios só agora foram mudados e modernizados. Os editores explicaram isso dizendo: "Passamos a adotar grafias geralmente usadas por obras de referência em português." Por exemplo, “Cus” foi mudado para “Cuche” (Génesis 2:13), “Negebe” para “Neguebe” (Génesis 12:9), “Hébron” para “Hebrom” (Génesis 13:18) e “Aijá” para “Aías” (I Samuel 14:3). O termo “iníquo” foi substituído por equivalentes como “mau”, “aquele que é mau”, “perverso”. (Génesis 18:23)

O termo “fornicação [ porneia ]" na TNM revisada é agora “imoralidade sexual”. (Gálatas 5:19) Diz no Glossário que porneia é um termo genérico para todo o tipo de imoralidade sexual. Inclui as relações sexual com pessoas não casadas entre si, o adultério [ moixeía ], a prostituição, homossexualismo, atos sexuais com animais. (pág. 1675) Isto inclui pessoas que não estão legalmente casadas ou biblicamente casadas.

A “conduta desenfreada” [ asélgeia, "sensualidade" ] é agora “conduta insolente” [ desrespeitadora, chocante, ofensiva ou vergonhosa ] na TNM revisada. (Gálatas 5:19) Veja a explanação A Sentinela de 15/7/2006 pág. 30. E “festanças” [ kómos ] passou agora a ser uma “festa descontrolada”. (Gálatas 5:21; Romanos 13:13; I Pedro 4:3) O gr. komoi ocorre 3 vezes no NT, sempre com um sentido desfavorável. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 2 pág. 118 - Uma conduta licenciosa, sem regras, desenfreada.) A expressão “frutos do espírito” [ de Deus; no gr. karpos tou Peneumatos], na TNM revisada passou a ser “fruto do espírito”. A “longanimidade” foi mudado para "paciência”, e “benignidade”, para "amor leal". (Gálatas 5:22)

Na nota de Esdras 6:11 na TNM - de Referências, o “empalado” passou a ser “pregado num madeiro” na TNM revisada; lit. “seja fixado nele”. Veja 5:14 e 7:10. Na LXX, usa xylon para madeiro, poste ou árvore em que o cadáver violador da lei devia ser pendurado. (Génesis 40:19; Deuteronómio 21:22-23) É equivalente ao gr. staurós, que significa “estaca” ou “poste” de madeira. Veja Atos 5:30; 10:39. Empalação consiste em cravar uma estaca ou uma lança pelo ânus dum condenado para que morresse.

A "escada" [ hebr. sullam, de salal, "para levantar", "desembarcarem"; em inglês, ladder ] vista por Jacó no sonho citada em Génesis 28:12, passou a ser uma "escadaria" [ ascendente de pedra ]. Agora tem um significado mais preciso. "E eis que uma escada colocada no terra e a parte superior dela chegou ao céu. E eis que os anjos de Deus ascendente e descendente sobre ele." (ASV; KJV; )

Em Mateus 7:13 diz: "Entrai pela porta estreita" (TNM). Na TNM revisada diz: “Entrai pelo portão [ em inglês, gate ] estreito”. Em Lucas 13:24 diz: “porta [ em inglês, door ]”. O termo gr. pulé significa uma porta [ de entrada ] ou um portão [ de uma cidade; uma grande porta ].

O “demónio mudo” de Lucas 11:14 passou a ser “demónio sem fala”. Ver Mateus 9:32; 12:22.

Outros ajustes menores Editar

  • “os filhos de Israel” é vertido por “os israelitas”.
  • “órfão de pai” ou “órfão” é vertido por “criança sem pai(s)”.
  • “forasteiro” foi vertido por “estrangeiro”.
  • “jumento” foi vertido 2 vezes por “burro”. Em inglês, usa-se donkey para jumento ou burro. Asno (ass) é um termo antigo em desuso.

A palavra “coração” em português tem tanto sentido literal como figurativo. Por isso, na maioria das vezes, a palavra “coração” foi mantida no texto. Mas, em alguns contextos onde o sentido não estava claro, usou-se uma tradução mais explícita. Por exemplo, no livro de Provérbios, a expressão “falto de coração” foi substituída por "que não tem bom senso", acompanhada de uma nota com o significado literal. Outras palavras como, por exemplo, “gordura”, “carne” e “chifre" foram traduzidas com base no mesmo princípio, de acordo com o contexto. (Deuteronómio 32:14; Eclesiastes 5:6; Jó 16:15)

A palavra "rins" quando usada figurativamente, como no caso de Salmos 7:9; 26:2 e Apocalipse 2:23), a palavra é traduzida nesta edição como "as emoções mais profundas" ou “os pensamentos mais íntimos”, acompanhada de uma nota com o significado literal. Desse modo, transmite-se o sentido intencionado originalmente. (Estudo perspicaz das Escrituras, vol. 3 pág. 448)

Na TNM revisada, expressões auxiliares como “continuar a”, “costumar” e “persistir em” foram usadas em alguns contextos para indicar os verbos hebraicos na forma imperfeita, quando havia razões válidas para expressar ação contínua. (Génesis 7:15; 34:1; Provérbios 2:4) Mas, quando essas expressões não eram essenciais para transmitir o sentido original do texto, os termos foram omitidos para tornar a leitura mais fácil.

Modernização das formas de tratamento. Na TNM revisada, o pronome de tratamento “tu” foi preservado como forma de tratamento consagrada e respeitosa dirigida a Deus. Em outros casos, em conformidade com o uso moderno no Brasil, os pronomes “tu” e “vós” foram substituídos por “você” e “vocês”. O pronome de tratamento “senhor(a)” foi usado para indicar respeito, ou formalidade ao se dirigir a autoridades. Todos os ajustes no texto bíblico foram feitos com muito cuidado, oração e profundo respeito pelo excelente trabalho da primeira Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia. Expressões abrasileiradas como garçon, açougue, broche e pedágio podem soar estranhas, gerar mal-entendidos ou não serem de todo entendidas.

Texto ou frases espúrias Editar

Na TNM revisada foi eliminada tanto a conclusão longa de Marcos 16 (16:9-20) como a conclusão curta. O Códice de Leningrado, do X século EC, ou o Códice Régio, do VIII século EC, contém a conclusão longa como a curta, após o § 8, apresenta primeiro a conclusão curta e prefaciando cada conclusão com uma nota, dizendo que essas passagens estavam em voga em alguns sectores, embora não reconhecesse nenhuma das conclusões como de autoridade.

Foi eliminado na TNM revisada o relato da mulher adultera em João 7:53 a 8:11. Esta passagem existe nos escritos de Irineu e Hipólito no II século, aparece em quase todos os manuscritos do Evangelho de Marcos de 500 EC em diante. Os códices Sinaítico e Vaticano e a Peshitta siríaca, omitem estes versículos.

Colchetes duplos [[ ]] na TNM sugere a existência de texto que não pertence ao texto original.

A frase entre duplos colchetes em Mateus 27:49 foi eliminada na TNM revisada. “Mas os restantes deles disseram: “Deixa-o! Vejamos se Elias vem salvá-lo.” Outro homem tomou uma lança e furou-lhe o lado, e saiu sangue e água. (Sinaítico; Vaticano; Efraim) Seria uma adição com o apoio de João 19:34 que diz: “um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança, e saiu imediatamente sangue e água.”

A frase entre colchetes duplos de Lucas 24:36 e 24:40 entrou no texto principal na TNM revisada sem colchetes. Lucas 24:36 - “Enquanto ainda falavam destas coisas, ele mesmo estava em pé no meio deles e disse-lhes: “Paz seja convosco.” (Sinaítico; Vaticano; Alexandrino) e Lucas 24:40 - “E, dizendo isso, mostrou-lhes suas mãos e seus pés.” (Sinaítico; Vaticano; Alexandrino; veja João 20:20)

Os colchetes simples [ ] na TNM encerram palavras inseridas para a complementação do sentido do texto em português.

João 1:1 antes dizia “a Palavra era [um] deus" (TNM). Na TNM revisada foi eliminado os colchetes simples mudando o texto principal para “a Palavra era um deus". Ou seja, o artigo indefinido “um” entrou no texto principal. Diz na nota marginal que “era divino”. Diz na Tradução interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1969, “e deus era a Palavra”, em gr. “kai theós en ho logos”. Outras versões dizem: “um deus era a Palavra” (Diaglott), “a palavra era Deus” (KJV).

Ou seja, o Logos [ ou a Palavra ] era um “deus”, “ser divino”, “uma divindade”, tinha a natureza Divina. Era o Filho de Deus. Não era o Elohím (Theos) do Antigo Testamento. Não era o Deus Todo-poderoso [ hebr. El Shaddaí ]. Diz que no princípio, ele “estava com Deus” e "se fez carne e habitou entre nós". E que "nenhum homem jamais viu a Deus". Note João 1:2, 14, 18; 10:35.

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